“C. G. Jung distingue cinco estágios na retirada de uma projeção:
- A situação inicial é a identificação arcaica. Um conteúdo psíquico interno é vivenciado completamente como o comportamento de um objeto externo; a pessoa, por exemplo, poderia acreditar que foi enfeitiçada por uma pedra.
- A pedra em si é distinguida do elemento que fez o feitiço, e este último é descrito como um “espírito” mau existente na pedra.
- É feito um julgamento com relação ao espírito: ser bom ou mau.
- O espírito é declarado uma ilusão.
- A pessoa faz a pergunta: “O que poderia ter provocado essa ilusão?”, e a reconhece, não como algo extrinsecamente real, e sim como uma realidade psíquica interna, e tenta assimilá-la.
(…)
As pessoas parecem experimentar forte resistência contra qualquer progresso dentro desses cinco estágios, mais especialmente contra o progresso no último, o quinto estágio. Isso se baseia no fato de que qualquer retirada de uma projeção põe uma carga sobre a pessoa que reflete. Ela se torna responsável por uma parte da sua psique que, até então, ela não encarava como um fardo por achar que não fazia parte dela.”
FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 315-316.
A Projeção
A retirada da projeção
