A Mulher Cósmica

Quando a figura de Herodes (o símbolo extremo do ego desgovernado e insistente) leva a humanidade ao nadir da degradação espiritual, as forças ocultas do ciclo começam a mover-se por si mesmas. Numa cidadezinha remota, nasce a donzela que se manterá imaculada dos erros comuns de sua geração: uma miniatura, no meio dos homens, da Mulher Cósmica que desposou o vento. Seu ventre, vazio como o abismo primordial, chama para si, graças a sua própria disponibilidade, o poder original que fertilizou vazio.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 299.

Deusa provedora

A mulher é quem carrega e nutre a prole. A Deusa era sua representação, como Grande Provedora e Nutriz; Mãe Natureza ou Mãe Terra.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 31.

O encontro com a Deusa

O encontro com a deusa (que está encarnada em toda mulher) é o teste final do talento de que o herói é dotado para obter a benção do amor (caridade: amor fati), que é a própria vida, aproveitada como o invólucro da eternidade.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 119.

Deusa Mulher

Tal como a mudança, o rio do tempo, a fluidez da vida, a deusa cria, preserva e destrói à um só tempo. (…)  A mulher representa, na linguagem pictórica da mitologia, a totalidade do que pode ser conhecido. O herói é aquele que aprende.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 116-117