“(…)Seria preferível empregar aqui a expressão “autossugestão”, este pobre traste jogado no arsenal dos conceitos espirituais inadequados!). (…) Nunca estamos em condições de decidir, definitivamente, pessoa foi realmente “iluminada” ou “redimida”, ou se apenas imagina que o tenha sido.(…) Não se trata portanto de um “fato concreto”, mas de uma realidade espiritual, isto é, de um acontecimento psíquico do processo conhecido por satori.
Todo conhecimento espiritual é uma imagem e uma imaginação. Se assim não fosse, não haveria consciência nem fenomenalidade da ocorrência. A própria imaginação é também um fato psíquico.
(…)
Nosso modo de pensar não leva em consideração a possibilidade da existência de degraus no desenvolvimento da consciência.”
JUNG, C.G. Psicologia e Religião Oriental,OC. Editora Vozes. 2011. Pág. 84-85.
Prefácio à obra de Suzuki: A Grande Libertação

