Anseio pela Divindade

“Ele falava da divina melancolia resultante do despertar da consciência de que se está separado de Deus, o que cria na alma um insaciável anseio por unir-se novamente ao Amado Eterno.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 482.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

A natureza Dúplice de Satã

” A natureza dúplice de Satã – tanto subjetiva quanto objetiva – explica a totalidade das manifestações do mal. Um Sată objetivo, como uma força adversária independente opondo-se à Divindade, explica a origem do mal que não pode ser atribuído apenas à ignorância subjetiva individual ou coletiva do homem. Satã tem que ser reconhecido conjuntamente como o mal objetivo na natureza e como um poder capaz de também operar no homem em forma de consciência subjetiva errada.

Reconhecer a existência de Satã não nega o conceito de um Deus que é o único Alfa e Ômega do cosmos. Em realidade, não existe essencialmente nada mais que o Espírito, a Substância única (…) . O mal da ilusão existe somente no domínio das formas, não na essência do Espírito. Enquanto houver a criação, uma coalescência de fenômenos finitos na Substância Infinita, a ilusão das formas produzirá a consciência de imperfeição que se acha separada do Absoluto Inigualável.

(…)

É tolice negar o mal subjetivo ou objetivo enquanto ainda se está lutando com a ilusão. (…)  Basta alguém se sentir seguro de sua invulnerabilidade, e o diabo engana seu oponente com alguma artimanha, levando o desafiador à derrota. É melhor não competir com suas tentações.(…). Ao fortalecer-se a consciência do bem, sua luz dissipa as perigosas trevas da influência maléfica de Satã.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 169-171.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

Filho de Deus Se Tornou Filho do Homem

“(…) o Filho de Deus se tornou Filho do Homem. Ele abraçou as duas qualidades, possuindo humanidade e divindade, para que pudesse, por ser Filho de Deus, vencer a morte e, por ser Filho do Homem, restaurar o pleroma.

(…)

No começo, Ele estava acima como uma semente da verdade, que foi antes do surgimento do cosmos. Na estrutura cósmica, muitos domínios e divindades surgiram.”

Nascimento, Peterson do. O Tratado Sobre a Ressureição (Coleção Apócrifos do
Cristianismo Livro XVII) – Versão Kindle, Posição 117 -118.

Todo Homem Será Arcanjo

“Jamais existem duas medidas diferentes no plano da Criação e da manifestação do Espírito em peregrinação, para adquirir sua consciência individual. A centelha espiritual surge simples e ignorante em todas as latitudes do Cosmo, adquire o seu limite consciencial situando-se nas formas efêmeras dos mundos planetários depois evolui através do transformismo das espécies. O esquema evolutivo é absolutamente um só; sensação através do animal, emoção através do homem, sabedoria através do anjo e o poder e a glória através do arcanjo!

(…)

A evolução é fruto de uma operação espontânea, um impulso ascendente que existe no seio da própria centelha por força de sua origem divina. À medida que se consolida o núcleo consciencial ainda no mundo do Espírito, a tendência expansiva dessa consciência primária é de abranger todas as coisas e formas, por cujo motivo ela não estaciona, num dado momento, no limiar das formas físicas, mas impregna-as impelidas pelo impulso criador de Deus. (…) Todo Arcanjo já foi homem; todo homem será Arcanjo-essa é a Lei!

(…)

Não há milagres nem subterfúgios da parte de Deus; nenhuma entidade espiritual, malgrado ser um Logos Solar, poderá ensinar, orientar e alimentar humanidades encarnadas, caso não se trate de uma consciência absolutamente experimentada naquilo que pretende realizar. Não havendo “graças” imerecidas, nem privilégios divinos, os arcanjos também fizeram sua escalonada sideral sob o mesmo processo extensível a todas as almas ou espíritos impelidos para o seu aperfeiçoamento. Se um Arcanjo ou Logos planetário pode ligar-se ao Espírito de um medianeiro, como o Cristo uniu-se a Jesus, e sendo incessante o progresso espiritual, mais cedo ou mais tarde, o próprio Jesus alcançará a mesma frequência e graduação arcangélica.

(…) o Logos ou Cristo planetário da Terra é realmente a Entidade Espiritual que, atuando na consciência global de toda a humanidade terrícola, alimenta e atende a todos os sonhos e ideais dos homens. É a Fonte Sublime, o Legado Sideral de Deus doando a Luz da Vida; o Caminho, a Verdade e a Vida“, em ação incessante através da “via interna” de nossa alma. Não é evidente que a lâmpada elétrica de vosso lar busca sua luz e força no transformador mais próximo, em vez de solicitá-la à Usina distante? Deus, como “Usina Cósmica” e alimentador do Universo, legou aos seus Arcanjos, transformadores divinos de Luz e Vida, o direito e a capacidade de atenderem às necessidades humanas nas crostas terráqueas, doando -lhes a energia devidamente dosada para a suportação e beneficio espiritual de cada ser. Não há desperdício energético no Cosmo; jamais a Divindade oferece um tonel de água para quem só pode suportar o conteúdo de um copo.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 71-72.

Jesus e o Cristo Planetário

“(…) já é tempo de vos afirmar que o Cristo Planetário é uma entidade arcangélica, enquanto Jesus de Nazaré, espírito sublime e angélico, foi o seu médium mais perfeito na Terra. O excessivo apego aos ídolos e às fórmulas religiosas do vosso mundo por cristalizar a crença humana, sob a algema dos dogmas impermeáveis a raciocínios novos e para não chocar o sentimentalismo da tradição. As criaturas estratificam no subconsciente uma crença religiosa, simpática, cômoda ou tradicional e, obviamente, terão de sofrer quando, sob o imperativo do progresso espiritual, têm de substituir sua devoção primitiva e saudosista por outras revelações mais avançadas sobre a Divindade.

(…) correspondendo à assimilação progressiva humana, Deus primeiramente foi devotado pelos homens primitivos através dos fenômenos principais da Natureza, como o trovão, a chuva, o vento, o mar, o Sol. Em seguida, evoluíam para a figura dos múltiplos deusinhos do culto pagão. Mais tarde, as pequenas divindades fundiram-se, convergindo para a ideia unitária de Deus. Na Índia honrava-se Brahma, e Osíris, no Egito; e Júpiter na Olímpia, enquanto os Druidas, no seu culto à Natureza, cultuavam também uma só unidade. Moisés expressa em Jeová a unidade de Deus, embora ainda o fizesse bastante humanizado e temperamental (…) Com o aparecimento de Jesus, a mesma ideia unitária de Deus evoluiu então para um Pai transbordante de Amor e Sabedoria, que pontificava acima das quizílias humanas, embora os homens ainda o considerassem um doador de “graças para os seus simpatizantes e um juiz inexorável para os seus contrários.

(…)

Atualmente, a doutrina espírita ensina que “Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as cousas”, descentralizando a Divindade do antropomorfismo, para ser entendida animando todos os acontecimentos da Vida.

(…) o Cristo é um Arcanjo Planetário e Jesus, o Anjo governador da Terra. O anjo é entidade ainda capaz de atuar no mundo material, cuja possibilidade a própria Bíblia simboliza pelos sete degraus da escada de Jacó; mas o arcanjo não pode mais deixar o seu mundo divino e efetuar qualquer ligação direta com a matéria, pois já abandonou, em definitivo, todos os veículos intermediários que lhe facultariam tal possibilidade. Jesus, Espírito ainda passível de atuar nas formas físicas, teve de reconstruir as matrizes perispirituais usadas noutros mundos materiais extintos, a fim de poder encarnar-se na Terra.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 67-70.

Deuses

“(…) Os Deuses, tão elevados na escada da existência estão eles, pois que a sua existência, inteligência e poder são semelhantes aos atribuídos pelas raças de homens às suas concepções da Divindade. Estes Entes estão ainda além dos mais elevados voos da imaginação humana, e o epiteto Divino é o único que lhes é aplicável. Muitos destes Entes como também as Hostes Angélicas toma muito interesse nos negócios do Universo e têm uma parte importante neles. Estas Invisíveis Divindades e Anjos Protetores estendem a sua influência livre e poderosamente no processo da Evolução e do Progresso Cósmico. A sua ocasional intervenção e assistência nos negócios humanos criou as muitas conhecimentos lendas, crenças, religiões e tradições da raça passada e presente Eles muitas vezes impuseram ao mundo os seus conhecimentos e poderes conforme a Lei do TODO.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 76.

Se os Bois Pudessem Esculpir

“No século VI aec, o filósofo Xenófanes evidenciou fato de que as divindades são determinadas por fatores étnicos. (…) E cinicamente comentou que, se os cavalos e bois pudessem esculpir, eles provavelmente representariam seus deuses na forma animal! (…) Em seu desenvolvimento inicial, as pessoas passaram a adorar suas divindades principais: o Deus Cornífero da Caça e a Deusa da Fertilidade. Eles eram nossas representações – sob formas compreensíveis – do Poder Supremo que de fato rege a vida.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 60.

Deuses no Mito

“De um certo ponto de vista, todas essas divindades existem (…) de outro, não são reais.(…) Todas essas divindades visualizadas não são senão símbolos que representam as várias coisas que ocorrem na Trilha”. (…) Os deuses e deusas devem ser entendidos, em consequência, como encarnações e guardiães do elixir do Ser Imperecível, mas não são, em si mesmos, o Último em seu estado essencial.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 169.

Conversão em Massa

“Uma tentativa de conversão em massa foi feita pelo Papa Gregório, o Grande. Ele achava que erigir igrejas nos lugares de templos pagãos, onde as pessoas já estavam acostumadas a se reunir, era uma forma de fazer com elas frequentassem as novas igrejas cristãs. (…) Quando as primeiras igrejas cristãs foram construídas, os únicos disponíveis para construí-las eram os próprios pagãos. Ao ornamentar as igrejas, os pedreiros e escultores claramente incorporaram à decoração figuras de suas próprias divindades. Dessa maneira, mesmo sendo obrigadas a ir às igrejas, as pessoas ainda podiam cultuar seus próprios deuses ali.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, pp. 34-35.