Se os bois pudessem esculpir

No século VI aec, o filósofo Xenófanes evidenciou fato de que as divindades são determinadas por fatores étnicos. (…) E cinicamente comentou que, se os cavalos e bois pudessem esculpir, eles provavelmente representariam seus deuses na forma animal! (…) Em seu desenvolvimento inicial, as pessoas passaram a adorar suas divindades principais: o Deus Cornífero da Caça e a Deusa da Fertilidade. Eles eram nossas representações – sob formas compreensíveis – do Poder Supremo que de fato rege a vida.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 60.

Inverno e Verão

O ano era dividido naturalmente em dois. No verão, os alimentos podiam ser cultivados, e por isso a Deusa predominava; no inverso, os homens e mulheres tinham de se voltar para a caça, portanto o que predominada era a energia do Deus. (…) O Deus Cornífero passou a ser visto mais como um deus da natureza em feral, um deus da morte e de tudo o que existe depois dela. A Deus ainda regia a Fertilidade e o Renascimento (…)

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 32.

Deusa provedora

A mulher é quem carrega e nutre a prole. A Deusa era sua representação, como Grande Provedora e Nutriz; Mãe Natureza ou Mãe Terra.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 31.

O encontro com a Deusa

O encontro com a deusa (que está encarnada em toda mulher) é o teste final do talento de que o herói é dotado para obter a benção do amor (caridade: amor fati), que é a própria vida, aproveitada como o invólucro da eternidade.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 119.

Deusa Mulher

Tal como a mudança, o rio do tempo, a fluidez da vida, a deusa cria, preserva e destrói à um só tempo. (…)  A mulher representa, na linguagem pictórica da mitologia, a totalidade do que pode ser conhecido. O herói é aquele que aprende.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 116-117