Projeção Física

“Ele lhes explicara não só como o pensamento podia projetar-se a um ponto distante e tornar-se visível, mas também como cada um deles podia chamar o eu interior de um ser distante e trazê-lo à sua presença, ou de tal modo entrar em harmonia com o eu distante que gradualmente ele se tornaria não só visível por aquele que o chamasse, mas, até, palpável.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 181.

Oração em Forma de Cântico no Processo de Cura

“Os discípulos aprenderam com Jesus que as orações feitas em forma de canto, utilizando sons que aplaquem as turbulências de um cérebro agitado e sosseguem o sistema nervoso que se exalte, são ajudas valiosas; e é por esta razão que nas escolas místicas de hoje, que estão perpetuando as doutrinas secretas de Jesus – e aquelas igrejas que tentam perpetuar os antigos princípios dos discípulos, os cânticos e as orações na forma de um canto, e o uso de sons de vogais continuam sendo um processe curativo importante, muito importante.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 116.

Projetando Sua Personalidade e Consciência

“O aparecimento de Jesus entre Seus Discípulos em várias ocasiões durante o período de recuperação constitui, em diversos casos, uma demonstração mística do Mestre, projetando Sua personalidade e consciência a locais distantes de Seu corpo físico. Estas demonstrações de leis espirituais elevadas eram comuns, não só para Jesus, mas, também para muitos eminentes Avatares do passado, alguns de Seus Apóstolos e Discípulos e muitos irmãos da Grande Fraternidade Branca que se faziam visíveis em pontos distantes com bastante frequência. Hoje em dia encontramos nos ensinamentos Rosacruzes as leis simples que auxiliam homens e mulheres a alcançarem o elevado grau de desenvolvimento psíquico que lhes permite projetarem a consciência psíquica a um ponto distante, de acordo com sua vontade, e se tornarem visíveis às elevadas faculdades de pessoas igualmente desenvolvidas e que chegaram ao necessário grau de receptividade.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 253.

Milagres de Jesus não Foram Sobrenaturais

“Os milagres de Jesus não foram sobrenaturais, pois não ultrapassaram os limites das leis naturais nem se manifestaram pela aplicação singular de qualquer lei incomum. (…)  Seu poder de fazer milagres era dual: apreensão mental e compreensão das leis, e a capacidade de aplicar as leis adequadamente, dirigindo sua operação, além da Divindade em Seu interior que lhe permitia dirigir eficientemente os processos criativos da Consciência de Deus em Sua alma. Metade de Seu poder era o dom Divino Nele nascido; a outra metade era o poder desenvolvido pelo estudo, treinamento e experiência.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 218.

Consciência Divina

Em verdade vos digo, quem não nascer da água e do espírito não entrará no Reino de Deus.” Estas palavras estão no livro de João, que teve o cuidado de preservar as declarações místicas de Jesus, sabendo da importância desta parte das mensagens Divinas. A regeneração pela água, o renascimento pelo Batismo e o despertar da Consciência Divina interior pelo Espírito Santo, este era o Caminho para o novo Reino.

(…)

Com a vinda da Consciência Cósmica, com o despertar do Espírito Santo, vem a iluminação da mente, a paz da alma e do corpo, poder para as faculdades mentais, intuição, capacidade de curar e sabedoria para sobrepujar os obstáculos materiais e terrenos que impedem o sucesso e a felicidade.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 217.

Contato dos Mestres por Processos Mentais

“Quando Jesus estava preparado para entrar no curso superior do mosteiro da Fraternidade em Heliópolis, descobriu que a primeira condição era que passasse três meses em meditação, preces e estudos, na quietude de Seu próprio lar, pois durante esse período muitos mestres eminentes da Fraternidade entrariam em contato com Ele no sentido Cósmico ou psíquico, através de processos mentais.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 180.

Harmonização Interior e Preparação Mental

“Ele revelou a seus mestres Sua crença de que a fé ou atitude mental e harmonização por parte dos pacientes tinha grande efeito sobre os resultados. Isto representou a dos ensinamentos inseridos nos conclaves secretos dos Discípulos de Jesus – harmonização interior ou psíquica e preparação mental são necessárias em todas as formas de cura espiritual.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 169.

Sistema de Entrada no Silêncio

“Foi ali que José finalmente deixou claro aos anciãos que a mais elevada instrução que Ele tinha a dar era aquela que Ele havia recebido no silêncio, após meditar sobre alguma lei importante que Lhe havia sido ensinada enquanto lia ou estudava. Foi assim que José estabeleceu um sistema de Entrada no Silêncio que se tornou uma característica importante dos métodos místicos do futuro. (…)

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 168.

Mensagem do Jovem José à Maria

” Foi enquanto José provava o amargo sabor da vida que recebeu a triste notícia do falecimento de Seu pai na Galileia e de que Sua mãe estava sofrendo, sem que ninguém conseguisse confortá-la. (…) De acordo com diversas traduções da mensagem que Ele enviou à Sua mãe, seu teor era o seguinte: “Amada mãe: não te lamentes, pois tudo está bem com o pai e também contigo. Ele completou seu presente trabalho aqui na Terra, e o fez nobremente. Ninguém, de qualquer posição social, pode acusá-lo de engano, desonestidade ou má intenção. Em seu período de vida aqui, ele completou muitas tarefas importantes e partiu verdadeiramente preparado para resolver os problemas que o esperam no futuro. Nosso Deus, Pai de todos nós, está com ele, agora como sempre, as Hostes Celestiais guardam seus passos e protegem sua jornada. Por que, então, hás de chorar e sofrer? Lágrimas não vencerão tua dor, e tua tristeza não pode ser vencida por nenhuma emoção de teu coração ou de tua mente. Deixa tua alma ocupar-se com a meditação e o contato com aquele que se foi; se não ficares ociosa não terás tempo para a dor. Quando a mágoa pulsar em teu coração e a angústia te causar dor, deixa-te elevar aos planos superiores onde podes comprazer-te no bálsamo do amor. Teu ministério sempre foi o do amor, e na Fraternidade poderás encontrar muitas oportunidades de responder ao chamado do mundo que pede mais amor. Portanto, deixa que o passado permaneça passado. Eleva-te acima dos cuidados terrenos e dedica tua vida aqueles que ainda vivem entre nós aqui na Terra. Quando tua vida estiver terminada, hás de reencontrá-la no sol da manhã ou no orvalho da noite, e também no canto dos pássaros, no perfume das flores e na mística luz das estrelas. Pois não tardará que teus problemas e labutas aqui na Terra também sejam resolvidos, e no final das contas estarás pronta para campos mais amplos de atuação, e para resolver os problemas mais elevados da alma. Esforça-te, pois, por te sentires contente até que eu possa estar contigo em breve, quando te entregarei dádivas mais preciosas que quaisquer outras que já tenhas visto, e mais magnificentes que as feitas de ouro e pedras preciosas. Tenho certeza de que meus irmãos cuidarão de ti e proverão tuas necessidades. Quanto a mim, estou sempre contigo em mente e espírito. Teu filho, José.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 166-167.

A Necessidade do Estudo Para o Entendimento

“(…) Os maiores compositores sem dúvida escreveram suas músicas por inspiração e, segundo eles mesmos disseram, sua música lhes vinha como se fora do Céu; mas esses homens tiveram de ser treinados na técnica de expressar a inspiração que vinha da alma.

Não importa o quão completa e perfeitamente Jesus pudesse ter estado em contato espiritual com a Mente Cósmica e com a Consciência de Deus, Ele teve de passar pelo treinamento, pela educação, e pela prática do uso das palavras e expressão do pensamento que Lhe permitiu dizer as mais belas coisas na mais bela linguagem já falada pelo homem. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 132.