Medida da Manifestação Divina

“Embora a luz da misericórdia divina brilhe do mesmo modo sobre bons e maus, e a chuva de Seus benéficos poderes se derrame similarmente sobre justos e injustos, isso não significa que os bons e os maus sejam capazes de refletir em igual medida a infinita graça de Deus. O carvão não pode refletir a mesma quantidade de luz solar que o diamante. De maneira semelhante, as mentalidades obscuras não refletem Deus assim como o fazem as mentalidades virtuosas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 532.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

O Pensamento é Ação em Si

“Tendo falado de modo geral das leis eternas que governam a criação de Deus e de como sua observância é necessária para que se alcance o reino dos céus, Jesus ilustra (nos versículos 21 a 48) adaptações específicas – maneiras de cumprir o espírito de justiça natural dessas leis.

Os homicidas não apenas se contrapõem à lei universal da criação divina, mas privam suas vítimas da legítima oportunidade de esgotar independentemente seu próprio karma – impossibilitando o progresso desses indivíduos em sua existência atual.

Jesus assinalou que, à luz da justiça natural, o mal reside não apenas em atos homicidas, mas também em pensamentos e emoções de ira que dão origem a esses atos.

(…)

A ira, quer se origine de uma causa real ou de uma percepção imaginária, pode provocar uma pessoa a ponto de impeli-la à violência. Em casos de ira extrema, as pessoas podem mentalmente desejar a morte de seus inimigos.

Desse modo, a fim de cumprir a lei “Não matarás”, Jesus disse que não apenas o ato, mas também todos os pensamentos, as palavras e ações relacionados com o fato de matar devem ser estrita mente evitados.

(…)

O pensamento, precursor da ação, é em si mesmo uma ação num plano mais sutil.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 510-512.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Leis Universais (dharma)

As leis universais (dharma) que sustentam a manifestação objetiva da criação emanam dessa Inteligência Divina que tudo governa. É por isso que Jesus declarou: “Eu vos digo que seria mais fácil que os universos causal, astral e físico – ‘o céu e a terra‘ -, cuja vastidão é inconcebível, se dissolvessem no vazio do que a mais diminuta porção da lei divina deixasse de demonstrar sua realidade”.

(…) Jesus sabia que todas as manifestações celestiais e terrenas têm um só propósito: tornar visível a Perfeição Invisível por meio da expressão ativa das leis divinas da justiça.

(…)

As leis divinas são os padrões que a presença de Deus imprime na matriz da criação. O homem constrói uma vida em harmonia com Deus na medida em que age de acordo com o código de justiça.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 506-508.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Bem-aventurados

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

“Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

“Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”

Mateus 5:1-16

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 478.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Jesus Mestre da Justiça

“JESUS, O MESTRE DA JUSTIÇA – Introdução Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa: “Deus está conosco” (Mt 1,23). À medida que lemos este Evangelho, vamos descobrindo o significado desse título: Deus está presente em Jesus, comunicando a palavra e ação que libertam os homens e os reúnem como novo povo de Deus.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56485.

Os Saduceus

1. Saduceus – O grupo dos saduceus é formado pelos grandes proprietários de terras (anciãos) e pelos membros da elite sacerdotal. Têm o poder na mão, e controlam a administração da justiça no Tribunal Supremo (Sinédrio). Embora não se relacionem diretamente com o povo, são intransigentes em relação a ele, e vivem preocupados com a ordem pública. São os principais responsáveis pela morte de Jesus. Os saduceus são os maiores colaboradores do império romano, e tendem para uma política de conciliação, com medo de perder seus cargos e
privilégios. No que se refere à religião, são conservadores: aceitam apenas a lei escrita e rejeitam as novas concepções defendidas pelos doutores da Lei e fariseus (crença nos anjos, demônios, messianismo, ressurreição).”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56394.

Carta de Tiago

“A Carta de Tiago é de fato obra de Tiago, “irmão do Senhor”, do qual São Paulo fala na Carta aos Gálatas (2,6-12) e que presidia, como bispo de Jerusalém, a importante reunião dos apóstolos em Jerusalém, no ano 49. Sua carta é toda penetrada do espírito do Sermão da Montanha: ela só contém conselhos para a vida moral: piedade, justiça e caridade. É um verdadeiro guia de virtudes para o cristão fervoroso.”

Bíblia Sagrada Ave-Maria: Edição revista e ampliada. Edição Claretiana Editora Ave-Maria, Editora Ave-Maria, 2012. Versão Kindle, Posição 1269.

Pilatos Levanta-se do Tribunal

“Ora, quando Pilatos viu isso, ficou com medo e procurou levantar-se do tribunal. E embora ele ainda pensasse em se levantar, sua esposa enviou-lhe um recado, dizendo: Não tenhas nada a ver com este homem justo, porque sofri muitas coisas por causa dele à noite.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 226.

Dez Mandamentos

“Moisés, na sua qualidade de mensageiro do divino Mestre, procura então concentrar o seu povo para a grande jornada em busca da Terra da Promissão. Médium extraordinário, realiza grandes feitos ante os seus irmãos e companheiros maravilhados.

É quando então recebe, de emissários do Cristo, no Sinai, os dez sagrados Mandamentos que, até hoje, representam a base de toda a justiça do mundo.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 58.

Estágio Evolutivo

“Jesus também foi imaturo de espírito e fez o mesmo curso espiritual evolutivo através de mundos planetários, já desintegrados no Cosmo. (…) Em caso contrário, o Criador também não passaria de um Ente injusto e faccioso, capaz de conceder privilégios a alguns de seus filhos preferidos e deserdar outros menos simpáticos, assemelhando-se aos políticos terrenos, que premiam os seus eleitores e hostilizam os votantes de outros partidos. Em verdade, todas as almas equacionam sob igual processo evolutivo na aquisição de sua consciência espiritual e gozam dos mesmos bens e direitos siderais.

(…)

Os orbes que lhe serviram de aprendizado planetário já se extinguiram e se tornaram pó sideral, mas as suas humanidades ainda, vivem despertas pelo Universo, sendo ele um dos seus venturosos cidadãos.

(…) não há desdouro algum para o Mestre a evoluído sob o regime da mesma lei a que estão sujeitos os demais espíritos, pois isso ainda confirma a grandeza do seu espírito aperfeiçoado pelo próprio esforço.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 21-22.