“Outra dificuldade que encontramos ao tentar definir o nosso tipo ou o de outra pessoa é que, quando as pessoas atingem o estado de se sentirem entediadas com sua função principal, elas frequentemente nos garantem com absoluta sinceridade, que pertencem ao tipo oposto do que realmente são. O extrovertido jura que é profundamente introvertido, e vice-versa. Isso decorre do fato de que a funcão inferior subjetivamente acha que ela é a verdadeira. (…) Por conseguinte, quando tentamos encontrar nosso tipo, nunca devemos perguntar: “O que é mais importante para mim?”, e sim: ” O que eu habitualmente mais faço? Um extrovertido pode estar constantemente se extrovertendo, mas garantirá, com toda sinceridade, que é profundamente introvertido e que só se preocupa com o mundo interior. Não se trata de um logro, é assim que ele se sente, porque sabe que, embora possa ser apenas durante um minuto por dia. nesse minuto no qual se introverte ele está perto de si mesmo: ali ele é real.
De maneira prática, quando queremos definir o tipo de alguém, é mais útil perguntar qual é o maior aborrecimento da pessoa, onde está seu maior sofrimento, onde ela sente que sempre ests se deparando contra obstáculos e sofrendo terrivelmente. Isso geralmente aponta para a função inferior. Além çoes superlores que e muito difícil dizer se a pessoa e disso, muitas pessoas desenvolvem tão bem duas fun. um tipo pensamento-intuitivo ou um intuitivo com um bom pensamento, pois os dois parecem ser quase igualmente adequados.

Muitas vezes, alguém tipo pensamento, e que agora desenvolverá sua funcão sentimento – que ilusão! Se você for um tipo pensamento, pode ir prımeiro ou para a sensação ou para a intuição; essa é sua escolha, naturalmente influenciada pela disposição. Depois você se desloca para a função secundária oposta e, finalmente, para a inferior, mas você não pode atravessar diretamente para a função oposta. A razão é muito simples: elas se excluem mutuamente de um modo completo; são incompativeis.”
FRANZ, Marie-Louise von.Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág.51-53.
A autorealização na terapia individual de C.G. Jung
