Deu Vida às Palavras

“Enquanto sofria na Cruz os mais cruciantes padecimentos físicos e, ao mesmo tempo, a mais torturante humilhação, Ele deu vida às palavras que se destinavam a robustecer a fé que Seus discípulos depositavam nos ensinamentos por Ele pregados, no cumprimento de uma das maiores promessas que lhes fizera.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 122.

O Plano

O plano era muito mais complexo do que as igrejas cristãs nos apresentam hoje. Mas a complexidade se devia quase que exclusivamente ao fato de que as doutrinas secretas que Jesus queria ensinar e demonstrar e estabelecer na vida dos homens- eram tão simples, tão fundamentalmente claras, portanto, facilmente aplicáveis se com clareza compreendidas, que se fazia necessário um sistema mais complexo de instrução do que se ocorresse o inverso. Em outras palavras, uma das coisas importantes que Jesus tinha de gravar na mente do povo era . Em muitas ocasiões se esforçou Ele por mostrar-lhes que a fé era responsável por tudo o que realizava e que, se tivessem fé, poderiam até mover montanhas. Eles jamais haviam escutado falar em fé tão ampla e tão forte.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 95.

Sistema de Entrada no Silêncio

“Foi ali que José finalmente deixou claro aos anciãos que a mais elevada instrução que Ele tinha a dar era aquela que Ele havia recebido no silêncio, após meditar sobre alguma lei importante que Lhe havia sido ensinada enquanto lia ou estudava. Foi assim que José estabeleceu um sistema de Entrada no Silêncio que se tornou uma característica importante dos métodos místicos do futuro. (…)

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 168.

Jesus e a Fé Budista

Jagannath. Esta cidade ficava na costa oriental da Índia, sendo seu nome atual Puri. A mesma havia sido o centro do budismo puro por muitos séculos; (…) Os Magos, José e outros, que haviam se agregado à caravana no caminho, levaram quase um ano para alcançar aquele ponto da Índia.

(…)

Dizem as crônicas que José permaneceu pouco mais de um ano no mosteiro como estudante e se tornou totalmente familiarizado com os antigos ensinamentos e os rituais aperfeiçoados da fé budista.

(…)

Quando chegou o tempo de José deixar o mosteiro de Jagannath, visitou ele o vale do Ganges e fez uma parada de vários meses em Benares. Devemos ter em mente que o grande mosteiro e sede mundial da Grande Fraternidade Branca ainda não tinha se estabelecido no Tibete; caso contrário, José e Seus Magos certamente teriam se dirigido a esse local e ali permanecido por longo tempo.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 164.

Palestina, uma Terra de Muitas Nações

“Em primeiro lugar, a Palestina não era um país de um só idioma, com os objetivos que costumam unir as pessoas pelos laços do interesse mútuo. Era, ao contrário, uma terra de muitas nações, muitas línguas e muitos interesses diferentes entre si. Era uma terra onde vivia uma mistura de povos hostis, cujos interesses não eram apenas diferentes, mas tão divididos e opostos que a paz e a harmonia entre eles era impossível. Os que pertenciam à fé judaica não eram todos hebreus, e os que o eram pertenciam a um grupo humano, a uma nova raça, que se originara ao tempo do Êxodo do Egito. Entre estes hebreus havia muitos em cujas veias corria sangue ariano, em consequência de casamentos inter-raciais; por isto, existiam numerosas castas. Entre os hebreus, como entre os seguidores da fé judaica, havia alguns que não reconheciam outros da mesma fé e acreditavam que Deus havia ordenado as distinções por eles próprios estabelecidas.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 41.

Dificuldade nos Princípios Superiores

É muito fácil inventar teorias que nos exonerem do dever de servir, e muito difícil aplicar os princípios superiores que esposamos, utilizando-nos, para isso, de nossa cabeça e de nossas próprias mãos. Se a recuperação do mundo e de nós mesmos estivesse circunscrita a lindas palavras, o Cristo, que nos constitui o padrão de todos os dias, não precisaria ter vindo ao encontro dos necessitados da Terra. Bastaria que enviasse proclamações angélicas à Humanidade, sem padecer-lhe, de perto, a incompreensão e os problemas. Felizmente, porém, os espiritualistas conscientes e sensatos estão aprendendo que o nosso escopo é reviver o Evangelho em suas bases simples e puras e que o Senhor não nos concede o tesouro da fé apenas para que possamos crer e falar, mas também para que estejamos habilitados a estender o bem, começando de nós mesmos.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 29.

Mediunidade e Nova Era

“(…) – Não importa que os aspectos da verdade recebam vários nomes, conforme a índole dos estudiosos.
Vale a sinceridade com que nos devotamos ao bem.
O laborioso esforço da Ciência é tão sagrado quanto o heroísmo da fé. A inteligência, com a balança e com a retorta, também vive para servir ao Senhor. Esmerilhando os fenômenos mediúnicos e catalogando-os, chegará ao registro das vibrações psíquicas, garantindo a dignidade da Religião na Era Nova.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 29.

Auxílio na Mudança de Vibração

“Despediu-se dele e colocou-se em oração, confiando-se à influência de Teonília, que lhe seguia os passos, qual se lhe fora abnegado nume protetor. Sem conseguir explicar a si mesma a serenidade balsâmica que lhe tomou gradativamente a alma, aquietou-se entre a fé e a paciência, na certeza de que não lhe faltaria o amparo do Plano Superior. Longe de perceber a ternura de que era objeto, por parte da devotada amiga, recebia-lhe os apelos confortadores em forma de sublimes pensamentos de esperança e de paz.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 21.

Materialização

“Ah! que horrível criatura uma adversária qual essa, que se imiscui em nossa existência à maneira da víbora traiçoeira! Se eu pudesse haveria de esmagá-la com os meus pés, mas hoje guardo uma fé religiosa, que me forra o coração contra a violência…

À medida, porém, que Anésia monologava intimamente em termos de revide, a imagem projetada de longe abeirava-se dela com maior intensidade, como que a corporificar-se no ambiente para infundir-lhe mais amplo mal-estar.

A mulher que empolgava o espírito de Jovino ali surgia agora visivelmente materializada aos nossos olhos.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 19.

Mediunidade Frente a Nova Era

“(…) a mediunidade de hoje é, na essência, a profecia das religiões de todos os tempos.

– Sim – aprovou Áulus, prestimoso –, com a diferença de que a mediunidade hoje é uma concessão do Senhor à Humanidade em geral, considerando-se a madureza do entendimento humano, à frente da vida, O fenômeno mediúnico não é novo. Nova é tão somente a forma de mobilização dele, porque o sacerdócio de várias procedências jaz, há muitos séculos, detido nos espetáculos do culto exterior, mumificando indebitamente o corpo das revelações celestiais. Notadamente o Cristianismo, que deveria ser a mais ampla e a mais simples das escolas de fé, há muito tempo como que se enquistou no superficialismo dos templos. Era preciso, pois, libertar-lhe os princípios, a benefício do mundo que, cientificamente, hoje se banha no clarão de nova era. (…)

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 18.