Identificação espiritual

Cada criatura com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica.

Prefácio de Emmanuel. Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 7-10.

Consciências retidas

Quanto mais avança na ascensão evolutiva, mais seguramente percebe o homem a inexistência da morte como cessação da vida.

E agora, mais que nunca, reconhece-se na posição de uma consciência retida entre forças e fluídos, provisoriamente aglutinados para fins educativos.

Prefácio de Emmanuel. Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 7-10.

Turbilhão eletrônico regido pela consciência

O veículo carnal não é mais que um turbilhão eletrônico regido pela consciência. Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar a matéria. 

Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos a condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do espírito, por que, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer por falta de matéria, a base que eles assegurava as especulações negativistas.

Prefácio de Emmanuel. Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 7-10.

Gods and miserables

The nature of Jesus Christ is, indeed, the very same nature of humanity. His divinity embraces our humanity as our humanity has the divinity inner with in. We are gods, in our potential, but miserables in our perspective. Ascending our consciousness, we realise how beautiful is the eternal plan of the Father of all.

It is very important to keep building the community that will support the movement. Give them tools, freedom and leadership, multiplying the project vision in people with good will.

We will advance ten years in one again. Because it is necessary. And be prepared for change, because we will change. It is time! Today is the right time.

With my love and support, always around.

Pe. Robert DeGrandis

(…)

A natureza de Jesus Cristo é, de fato, a mesma natureza da humanidade. Sua divindade abraça nossa humanidade como nossa humanidade tem a divindade interior. Somos deuses, em nosso potencial, mas miseráveis em nossa perspectiva. Subindo nossa consciência, percebemos o quão belo é o plano eterno do Pai de todos.

É muito importante continuar construindo a comunidade que apoiará o movimento. Dê a eles ferramentas, liberdade e liderança, multiplicando a visão do projeto em pessoas de boa vontade.

Vamos avançar dez anos em um novamente. Porque é necessário. E esteja preparado para a mudança, porque vamos mudar. Está na hora! Hoje é a hora certa.

Com meu amor e apoio, sempre por perto.

Pe. Robert DeGrandis

Espíritos sofredores, povos sofredores

(Jesus para Iasmael)

“Abriga aí, na sagrada extensão dos territórios do país do Evangelho, todos os infortunados e todos os infelizes. No meu coração ecoam as súplicas dolorosas de todos os seres sofredores, que se agrupam nas regiões inferiores dos espaços próximos da Terra. Agasalha-os no solo bendito que recebe as irradiações do símbolo estrelado, alimentando-os com o pão substancioso dos sofrimentos depuradores e das lágrimas que lavam todas as manchas da alma.

Leva a essas coletividades espirituais, sinceramente arrependidas do seu passado obscuro e delituoso, a tua bandeira de paz e de esperança; ensina-lhes a ler os preceitos da minha doutrina, nos códigos dourados do sofrimento.”

Ismael sente que luzes compassivas e misericordiosas lhe visitam o coração e parte com os seus companheiros, em busca dos planos da erraticidade mais próximos da Terra. Aí se encontram antigos batalhadores das cruzadas, senhores feudais da Idade Média, padres e inquisidores, espíritos rebeldes e revoltados, perdidos nos caminhos cheios da treva das suas consciências polutas.

Xavier, Francisco Cândido / Humberto de Campos. Brasil: Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1938, pp. 47-48.

A constrição do campo da Consciência

Passamos, até o momento, por dois estágios: o primeiro lugar, passamos da semana ações imediatas do Criador Incriado para as personagens, fluidas e não obstante intemporais, da idade mitológica; Em segundo, passamos desses Criadores Criados para esfera da história humana. As emanações se condensaram; campo da consciência sofreu uma constrição. Onde antes eram visíveis corpos causais, ora entra em foco, na pequena pupila teimosa do olho humano, seus efeitos secundários.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 306.

Ciclo cosmogônico

A fórmula filosófica ilustrada pelo ciclo cosmogônico refere-se a circulação da consciência pelos três planos do ser. O primeiro plano é o da experiência desperta: a cognição dos fatos brutos e crus de universo exterior, iluminado pela luz do sol e comum a todos. O segundo é o da experiência divina: a cognição das formas fluidas e sutis de um mundo interior privado, auto-iluminado e que forma uma única substância com o sonhador. O terceiro, por sua vez, é o do sono profundo: um sono não povoado por sonhos, profundamente recompensador. No primeiro plano, encontramos as experiências instrutivas da vida; no segundo ocorre a digestão dessas experiências, que são assimilados pelas forças interiores do sonhador; já no terceiro plano do ser, tudo é aproveitado e conhecido de modo inconsciente, no “espaço existente no interior do coração”, na sala do controlador interno, a fonte e o fim de tudo.

O ciclo cosmogônico deve ser entendido como a passagem da consciência universal, da profunda zona adormecida do imanifesto, para a plena luz do cotidiano desperto, por intermédio do sonho, ocorrendo, em seguida, o retorno através do sonho, para as trevas intemporais. Tal como acontece na experiência real de todo ser vivo, assim também é na figura grandiosa do cosmo vivo: no abismo do sono, as energias são recompostas; na labuta diária, são exauridas; a vida do universo se esgota e deve ser renovada

O ciclo cosmogônico pulsa, tornando-se manifesto, e retorna ao estado imanifesto, em meio ao silêncio do desconhecido. Os hindus representam esse mistério por meio da sílaba sagrada AUM. Aqui, o som A representa a consciência desperta; o som U, a consciência onírica; e o som M, o sono profundo. O silêncio em torno da sílaba é o desconhecido, chamado simplesmente de ” o Quarto “. A sílaba em se representa Deus como criador-preservador-destruidor, mas o silêncio representa o Deus eterno, absolutamente afastado de todas as idas e vindas da roda.

“É  invisível, intangível, inconcebível, imperceptível, inimaginável, indescritível. É a essência do autoconhecimento, comum a todos os estados de consciência. Todos os fenômenos aí cessam. É paz, benção, não dualidade.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 261-262.

Consciência individual e vontade universal

O alvo do mito consiste em dissipar a necessidade dessa ignorância diante da vida por intermédio de uma reconciliação entre consciência individual e vontade universal. E essa reconciliação é realizada através da percepção da verdadeira relação existente entre os passageiros fenômenos do tempo e a vida imperecível que vive e morre em todas as coisas.

“Como uma pessoa desse as roupas usadas e as troca por novas, assim também o Eu que habita o corpo desse app os corpos usados e os troca por novos. Impenetrável, incombustível, insolúvel, inabalável, esse Eu não é permeado, consumido pelo fogo, dissolvido pela água, abalado pelo feito. Eterno, mutável, imóvel, todo penetrante, o Eu é para sempre inalterável.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 232.

AUM

A sílaba simbólica AUM, que é o equivalente verbal dos quatro estados de consciência e do seus campos de experiência. (A: Consciência vígil; U: Consciência onírica; M: Sono sem sonhos. O silêncio em torno da sílaba sagrada é Imanifesto Transcendente. (…) Assim sendo, o Deus se encontra tanto dentro como fora do adorador. (…) Dessa maneira, todos os aspectos da vida tornou-se suportes da meditação. Vive-se em meio a um sermão silencioso o tempo inteiro.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 184.

Princípios da Crença Wiccana / Conselho dos Bruxos Americanos – 1974

  1. Nós praticamos ritos para nos sintonizar com os ritmos naturais das forças vitais, marcados pelas fases da Lua e pelas mudanças e pelos ápices das estações.
  2. Reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única com relação ao nosso meio ambiente. Procuramos viver em harmonia com a natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo condições à vida e a consciência segundo uma visão evolutiva.
  3. Reconhecemos a existência de um poder muito maior do que aquele que se manifesta na pessoa comum. Por sem bem maior que o normal, ele é às vezes chamado de “sobrenatural”, mas o vemos como uma parte natural do potencial de todos.
  4. Compreendemos que o Poder Criativo do Universo se manifesta por meio da polaridade – como masculino e feminino – e que esse mesmo Poder Criativo habita em todas as pessoas e age por meio da interação entre o masculino e o feminino. Não valorizamos um mais do que o outro, porque sabemos que se complementam. Valorizamos o sexo como prazer, como símbolo e corporificação da vida e uma das fontes de energia usada nas práticas mágicas e nos cultos religiosos.
  5. Reconhecemos a existência tanto dos mundos exteriores quanto dos interiores, ou psicológicos – às vezes conhecidos como Mundo Espiritual, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc – e vemos na interação dessas duas dimensões a base dos fenômenos paranormais e das práticas de magia. Não negligenciamos nenhuma das dimensões, pois ambas são necessárias para a nossa realização.
  6. Rejeitamos toda hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que nos ensinam, respeitamos aqueles que compartilham seu conhecimento e sua sabedoria, e admiramos aqueles que corajosamente deram de si para exercer funções de liderança.
  7. Vemos a religião, a magia e a sabedoria de vida como uma unidade na forma pela qual uma pessoa vê o mundo e vive nele, uma visão do mundo e uma filosofia de vida que identificamos como Bruxaria – O Caminho Wiccano.
  8. Dizer-se Bruxo não faz de ninguém um Bruxo – tampouco a hereditariedade ou uma coleção de títulos, graus ou iniciações. O Bruxo busca controlar as forças de si mesmo que tornam a vida possível, de modo a viver com sabedoria e bem, sem prejudicar outras pessoas e em harmonia com a natureza.
  9. Acreditamos na afirmação e na plenitude da vida, numa contínua evolução e num contínuo desenvolvimento da consciência, dando sentido ao Universo que conhecemos e ao nosso papel dentro dele.
  10. Nossa animosidade com relação ao Cristianismo ou qualquer outra religião ou filosofia de vida só existe na medida em que essas instituições se proclamam “o único caminho”, negando a liberdade a outras entidades e reprimindo outras formas de crença e prática religiosa.
  11. Como Bruxos Americanos, nós não nos sentimos ameaçados por debates sobre a história da Arte, sobre as origens de vários termos, sobre a legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições. Nós nos preocupamos com o nosso presente e com o nosso futuro.
  12. Não aceitamos o conceito de mal absoluto, nem adoramos a entidade conhecida como “Satanás” ou “Demônio”, como definido pela tradição cristã. Não buscamos o poder por meio do sofrimento de outros nem aceitamos o conceito segundo o qual benefícios pessoais só podem ser obtidos pela negação do outro.
  13. Acreditamos que devemos buscar na natureza o que pode contribuir para a nossa saúde o nosso bem-estar.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 47-49.