Trabalhando a quarta função

“(…)Poderíamos, por exemplo. observar isso facilmente no movimento nazista na Alemanha. Todo alemão que eu conheci naquela época e que era partidário do nazismo o era por causa da sua função inferior. ○ tipo sentimento era apanhado pelos tolos argumentos da doutrina do partido. O tipo intuitivo o era pela sua dependência do dinheiro – ele não podia desistir do emprego e não via como poderia lidar com o problema do dinheiro, de modo de tinha que ficar, apesar do fato de não concordar com a doutrina. E assim por diante. A função inferior era, em cada esfera pessoal, a porta na qual parte do mal coletivo poderia acumular-se. Ou poderíamos dizer que cada pessoa que não trabalhara sua função inferior contribuiu para esse desastre geral -de  uma forma diminuta – mas a soma de milhões de funções inferiores constitui um mal enorme! A propaganda – contra os judeus era feita de maneira muito engenhosa sob esse aspecto. Por exemplo, os judeus eram insultados como sendo intelectuais destrutivos, o que convencia as pessoas do tipo sentimento uma completamente pensamento inferior. Ou eram acusados projeção do seu de serem gananciosos e inconsequentes, o que convencia completamente o tipo intuitivo, pois representavam sua demônio, e assim por diante. Assim, a propaganda utilizava as suspeitas comuns que as pessoas geralmente tinham das outras por causa da função inferior.Assim podemos dizer que por trás de cada indivíduo a quarta função não é idêntica ao princípio coletivo do mal, sendo apenas uma pequena deficiência; no entanto, a soma de todas elas é realmente responsável por grande quantidade de problemas.

(…) o processo da individuação é um problema ético (…) a palavra perfeição não é apropriada; é um ideal cristão que não coincide exatamente com a nossa experıencia do processo da individuação. Jung enfatiza que o processo parece não tender na direção da perfeição, e sim da completitude.

Existe, ent]ao, a obrigação social de trabalharmos nossa quarta função, porque isso nos torna uma pessoa menos perigosa, pois é a soma de indivíduos perigosa mente divididos que dá origem às guerras e às explosões sociais. A propaganda sempre tenta despertar isso.

Alguém que pratique um tipo baixo de propaganda saberia que não é através de palavras razoáveis que atingimos as massas, e sim despertando a emoção, e a emoçao pode ser despertada em todo mundo ao mesmo tempo, se fizemos ascender a função inferior, porque essa é a função emocional. Por conseguinte, quando nos dirigimos a intelectuais, devemos despertar sentimentos primitivos! Por exemplo, se falarmos com professores universitários, nao devemos usar uma linguagem científica, porque nesse campo a mente deles e clara e enxergarão, através de todas as armadilhas da nossa fala, se tentarmos passar uma mentira; mas, se encorparmos nossa mentira com muito sentimento e emocão – visto que os professores universitários geralmente têm o sentimento como funcão inferior -, eles cairão imediatamente na nossa conversa. Hitler dominava a arte de fazer isso. Se lermos os registros dos seus discursos, veremos que falava de maneira muito diferente a cada grupo que se dirigia, e sabia muito bem como despertar a função inferior de cada um. Um homem que esteve presente em vários desses discursos me disse que Hitler fazia tudo através da intuicão, ou de como sentia a situação. No início, Hitler as vezes se mostrava bastante instável. Experimentava temas como um pianista, mencionando um pouco disso e daquilo, e ficava pálido e nervoso, e seus homens da SS ficavam agitados porque o Führer não parecia estar em forma. Mas ele estava apenas experimentando o ambiente, e depois ele notava que, se trouxesse específico, este despertaria emoção, de à baila um tema mergulhava completamente nesse tema! Esse é o demagogo! Quando sente o lado inferior, ele sabe que modo que complexos e que é ali que esta ouro, é ali que estão Os e que deve argumentar de forma primitiva e emocional, da maneira como a função inferior argumentaria. Hitler não elaborou isso, foi o fato de ele estar preso na própria inferioridade que lhe conferiu esse talento, mas os exemplos não estão todos no passado!”

FRANZ, Marie-Louise von.Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág.79-82.

Características gerais da função inferior

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