“No fundo, a psicoterapia é uma relação dialética entre o médico e o paciente. É uma discussão entre duas totalidades psíquicas, uma local os pré-requisitos e disputa na qual o conhecimento é apenas um utensílio. O objetivo é a transformação, não algo predeterminado, mas uma mudança de caráter indefinível, cujo único critério é o desaparecimento do senso da odos incompreensíveis egoidade. Nenhum esforço da parte do médico é capaz de forçar esta experiência. O máximo que pode é aplainar o caminho para ajudar o paciente a conseguir uma atitude que oponha a mínima resistência possível à experiência decisiva.
(…)
Por esta e muitas outras razões não é recomendável, e nem mesmo possível, uma transplantação direta do zen para as comdições ocidentais. Mas o terapeuta que se ocupa seriamente com a questão dos resultados de sua terapia não pode permanecer insensível à finalidade na qual se empenha o método oriental da “cura” psíquica, isto é, a “edificação de um todo harmônico”.
(…)
A principal de todas as ilusões consiste em admitir que alguma coisa pode satisfazer alguém.”
JUNG, C.G. Psicologia e Religião Oriental,OC. Editora Vozes. 2011. Pág. 95-97.
Prefácio à obra de Suzuki: A Grande Libertação
