O Amor é Maior do Que a Lei

“O amor é maior do que a lei; ele é o vínculo entre o coração do devoto e o coração incondicional de Deus. A lei se baseia na justiça impessoal ponderada segundo o princípio de causa e efeito; mas o amor considera Deus como nosso Pai-Mãe de misericórdia cujo ilimitado perdão está sempre presente, quer se tenha ou não cumprido totalmente a lei.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 101.

Capítulo 35: O Perdão dos Pecados.

A Lei do Karma

A lei do karma governa cada ação da pessoa. O bem produz bons resultados; o mal gera más consequências. Uma ação má contra a sociedade é um crime; uma ação má contra o bem -estar da alma é um pecado.

(…)

Séculos de incompreensão dos conceitos bíblicos sobre o pecado, e da sua suposta abominação aos olhos de Deus, criaram uma imagem popularmente aceita de um Todo-Poderoso cuja ira contra os pecadores é impiedosa, implacável e de uma severidade vingativa.

Embora Deus seja o Criador do ser humano e Aquele que o sus tenta, Ele decretou que a lei de causa e efeito, ou karma, governe a vida de modo que o próprio homem seja o juiz de seus atos. Por meio das boas ações, o ser humano compele a lei do karma a re compensá-lo. Quando resolve agir mal, então – de acordo com seu próprio decreto e convite à lei do karma – ele mesmo dá origem ao seu sofrimento.

Quando um homem age mal, não existe nenhuma força consciente pronta a lançar-se sobre ele e destruí-lo. A lei cósmica não toma decisões deliberadas sobre a boa sorte ou infortúnio da pessoa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 95-96.

Capítulo 35: O Perdão dos Pecados.

O Adorador e o Objeto de Adoração

Criador por meio de formalidades religiosas externas corresponde a manter uma separação entre o adorador e seu Objeto de adoração; mas amar a Deus significa tornar-se Seu amigo, Seu filho, um com Ele.*

(…) essa lei não visa satisfazer a um capricho quixotesco de Deus, mas em vez disso é uma condição necessária para que a alma individualizada possa esta belecer uma conexão consciente com sua Fonte. Deus pode viver sem o amor do homem; todavia, assim como a onda não pode viver sem o oceano, não é possível para o homem existir sem o amor de Deus. A sede de amor em cada coração humano deve-se ao fato de o homem ser feito à imagem divina, plena de amor. Assim, os santos e avatares conclamam a humanidade a amar a Deus, não por uma compulsão ou mandamento, mas porque o oceano de Seu amor ergue-se por trás da pequena onda de amor em cada coração.

*Nota:Com que me apresentarei diante do Senhor, e me prostrarei perante o Deus excelso? Apresentar-me-ei diante dele com holocausto, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros, ou de miríades de ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto das minbas entranhas pelo pecado da minha alma?

“Ele te declarou, o homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus? (Miqueias 6:6-8).

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 502.

Capítulo 53: A observância dos dois maiores mandamentos.

A Importância da Lei

Jesus fala firme e claramente sobre a importância de cumprirmos as leis eternas da justiça. Esses códigos divinos são transmitidos ao homem pelo Senhor da Criação através de Seus autênticos profetas e se evidenciam na maravilhosa estrutura do universo. A ordem cósmica das leis universais que tece os padrões dos céus e da terra se expressa com igual exatidão como a ordem moral que governa a vida dos seres humanos.

A Lei” para o povo judeu, a quem Jesus pregava, era a Lei de Moisés – os Dez Mandamentos e outros preceitos morais e religiosos estabelecidos no Torá. Na voz dos profetas surgem proclamações das eternas verdades, que são imutáveis, não sectárias e aplicáveis universalmente em todas as épocas; e também códigos de conduta necessários em um período particular ou sob um conjunto de circunstâncias – uma adaptação das verdades eternas às necessidades específicas do ser humano.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 504-505.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Os Fariseus

Fariseus – Fariseu quer dizer separado. Inicialmente aliados à elite sacerdotal e aos grandes proprietários de terras, os fariseus deles se afastam para dirigir o povo, embora mantenham distância do povo mais simples (que não conhece a Lei). São nacionalistas e hostis ao império romano, mas sua resistência é do tipo passivo. O grupo dos fariseus é formado por leigos provindos de todas as camadas da sociedade, principalmente artesãos e pequenos comerciantes. A maioria do clero pobre, que se opõe à elite sacerdotal, também começa a pertencer a esse grupo. No terreno religioso, os fariseus se caracterizam pelo rigoroso cumprimento da Lei em todos os campos e situações da vida diária. São conservadores zelosos e também criadores de novas tradições, através da interpretação da Lei para o momento histórico em que vivem. A maior expressão do farisaísmo é a criação da sinagoga, opondo-se ao Templo, dominado pelos saduceus. Desse modo a sinagoga, com a leitura, interpretação dos textos bíblicos e oração, torna-se expressão religiosa oposta ao sistema cultual e sacrifical do Templo. Os fariseus acreditam na predestinação, na ressurreição e no messianismo. Esperam um messias político-espiritual, cuja função será precipitar o fim dos tempos e a libertação de Israel. Esse messias será alguém da descendência de Davi. E, para os fariseus, a estrita observância da Lei, a oração e o jejum provocarão a vinda do Messias. Os fariseus e os doutores da Lei simpatizam-se, a ponto de muitos doutores da Lei serem também fariseus.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56410.

Doutores da Lei (Escribas)

Doutores da Lei (escribas) – O grupo dos doutores da Lei vai adquirindo cada vez maior prestígio na sociedade do tempo. Seu grande poder reside no saber. Com efeito, são os intérpretes abalizados das Escrituras, e daí serem especialistas em direito, administração e educação. A influência deles é exercida principalmente em três lugares: Sinédrio, sinagoga e escola. No Sinédrio, eles se apresentam como juristas para aplicar a Lei em assuntos governamentais e em questões judiciárias. Na sinagoga, eles são os grandes intérpretes das Escrituras, criando a
tradição através da releitura, explicação e aplicação da Lei para os novos tempos. Abrem escolas e fazem novos discípulos. Embora não pertençam economicamente à classe mais abastada, os doutores da Lei gozam de posição estratégica sem igual. Monopolizando a interpretação das Escrituras, tornam-se guias espirituais do povo, determinando até mesmo as regras que dirigem o culto. Sua grande autoridade repousa sobre uma tradição esotérica: não ensinam tudo o que sabem, e escondem ao máximo a maneira como chegam a determinadas conclusões.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56401.

Blasfemar Contra Deus, Deve Ser Apedrejado

“Os judeus dizem a Pilatos: Está contido em nossa lei que, se um homem pecar contra um homem, ele é digno de receber quarenta açoites, exceto um; mas aquele que blasfemar contra Deus, deve ser apedrejado.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 290.

Liberdade de Pensar

“Realmente, o sacerdócio organizado tem feito do Homem Luz um personagem irreal, cuja figura vem sendo continuamente retocada em concílio sacerdotal, misturando-lhe a realidade com a fantasia e a lógica com a aberração. Mas aproxima-se, entretanto, o momento de reajuste há tempo desejado e, em breve, tereis conhecimento da força original da obra de Jesus, que, embora fosse um anjo descido do Alto, viveu sua existência coerente com a lei do vosso mundo.

(…)

O pensamento dinâmico e evolutivo dos protestantes estagnou, então, voltando apressado, através da Bíblia, para outros dogmas infantis. A Bíblia – embora a reconheçamos como livro contendo revelações úteis – não pode substituir a liberdade de pensar.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 242.

 

Samsara e Sansara

“(…) o Evangelho, é um Código divino que, através de seus conceitos de alta moralidade, e um reflexo vivo das próprias leis do Cosmo.

(…)

*Nota de Ramats: -Samsara, termo sânscrito, significa literalmente “ação de vagar”; é a transição e a mutação continuas; a passagem pelos mundos transitórios, que é o físico, o astral e o próprio mental, causa fundamental dos renascimentos na matéria e do sofrimento pela ignorância da verdade da vida espiritual.

´*Nirvana:- E o oposto de Sansara; é um estado perene de consciência desperta, o autoconhecimento que liberta. Não é um estado de aniquilamento do ser, como a gota d’água se funde no oceano; porém, um estado de plena consciência espiritual; é a vida do Espírito liberto das limitações do tempo e do espaço, com o direito de trânsito livre no Infinito.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 219-220.

 

Jesus e a Família Humana

“Se Jesus houvesse casado e constituído um lar, a humanidade só teria lucrado com isso, pois ele então deixaria mais uma lição imorredoura da verdadeira compostura de um chefe de família.

(…)

Mas embora ele tenha da Lei do Senhor, evitado formar um lar, jamais condenou ou menosprezou a agrupamento da família, porquanto sempre advertiu quanto à legalidade e ao fundamento da Lei do Senhor, que assim recomendava: “Crescei a multiplicai-vos!” O sangue humano como vinculo transitório da família terrena, tanto algema as almas que se odeiam, como une as que amam no processo cármico de redenção espiritual.

(…)

O Imenso amor de Jesus pela humanidade é que o afastou do compromisso de constituir um lar. (…) Por isso, ao recomendar a terapêutica do “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, ele mesmo já havia demonstrado esse amor incondicional, que abrange a Família-humanidade.

Isso era um cunho intrínseco de sua alma, pois aos doze anos de idade já respondia dentro do conceito da família universal.(…) “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?” (…) “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe!”

(…)

Quando, no futuro, as virtudes superiores da alma dominarem os interesses e o egoísmo humanos, então existirá uma só família, a da humanidade terrena. Os homens terão abandonado o amor egoísta e consanguíneo, produto da família transitória para se devotarem definitivamente ao amor de amplitude universal, que consiste em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Independente da recomendação de Jesus, quando aconselha o “abandono” de pai, mãe, irmão e irmã para o seguirem, a verdade é que os membros de cada família humana também não permanecem em definitivo no conjunto doméstico, pois à medida que se desfolha o calendário terrícola, processam-se as separações obrigatórias entre os componentes do mesmo lar.

(…)

Quem ama o próximo como a si mesmo, ama o Cristo e assim desaparece o amor egoísta de casta, raça e de simpatia ancestral da matéria. Em troca surge o “amor espiritual”, que beneficia todos os membros da mesma parentela e se exerce acima de quaisquer interesses da vida humana isolada, pois diz respeito à vida integral do Espirito Eterno.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 151-155.