Sonhos, profetas e poetas

Assim como os sonhos que se afiguraram importante a noite podem parecer, a luz do dia, menos tolices, assim também o poeta e o profeta podem descobrir-se bancando os idiotas diante de um júri de sóbrios olhos. O mais fácil entregar a comunidade inteira ao demônio e partir outra vez para a Celeste habitação rochosa, fechar a porta e ali se deixar ficar. Mas se algum obstetra espiritual tiver, neste entretempo, entendido a shimenawa em torno do refúgio, então o trabalho de representar a eternidade no plano temporal, e de perceber, neste, A eternidade, não pode ser evitado.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 215.