Te Ocupes de Teu Dever

“Marta, és muito conscienciosa em deveres e assuntos materiais, que te causam preocupações e dispersam tua mente. preciso que te ocupes de teu dever espiritual supremo, que consiste em manter a mente em Deus enquanto cuidas da realização de tuas diversas tarefas.

(…)

Todo aspirante à verdade, quer leve a vida secular de um chefe de família ou a de um renunciante em um eremitério, deve ser capaz de expressar, alternadamente e conforme necessário, a natureza dual de Marta e Maria, cumprindo suas obrigações com o pensamento em Deus e assumindo todos os dias com devoção o dever espiritual de praticar a meditação com a mente absorta em Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 515-517.

Capítulo 53: A observância dos dois maiores mandamentos.

A Voz de Deus é Silêncio

“As sensações afluindo através dos nervos sensoriais mantêm a mente repleta de miríades de ruidosos pensamentos, de modo que toda a atenção se volta aos sentidos. A voz de Deus, porém, é o silêncio. Somente quando cessam os pensamentos inquietos é que se pode ouvir a voz de Deus comunicando-se no silêncio da intuição. Este é o meio de expressão de Deus. No silêncio do devoto cessa o silêncio de Deus. Para o devoto cuja consciência está interiormente unida a Deus, uma resposta audível da parte Dele é desnecessária. Pensamentos intuitivos e visões verdadeiras constituem a voz de Deus. Eles não resultam de estimulação sensorial, mas de combinar o silêncio do devoto com a voz silenciosa de Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 546.

Capítulo 28: O Pai-Noso: Jesus ensina seus seguidores a orar – O Sermão da Montanha, parte III.

Vencer o Mal com o Amor

(…) uma advertência para dissuadir criminosos potenciais, fazendo com que o castigo fosse equivalente ao crime.

As leis espirituais são eternamente verdadeiras, mas sua aplicação – registrada nos critérios que governam uma sociedade – pode requerer, em diferentes regiões e épocas, adaptações maiores ou menores de acordo com a natureza do ambiente em que são decretadas.

(…)

(…) não resistir ao mal com os métodos do mal. Jesus aconselha o homem a vencer o mal com a virtude infinitamente poderosa do perdão e do amor.

(…)

O ódio aumenta com o ódio, assim como o fogo aumenta com o fogo; mas, tal como o fogo é extinto pela água, também a ira é subjugada pela benevolência.

(…)

O ideal de não fazer retaliações não justifica submeter-se passiva mente ao erro nem à aprovação tácita do mal. Oferecer a outra face não visa fazer com que a pessoa se torne mental ou moralmente fraca, nem sugere suportar um relacionamento pessoal abusivo ou violento, mas sim instilar a força do autocontrole alcançada pela superação do impulso de agir sob a influência de um sentimento de vingança. Retaliar é um reflexo fácil, mas é preciso ter grande força mental para não revidar o golpe. Somente uma pessoa com forte caráter espiritual e elevados princípios pode resistir ao mal com a virtude.

(…)

A pessoa que se aperfeiçoou na prática da não-violência não permite a ninguém roubar-lhe a paz interior.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 523-524.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Mente Escravizada

“Cristo utilizou uma metáfora dramática para enfatizar que, se a mente está escravizada por desejos que surgem de qualquer percepção sensorial (“olho”) ou ação sensorial (“mão”), a imagem divina da alma no interior do homem é profanada, levando-o a esquecer Deus. Nada nesta vida, não importa quão agradável seja, tem algum valor nem produz felicidade duradoura se a pessoa permanece ignorante de Deus. Sem conhecê-Lo, a vida se converte num “inferno”de insegurança, com desastres imprevisíveis e dolorosos problemas.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 519.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Harmonia com Princípios

“Se o homem vive em perfeita harmonia com a operação desses princípios, ele permanece como um ser espiritual comandando seu corpo e sua mente. O pecado é aquilo que compromete esse perfeito autodomínio.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 517.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Desmoralizar e Humilhar o Outro

“Jesus diz algo mais nestes versículos: as palavras são ações vibratórias muito poderosas, afetando favorável ou desfavoravelmente aquele que as pronuncia e também aquele a quem elas são dirigidas.

(…)

É censurável invalidar a vontade de uma pessoa e em sua mente subconsciente pensamentos derrotistas de inferioridade. Estimular uma atitude de submissão à ignorância em qualquer indivíduo põe em movimento o princípio da justiça que determina: difamar outro ser humano é um pecado que expõe o transgressor a tornar-se “réu do fogo do inferno” – o fogo da ignorância que consome o próprio mérito espiritual no ato de desmoralizar, humilhar ou denegrir voluntariamente outra pessoa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 513- 514.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Os Sinais Distintivos do Sábio

“(Os sinais distintivos do sábio são:) humildade, ausência de hipocrisia, inofensividade, capacidade de perdoar, retidão, serviço ao guru, pureza de mente e de corpo, firmeza, autocontrole;

Indiferença aos objetos dos sentidos; ausência de egotismo, compreensão das dores e dos males (intrínsecos à vida mortal): nascimento, doença, velhice e morte;

Desapego, não identificação do Eu com filhos, esposa e casa, por exemplo; equanimidade ininterrupta em circunstâncias de sejáveis ou indesejáveis;

Inabalável devoção a Mim pela yoga que nega a separatividade, busca de lugares solitários, rejeição da companhia de homens mundanos;

Perseverança no Autoconhecimento; e percepção, por meio da meditação, do objeto de toda a aprendizagem: a verdadeira essência ou significado. Todas essas qualidades constituem sabedoria; as qualidades opostas a elas constituem ignorância.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 497.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Tríplice Natureza

“A educação mental correta deveria dar a cada indivíduo pelo menos o bom senso para discernir quais métodos adotar de modo a cumprir uniformemente todos os deveres físicos, mentais e espirituais estimados como necessários para trazer verdadeira felicidade. É infrutífera a disposição mental que torna unilateral o indivíduo – material, intelectual ou espiritualmente. O cumprimento de um dever não precisaria excluir outros deveres importantes. A unilateralidade é uma fórmula segura para o infortunio. Ela cria uma dolorosa escassez nos outros aspectos de nossa tríplice natureza.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 472.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Cura à Distância

“A cura à distância geralmente envolve o princípio da autossugestão.Um poderoso pensamento, acompanhado de energia vibratória, é enviado pela vontade do agente de cura à pessoa a ser curada, cuja resposta a essa vibração desperta sua própria imaginação e vontade adormecidas para liberar a força vital curativa em seu interior. Curas mentais instantâneas acontecem quando o agente de cura e a pessoa a ser curada estão perfeitamente sintonizados entre si.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 464-465.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Força de Vontade do Agente de Cura

O poder da força vital transmitida exteriormente para a cura de outras pessoas é proporcional à força de vontade do agente de cura.

A simples imposição das mãos dos polos positivo e negativo sobre outra pessoa produz alguma troca de magnetismo a partir da energia ali presente, mas não transmite a potência necessária para a cura. O poder da força vital conscientemente gerado e dirigido, fluindo através das mãos, é o que causa a cura mediante o emprego da atividade da força vital, que cria, integra, desintegra, cristaliza, metaboliza, produz e sustenta o complexo conjunto de células diferenciadas. Essa força vital é inteligente, mas fica reduzida e fora do controle nas pessoas cujo corpo é governado por uma mente fraca e identificada com o ego.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 464.

Capítulo 25: A cura dos doentes.