Milagre dos Milagres

“Então, a grande assembleia dispersou-se, ficando Jesus e Seus onze Apóstolos sozinhos. Subiram ao alto da pedra sob a qual se haviam reunido, formaram um círculo em cujo centro ficou Jesus. Enquanto eles cruzavam os braços, numa saudação mística, tendo a mão direita sobre o peito esquerdo e os pés na posição correta, simbólico do seu ritualismo, formou-se uma nuvem no centro do círculo. Isto não as surpreendeu, pois a formação dessa nuvem fora por eles testemunhada em muitas ocasiões e conheciam a lei pela qual ela se formava. Esperavam mesmo que, depois que se lhes fosse concedido o poder, também pudessem formar tais nuvens, em certas ocasiões. As antigas escolas de misticismo e de ciência divina, assim como as de hoje, têm praticado a formação do fenômeno, mantendo em segredo a sua fórmula. Quando essas nuvens se formam, aqueles que são por elas envolvidos se tornam invisíveis. Entretanto, no caso de Jesus, não só se tornou ele invisível, como também, quando a nuvem subiu, Ele subiu com ela. A certa altura, a nuvem gradualmente se dissipou e a forma espiritual de Jesus e a Sua forma física desapareceram.

(…)

Era o milagre dos milagres, pois as onze Apóstolos, com a descida do Espírito Santo, tornaram-se os herdeiros vivos do poder divino que Jesus possuíra, transferível por eles, da mesma forma, aos dignos, e usado por eles na propagação da sua missão e da missão de Jesus pela redenção do homem.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 130-131.

Trabalho e Evolução

“(…) Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela, o mundo mental dorme estanque. Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.

O usurário não padece apenas a infelicidade de sequestrar os bens devidos ao bem de todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si mesmo a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do espírito.

Não vale, contudo, agir por agir.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 31.

O Passado da História da Ciência

“Afinal, porque muito e muito admiramos, aceitamos e várias vezes temos citado essa bela afirmação do emitente Lord Kelvin:

A ciência pela eterna lei da honra, será sempre obrigada a encarar os fatos face a face.

Além disso, a própria história da ciência nos diz quanto de ridículo hoje pode ser visto na ênfase pretensiosa e triste com que até cientistas de escol do passado, em certas afirmações de suas “certezas”, tentaram inutilmente fixar limites à própria ciência, dizendo do “impossível” e “absurdo hoje brilhantes realidades e glória, do conhecimento humano atual.”

UCHÔA, Alfredo Moacyr. Mergulho no Hiperespaço. Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores. Brasília, 1976, pág. 65.

Vários Planos de Causalidade

Nada escapa do de Causa e Efeito, mas existem vários Planos de Causalidade, e pode-se empregar as leis do plano superior para vencer as leis do inferior.” -O CAIBALION

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 124.

A Influência dos Atos e Pensamentos

“Detende-vos a pensar um momento. Se certo moço não tivesse encontrado uma certa moça, no obscuro período da Idade da Pedra, vós, que agora estais lendo estas linhas, não agora. E, talvez, se o mesmo casal não se encontrasse, nós que escrevemos estas linhas, não existiríamos também agora. E o verdadeiro ato de escrever, da nossa parte, e o ato de ler, da vossa, poderá não só afetar as respectivas vidas nossas e vossas, mas também poderá ter uma influência direta ou indireta sobre muitas outras pessoas que agora vivem e que viverão nas idades futuras, Toda ideia que pensamos, todo ato que fazemos, tem o seu resultado direto ou indireto que se adapta à grande cadeia de Causa e Efeito.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 102.

Rede de Acontecimentos, Causas e Efeitos

“Então poderíamos procurar as causas atrás da causa da chuva, etc. Poderíamos considerar a existência do teto. Enfim, logo nos envolveríamos em uma rede de acontecimentos, causas e efeitos, de cujas malhas intrincadas não nos poderíamos desembaraçar.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 101.

A Ordem das Leis

“(…) não existe um agente como Acaso, no sentido de uma coisa fora da Lei, uma coisa fora de Causa e Efeito. Como poderia ser uma coisa que agisse no universo fenomenal, independente das leis, da ordem e da continuidade deste último? Tal coisa seria inteiramente independente do movimento ordenado do universo, e portanto superior a este. Não podemos imaginar nada fora do TODO que esteja fora da Lei, e isto somente porque o TODO é a própria LEI. Não há lugar no universo para uma fora e independente da Lei. A existência de tal Coisa tornaria sem efeito todas as Leis Naturais, e mergulharia o universo em uma desordem e ilegalidade caótica.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 99.

Princípio de Causa e Efeito

“O Sexto Grande Princípio hermético o Princípio de Causa e Efeito contém a verdade que a Lei domina o Universo, nada acontece por Acaso, que este é simplesmente um termo para indicar a causa existente, porém não reconhecida ou percebida; que os fenômenos são contínuos, sem interrupção ou exceção.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 98.

O Universo sob a Lei

“Assim, as doutrinas herméticas não ensinam a insubstancialidade do Universo com palavras mais altíssonas do que as que vos são familiares, mas, apesar disso, o seu modo de encarar o assunto parecerá uma coisa mais assustadora. Uma coisa que tem um principio e um fim pode ser considerada, em certo sentido, como irreal e não verdadeira; e, conforme todas as escolas de pensamento, o Universo está sob esta lei. No ponto Absoluto de vista, nada há real a não ser o TODO, que não pode ser realmente explicado. Ou o Universo é criado da Matéria, ou é uma criação mental na Mente do TODO: ele é insubstancial, não-duradouro, uma coisa de tempo, espaço e mobilidade.(…)”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 50.

A Transmutação

“O falsos sábios, reconhecendo a irrealidade comparativa do Universo, imaginaram que podiam transgredir as suas Leis: estes tais são vãos e presunçosos; eles se quebram na rocha e são feitos em pedaços pelos elementos, por causa da sua loucura. O verdadeiro sábio, conhecendo a natureza do Universo, emprega a Lei contra as leis, o superior contra o inferior; e pela Arte da Alquimia transmuta aquilo que é desagradável naquilo que agradável, e deste modo triunfa. O Domínio não consiste em sonhos anormais, em visões, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego de forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores pela vibração nos superiores. A Transmutação não é uma negação presunçosa, é a arma ofensiva do Mestre.” – O CAIBALION

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 48.