Poder Divino

(Mateus 21:18-22) (…)

No incidente da figueira desafortunada encontramos um desafiante contraste entre o humano e o divino, manifestando-se simultaneamente em um homem: a reação humana diante de um desapontamento, exteriorizando-se na forma de poder divino. (…) A vontade e a força vital presentes no corpo de Jesus, estando em sintonia com a Vontade Cósmica e a Vida Cósmica, simplesmente retiraram da figueira a vida e a vontade que até então a sustentavam. Assim como um engenheiro eletricista que tenha acesso a todos os interruptores do dínamo principal que controla as luzes de uma cidade pode conectar ou desconectar à vontade uma ou todas as lâmpadas, também Jesus, em sua unidade com o Engenheiro Eletricista Cósmico, podia acender a vida na extinta lâmpada do corpo inerte de Lázaro ou desconectar a vida que circulava na figueira.

(…)

A onipotência de Deus pertence ao homem contanto que ele abandone a ilusão e, por meio da meditação, eleve sua consciência do corpo até à união com o perfeito reflexo de Deus presente dentro de si. Segundo as escrituras hindus, aquele que conhece o Espírito torna-se o Espírito. Jesus demonstrou essa união com o Espírito pelo domínio sobre todas as coisas que resultava da sua unidade com o Espírito.

(…) Jesus falou do poder da fé – não da fé cega, mas da convicção perfeita que surge da realização divina e do comando pessoal de grandes leis metafísicas que têm o poder de mover montanhas e de conceder tudo o que se pede em oração.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 170-171.

Capítulo 64 : A entrada triunfal em Jerusalém.

Consciência Crística

” (…) um simples torrão de argila. Ele não estava enaltecendo a devoção pessoal que Maria lhe dedicava, mas aprovando sua perspicácia ao adorar o grande Deus do universo, cuja presença ele sentia conscientemente em sua Consciência Crística. Ele destacou com imparcialidade a sabedoria de Maria, que ofereceu adoração à mais venerável de todas as manifestações sagradas: a Consciência Crística presente no templo do corpo de Jesus – o reflexo vivo do Único Doador de toda a vida, de toda a consciência e de toda a virtude, inclusive dos impulsos caritativos de ajudar os pobres. (…) Jesus lembrou-lhes que eles teriam uma oportunidade perpétua de zelar pelos pobres, mas não teriam prontamente outra chance de demonstrar devoção a uma manifestação visível da presença de Deus numa forma corporal, pois essa é uma ocorrência rara na Terra.

As palavras de Jesus enfatizam que os devotos deveriam graduar sabiamente a importância de seus deveres espirituais e ações virtuosas, mantendo Deus como o primeiro e supremo objeto de adoração.

Existe uma única questão a ser resolvida na vida humana – estabelecer unidade com Deus -, mas essa simplicidade absoluta perde-se de vista em meio ao nevoeiro criado por milhões de outras questões! Negando a Deus um amor monoteísta, o homem tenta mascarar sua infidelidade com o respeito escrupuloso ao culto exterior da caridade.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 162-163.

Capítulo 64 : A entrada triunfal em Jerusalém.

Jesus e o Cristo Planetário

“(…) já é tempo de vos afirmar que o Cristo Planetário é uma entidade arcangélica, enquanto Jesus de Nazaré, espírito sublime e angélico, foi o seu médium mais perfeito na Terra. O excessivo apego aos ídolos e às fórmulas religiosas do vosso mundo por cristalizar a crença humana, sob a algema dos dogmas impermeáveis a raciocínios novos e para não chocar o sentimentalismo da tradição. As criaturas estratificam no subconsciente uma crença religiosa, simpática, cômoda ou tradicional e, obviamente, terão de sofrer quando, sob o imperativo do progresso espiritual, têm de substituir sua devoção primitiva e saudosista por outras revelações mais avançadas sobre a Divindade.

(…) correspondendo à assimilação progressiva humana, Deus primeiramente foi devotado pelos homens primitivos através dos fenômenos principais da Natureza, como o trovão, a chuva, o vento, o mar, o Sol. Em seguida, evoluíam para a figura dos múltiplos deusinhos do culto pagão. Mais tarde, as pequenas divindades fundiram-se, convergindo para a ideia unitária de Deus. Na Índia honrava-se Brahma, e Osíris, no Egito; e Júpiter na Olímpia, enquanto os Druidas, no seu culto à Natureza, cultuavam também uma só unidade. Moisés expressa em Jeová a unidade de Deus, embora ainda o fizesse bastante humanizado e temperamental (…) Com o aparecimento de Jesus, a mesma ideia unitária de Deus evoluiu então para um Pai transbordante de Amor e Sabedoria, que pontificava acima das quizílias humanas, embora os homens ainda o considerassem um doador de “graças para os seus simpatizantes e um juiz inexorável para os seus contrários.

(…)

Atualmente, a doutrina espírita ensina que “Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as cousas”, descentralizando a Divindade do antropomorfismo, para ser entendida animando todos os acontecimentos da Vida.

(…) o Cristo é um Arcanjo Planetário e Jesus, o Anjo governador da Terra. O anjo é entidade ainda capaz de atuar no mundo material, cuja possibilidade a própria Bíblia simboliza pelos sete degraus da escada de Jacó; mas o arcanjo não pode mais deixar o seu mundo divino e efetuar qualquer ligação direta com a matéria, pois já abandonou, em definitivo, todos os veículos intermediários que lhe facultariam tal possibilidade. Jesus, Espírito ainda passível de atuar nas formas físicas, teve de reconstruir as matrizes perispirituais usadas noutros mundos materiais extintos, a fim de poder encarnar-se na Terra.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 67-70.

Uno

“As personagens simbólicas que comparecem essas histórias correspondem em importância – e não raro em características e façanhas – às personagens das iconografias mais sofisticadas, e o mundo maravilhoso em que se movem é precisamente o mundo das grandes revelações: O mundo e a época que se encontram entre o sono profundo e a consciência desperta, a zona em que o Uno se torna o múltiplo e os muitos se reconciliam com o Uno.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 285.

Ciclo Cosmogônico

“A fórmula filosófica ilustrada pelo ciclo cosmogônico refere-se à circulação da consciência pelos três planos do ser. O primeiro plano é o da experiência desperta: a cognição dos fatos brutos e crus de universo exterior, iluminado pela luz do sol e comum a todos. O segundo é o da experiência divina: a cognição das formas fluidas e sutis de um mundo interior privado, auto iluminado e que forma uma única substância com o sonhador. O terceiro, por sua vez, é o do sono profundo: um sono não povoado por sonhos, profundamente recompensador. No primeiro plano, encontramos as experiências instrutivas da vida; no segundo ocorre a digestão dessas experiências, que são assimiladas pelas forças interiores do sonhador; já no terceiro plano do ser, tudo é aproveitado e conhecido de modo inconsciente, no “espaço existente no interior do coração”, na sala do controlador interno, a fonte e o fim de tudo.

O ciclo cosmogônico deve ser entendido como a passagem da consciência universal, da profunda zona adormecida do imanifesto, para a plena luz do cotidiano desperto, por intermédio do sonho, ocorrendo, em seguida, o retorno através do sonho, para as trevas intemporais. Tal como acontece na experiência real de todo ser vivo, assim também é na figura grandiosa do cosmo vivo: no abismo do sono, as energias são recompostas; na labuta diária, são exauridas; a vida do universo se esgota e deve ser renovada

O ciclo cosmogônico pulsa, tornando-se manifesto, e retorna ao estado imanifesto, em meio ao silêncio do desconhecido. Os hindus representam esse mistério por meio da sílaba sagrada AUM. Aqui, o som A representa a consciência desperta; o som U, a consciência onírica; e o som M, o sono profundo. O silêncio em torno da sílaba é o desconhecido, chamado simplesmente de “o Quarto “. A sílaba em se representa Deus como criador-preservador-destruidor, mas o silêncio representa o Deus Eterno, absolutamente afastado de todas as idas e vindas da roda.

“É  invisível, intangível, inconcebível, imperceptível, inimaginável, indescritível. É a essência do autoconhecimento, comum a todos os estados de consciência. Todos os fenômenos aí cessam. É paz, benção, não dualidade.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 261-262.

A virtude

“A virtude não é senão o prelúdio pedagógico da percepção culminante, que ultrapassa todos os pares de opostos. A virtude subjuga o ego voltado para si mesmo e torna possível a convergência transpessoal (…)

Pois como declarou Heráclito (no Fragmento 46): “Os diferentes são reunidos, e das diferenças resulta a mais bela harmonia, e todas as coisas se manifestam pela oposição”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 48.

Unidade

“Os dois, o herói e o seu deus último, aquele que busca e aquele que é encontrado – são entendidos, por conseguinte, como a parte externa e interna de um único mistério auto refletido, mistério idêntico ao do mundo manifesto. A grande façanha do herói supremo é alcançar o conhecimento dessa unidade na multiplicidade e, em seguida, torná-la conhecida”.

O efeito da aventura bem-sucedida do herói é a abertura e a liberação do fluxo da vida no corpo do mundo”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 43.

Evangelho de Eva

“Sou vós e vós sois Eu; e onde quer que possais estar aí estarei. Estou em todos os lugares e sempre que o desejardes Me encontrareis; e Me encontrando, encontrar-Vos-eis”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 43. Citando o “Evangelho de Eva”, citado por Epifânio, Adversus haereses, xxvi, 3.

Visita ao Rancho dos Gnomos

Diário Espiritual de 08 de setembro de 2018

Visita ao Rancho dos Gnomos para gravar.

Forte presença e percepção da Shellyanna. Ela me explica porque mudou meu nickname de Unidade Ação para Unidade Sonho (Você perguntou isso para ela não foi? – me indaga a Mônica)
Presença dela é marcada com uma sensação como que um aspirador de pó atrás na orelha esquerda.
Percebo em meio às entrevistas que ela quer falar no vídeo em prol dos animais. Mônica confirma na sequência.
Percebo também, que o acontecido da última segunda (3/09) tinha interferência direta dela.

Ao final da sua mensagem, ela se volta para mim e diz: “Hoje você transbordou o meu coração de alegria, gratidão!” E me abraça, em lágrimas… antes de se despedir com o habitual “Saudações”.

Visito a cela do Tupã e canto em línguas para ele. Ele dorme…