Vivências do consumo das coisas

“Hoje, não queremos nos vincular nem às coisas nem às pessoas. Os vínculos são inoportunos. Eles diminuem as possibilidades de vivência, ou seja, a liberdade no sentido consumista.

Agora, esperamos vivências até mesmo do consumo das coisas. O teor informativo das coisas, como a imagem de uma marca, está se tornando mais importante do que seu valor utilitário. Percebemos as coisas primariamente em termos das informações que elas contêm. Compramos e consumimos emoções pela aquisição de coisas.”

HAN, Byung-Chul. Não coisas: Reviravoltas do mundo da vida. Ed. Vozes, 2021, Local 280-282.

Da posse à vivência

Memórias armazenadas

“Assim, Erich Fromm escreve em Ter ou Ser: “Ter se refere às coisas […]. O ser refere-se a vivências […]”

A velha máxima do ter não mais se aplica: quanto mais eu tenho, mais eu sou. A nova máxima da vivência é: quanto mais eu vivencio, mais eu sou.

As memórias armazenadas nas coisas de repente não têm valor. Eles têm que dar lugar a novas vivências.”

HAN, Byung-Chul. Não coisas: Reviravoltas do mundo da vida. Ed. Vozes, 2021, Local 270-278.

Da posse à vivência