Transparência e hipercomunicação

“Transparência e hipercomunicação nos furtam de toda interioridade protetora. Sim, renunciamos voluntariamente a ela e nos expomos a redes digitais que nos penetram, nos iluminam e nos perfuram. A sobreiluminação digital produz uma angústia latente, que remete não à negatividade do outro, mas ao excesso de positividade. O inferno transparente do igual não é livre de angústia. Angustiante é, justamente, o cada vez mais forte murmúrio do igual.”

HAN, Byung-Chul.A expulsão do outro: Sociedade, percepção e comunicação hoje. Ed. Vozes, 2022, Local 589.

Limiares

Um processo de transparência

“A transparência é o lado da frente de um processo que se despoja de visibilidade. A própria transparência nunca é transparente. Ela tem um lado de trás. A sala de máquinas da transparência é escura.”

HAN, Byung-Chul. Infocracia: Digitalização e a crise da democracia. Ed. Vozes, 2022, Local 116.

Regime de Informação

 

O imperativo da transparência

“A transparência é a coação sistêmica do regime de informação. O imperativo da transparência é: tudo deve estar disponível na condição de informação. Transparência e informação têm o mesmo significado. A sociedade da informação é a sociedade da transparência.

O imperativo da transparência faz com que as informações circulem livremente. Não são as pessoas que são realmente livres, mas as informações.

O paradoxo da sociedade de informação é: as pessoas estão aprisionadas nas informações. Afivelam elas mesmas os grilhões ao se comunicarem e ao produzirem informações. O presídio digital é transparente.”

HAN, Byung-Chul. Infocracia: Digitalização e a crise da democracia. Ed. Vozes, 2022, Local 102-105.

Regime de Informação