Caminho Para a Vida Eterna

“Assim como um grande clarão dispersa as trevas, também as declarações espantosas, mas simples, de Jesus revelavam os fundamentos das leis de Deus. “Ama teu próximo; torna-te criança; faze aos outros o que queres que te façam; abandona as glórias e os tentações do mundo; busca o Reino dos Céus dentro de ti; ergue teus pensamentos a Deus em oração o comunhão”, e outras regras facilmente compreendidas, constituíam o verdadeiro Caminho para a Vida Eterna.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 193.

Projeção Física

“Ele lhes explicara não só como o pensamento podia projetar-se a um ponto distante e tornar-se visível, mas também como cada um deles podia chamar o eu interior de um ser distante e trazê-lo à sua presença, ou de tal modo entrar em harmonia com o eu distante que gradualmente ele se tornaria não só visível por aquele que o chamasse, mas, até, palpável.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 181.

Palavra de Deus

“Maria chorou amargamente pela ignorância de José e por não confiar nela, e lamentou-se: “Sou pura e nenhum homem me tocou!” José encheu-se de espanto e rebateu as palavras dela, dizendo: “Mas então por que estás assim?” E ela respondeu com doçura: “Assim como Deus vive, não sei como isto aconteceu através da palavra! Enquanto eu dormia Ele veio a mim com pureza de espírito, livre de corpo mortal, e por Seu alento, que não era o alento da luxuria mas o alento da Palavra de Deus, concebi em realidade o que Deus antes concebera em pensamento; e assim como o pensamento precedeu a criação do mundo, comigo a mais sagrada das palavras precedeu a vida que se agita dentro de mim”.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 97.

O Poder Mental e o Poder da Palavra

“Outro ponto importante a considerar é que a razão da aceitação geral dos místicos quanto à Divina Concepção encontra-se na crença comum entre os místicos e filósofos orientais de que o poder do pensamento, ou o poder de uma palavra mental ou audível é capaz de impregnar a matéria e levar a matéria sem vida à consciência. (…) Os místicos de todos os tempos afirmaram, e através dos chamados milagres comprovaram para si mesmos, que certos princípios latentes e poderosos podem ser invocados pelo homem e são aplicados por Deus no processo criativo do universo. A própria criação do mundo é considerada por todos os místicos do Oriente como a primeira grande demonstração da potência do Logos, ou o poder da Palavra enviada ao espaço onde não existia vida, resultando na sua imediata impregnação e na manifestação da matéria viva. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 82-83.

Não Crie

“A primeira instrução de prática que Rinpoche me deu foi: “Não crie”. Ele me disse: “Deixe sua mente em seu estado natural – não faça nada. Quando pensamentos e sensações surgirem, apenas deixe que surjam. Quando eles se forem, apenas os deixe ir. Não tente manipulá-los“. E depois partiu para o Tibete por seis meses…”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018, p. 148.

A Cultura da Verdade

“Neste mundo em que vivemos, tudo parece real: nossos acordos culturais parecem reais, nossos pensamentos parecem reais, nossa raiva e medo parecem reais. O Buda desafiou a noção do que é real por meio de sua investigação, que revelou a natureza da ausência de fronteiras das coisas.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 132.

Acolhimento

“Uma vez, durante um retiro difícil no qual muitos pensamentos e emoções turbulentas seguiam surgindo em minha prática, meu professor, Dzigar Kongtrul Rinpoche, me explicou que as perturbações que encontrei vinham de uma resistência sutil que eu tinha em relação à minha experiência. Rinpoche me fez recordar que a atitude a ser adotada na prática é a de oferecer respeito e gratidão à mente e à experiência. Quando respondemos a qualquer coisa que surge com julgamento ou agressão, experimentamos a dor disso. Na vez seguinte em que eu sentei para praticar, parei de rejeitar minha experiência, de evitá-la. Surpreendi-me ao ver quanta diferença fazia. Era apenas um pequeno ajuste, mas ainda assim senti como se uma carga enorme houvesse sido liberada.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 66.

A Prática da Meditação

“A prática de meditação fornece um contexto perfeito para a observação de nossas crenças e o reconhecimento do cabo de guerra que estabelecemos com nossa própria experiência. Apenas sente em silêncio por cinco minutos e observe o que acontece. A menos que tenhamos alguma realização em meditação, não saberemos o que fazer com toda a atividade. Nós nos sentimos desgastados pelo energético jogo da mente, espancados por nossos próprios pensamentos e emoções, desconcertados com nossa inabilidade de sentar em paz. Vamos querer fazer alguma coisa. E realmente temos apenas duas rotas de fuga para sair de toda essa desordem: podemos nos prolongar infinitamente nos pensamentos, o que seria exagerar a experiência, ou podemos suprimi-los ou negá-los.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 61.

Reflexo da Nossa Imagem

“Então, o Buda olha profundamente dentro da natureza do conhecer e compreende que, tanto quanto o corpo, nossa habilidade de conhecer qualquer coisa também surge na dependência de outros elementos. A mente funciona como um espelho no qual todas as formas, pensamentos, emoções e sensações são refletidos. Quando olhamos para nosso reflexo no espelho, não conseguimos separar o espelho do nosso reflexo nele. Espelhos, por definição, sempre refletem imagens – a imagem e o espelho dependem um do outro. Não podemos dizer que nosso reflexo e o espelho são uma só e mesma coisa nem podemos dizer que estão separados. Nem são a mesma coisa, nem são coisas separadas… vemos o reflexo de nosso rosto, claro e reconhecível.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 53-54.

O Caminho do Meio Como Investigação

A experiência do Caminho do Meio leva nos por completo para além do pensamento limitado aos extremos para além dos nossos pressupostos sobre o mundo. Não propõe que rejeitemos o sofrimento e busquemos o nirvana em outro lugar. Não nos aconselha a abandonar nossas vidas funcionais para começar, em vez disso, uma “vida espiritual”. Não afirma a existência das coisas, tampouco nega a que temos delas. Em vez disso, a experiência do Caminho do Meio nos conduz por um processo de investigação que questiona a natureza da existência, não existência, eu, outro, felicidade, sofrimento, espiritualidade e o mundo da experiência. Se nós seguirmos esse processo de investigação, ele nos levará a um lugar de certeza além das conclusões. Foi exatamente o que aconteceu com o Buda.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 46.