Instrumentos de Forças Iguais

“Todos os homens em suas atividades, profissões e associações são instrumentos das forças a que se devotam. Produzem, de conformidade com os ideais superiores ou inferiores em que se inspiram, atraindo os elementos invisíveis que os rodeiam, conforme a natureza dos sentimentos e ideias de que se nutrem.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 29.

Cooperação

“Para que alguém dirija com êxito e eficiência uma empresa importante, não lhe basta a nomeação para o encargo. Exige-se-lhe um conjunto de qualidades superiores para que a obra se consolide e prospere. Não apenas autoridade, mas direção com discernimento. Não só teoria e cultura, mas virtude e juízo claro de proporções.

Dilatados recursos nas mãos, a serviço de uma cabeça sem rumo, constituem tesouros nos braços da insensatez, assim como a riqueza sem orientação é navio à matroca.

Quem governa emitirá forças de justiça e bondade, trabalho e disciplina, para atingir os objetivos da tarefa em que foi situado.

Quando o poder é intemperante, sofre o povo a intranquilidade e a mazorca, e, quando a inteligência não possui o timão do caráter sadio, espalha, em torno, a miséria e a crueldade.

Daí, conhecermos tantos tiranos nimbados de grandeza mental e tantos gênios de requintada sensibilidade, mas atolados no vício.

No mundo íntimo, a vontade é o capitão que não pode relaxar no mister que lhe é devido.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 15-16.

Formas Geradas Através dos Pensamentos

“Importa não esquecer que ambas se encontram reunidas na faixa magnética de Clementino, fixando as imagens que a mente dele lhes sugere. Viram-lhe os pensamentos, relacionados com a obra de amparo aos doentes e com a formação de uma escola, que a instituição pretende, em breve, mobilizar no socorro ao próximo. Ideias elaboradas com atenção geram formas, tocadas de movimento, som e cor, perfeitamente perceptíveis por todos aqueles que se encontrem sintonizados na onda em que se expressam.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 105-113.

Grandes iniciados na revelação divina?

“Não. Achamos nos ainda muito longe de semelhantes apóstolos. (…) Naturalmente, são pessoas comuns. Comem, bebem, vestem-se e apresentam-se na terra sob o aspecto vulgar de outras criaturas do ramerrão* carnal; no entanto, trazem a mente voltada para os ideais superiores da fé ativa a expressar-se em amor pelo semelhantes.

*ruído sucessivo e monótono.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 19-26.

Pensamento-Realidade

Nossa mente é um núcleo de forças inteligentes gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade as figuras de nossa imaginação, sob o comando dos nossos próprios desígnios.

“A ideia é um ‘ser’ organizado por nosso espírito,  a que o pensamento da forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção. Do conjunto de nossas ideias resulta nossa própria existência.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 11-18.

Cocriação é uma tendência

…André Luiz organizou essas ligeiras as páginas acerca da mediunidade, compreendendo a importância, cada vez maior, do intercâmbio espiritual entre as criaturas.

Prefácio de Emmanuel. Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 7-10.

25.000 anos atrás

A primeira forma de magia foi talvez a variedade simpática. Coisas parecidas tinham efeitos parecidos, prensava-se; semelhante atrai semelhante. Se fizessem uma estatueta de um bisão em argila e de tamanho natural e ela fosse “atacada” e “morta”, então  a caá a um bisão de verdade também terminaria na morte do animal.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 30.