Papus

“Em 1889, Papus publica suas próprias teorias sobre o tarô em Le Tarot des Bohémiens [O Taró dos Boêmios], ilustrado por Oswald Wirth. (…) Papus, cujo verdadeiro nome era Gérard Encausse (1865-1916), foi um autor muito prolífico: deixou 260 títulos, dos quais os mais importantes são Traité élémentaire de science occulte [Tratado Elementar de Ciência Oculta] (1888) e Traité méthodique de science occulte [Tratado Metódico de Ciência Oculta] (1891). Tirou seu pseudonimo do Nuctemeron, livro secreto de Apolônio de Tiana, que Éliphas Lévi dizia possuir e reproduziu em seu Dogma e Ritual da Alta Magia: Papus era o gênio da medicina. Nosso autor o escolheu porque ele próprio se tornou médico em 1894. De resto, considerava o célebre curandeiro Nizier-Anthelme Philippe, vulgo Maître Philippe (1849-1905), como “seu mestre espiritual”. Papus também se identificava com Alexandre Saint-Yves d’Alveydre (1842-1909), um “mestre intelectual e ocultista eminente.

(…) ele publicou dois livros sobre o tarô: Le Tarot des Bohémiens [O Tarô dos Boêmios] (1889) e Le Tarot divinatoire [O Tarô Divinatório] (1909).”

NADOLNY, Isabelle. História do TarôUm estudo completo sobre suas origens, iconografia e simbolismo. Ed. Pensamento, 2022, pág. 186-187.

Tiragem em cruz de Oswald Wirth (1927)

“Fazer corretamente a pergunta é de suma importância quando a adivinhação deve basear-se em determinado tema em vez de se lançar no nebuloso campo da previsão do futuro. Diga-me o que vai acontecer comigo não é uma fórmula aceitável. O consulente deve, sempre que possível, trazer sua pergunta para o presente. Deseja receber informações para saber qual decisão tomar? Está certo ou errado em perseverar neste ou naquele projeto? Pode nutrir a esperança de ser bem-sucedido naquilo que acabou de empreender? Deve temer um fracasso e tomar as medidas cabíveis? Tal pessoa merece sua confiança?”

Paul Marteau (1949) propõe para a tiragem em cruz as seguintes disposições:

  • A primeira carta, à esquerda, é a do consulente.
  • A segunda carta, à direita, representa o mundo externo.
  • A terceira carta, em cima, simboliza a ajuda psíquica ou moral.
  • A quarta carta, embaixo, corresponde à realização com a qual podemos contar.
  • A quinta carta central reflete a pergunta.

NADOLNY, Isabelle. História do TarôUm estudo completo sobre suas origens, iconografia e simbolismo. Ed. Pensamento, 2022, pág. 186.