“(…) limito-me a constatar que o “macaco” denota a personalidade instintiva do paciente negligenciada em favor de uma atitude puramente intelectual. O resultado disso foi que seus instintos o subjugaram investindo contra ele, de tempos em tempos, com força incontida. A “reconstrução” do macaco significa a reconstrução da personalidade instintiva dentro dos quadros hierárquicos da consciência, reconstrução possível unicamente quando acompanhada de importantes modificações da atitude consciente.
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Mas nossa mentalidade moderna olha com desdém as trevas da superstição e a credulidade medieval ou primitiva, esquecendo-se por completo de que carregamos conosco todo o passado, escondido nos desvãos dos andares inferiores da nossa consciência racional.(…) A verdadeira história do espírito não se conserva em livros, mas no organismo vivo, psíquico de cada indivíduo.
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Segundo explica Jung, o número quatro desempenha um papel de destaque nestes sonhos e alude sempre a uma idéia ligada à realização dos princípios.
O quaternário ou quaterno tem uma longa história. Ele não aparece somente na iconologia cristã e na especulação mística.*
Nota*: “Quatro é Tétrade – a raiz da natureza eterna”. Segundo Platão, o corpo provém do “quatro”. Os neoplatônicos afirmam que o próprio Pitágoras favorecia a idéia, isto é, a quádrupla.
“O ‘quatro’ aparece na iconologia cristã sob a forma dos quatro evangelistas e dos seus símbolos, dispostos dentro uma ‘rosa’, de tamanho aproximadamente igual, ou como tetramorfo.”
JUNG, C.G. Psicologia e Religião.Psicologia e Religião Ocidental e Oriental ,OC. Editora Vozes. 2012. Pág.51-54.
II. Dogma e Símbolos naturais
