Pensamentos

“(…) pensamento-intuição. Um filósofo assim, se quisesse expandir seu campo de consciên cia, poderia inserir fatos. Geralmente o filósofo depois de ter desenvolvido na juventude (o introvertido extrai tudo de dentro de si) certo conceito de suas ideias, terá então a necessidade de verificar suas ideias teoricas e intuitivas através de fatos. Ocorrerá então certa tensão entre sua intuição e o lado com o qual ele encara os fatos porque os dois tampouco podem avançar juntos, mas ele nao estará em um inferno total, porque, se a tensão se torna excessiva, ele sempre pode se afastar da situação e tomar a decisão por meio do pensamento.

(…)

Quando analiso um tipo pensamento, nunca o empurro imediatamente na direção da função sentimento; faço com que as outras funções sejam assimiladas primeiro. É um erro esquecer o estágio intermediário, porque não dá certo.”

(…) pessoa inadequada (sensação) (…) senso de realidade.

Frequentemente as pessoas escolhem o tipo oposto como analista. Por exemplo, o tipo sentimento não consegue pensar e, portanto, admira uma pessoa que pode, de modo que procura analista com uma forte função um pensamento. (…) Jung, por exemplo, sempre gostou de juntar pessoas com os mesmos pontos cegos, porque, disse ele, se dois idiotas se sentarem juntos e nenhum deles conseguir pensar, ficarão tão confusos que pelo menos um deles comecará a pensar!”

FRANZ, Marie-Louise von.Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág.54-57.

A autorealização na terapia individual de C.G. Jung

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