“Se as pessoas conseguem começar a rir a respeito compensador, porque da função inferior, isso pode ser tudo fica vinte vezes melhor. Quando um senso de humor é estabelecido e conseguimos brincar alguém, com como essa pessoa também pode brincar conosco, muitos problemas são esclarecidos, e é por isso que mencionei o arquétipo do bobo no início deste capítulo.
(…) O sentimento oculto,introvertido, do tipo pensamento estabelece fortes lealdades invisíveis. Essas pessoas estão entre meus mais leais amigos, embora talvez só escrevam no Natal, quando o fazem, e não há nenhum outro contato. Eu sei que eles são absolutamente confiáveis em seu sentimento,mas temos de ir na direcão deles para tomar conhecimento da sua existência.
(….)
Na arte ou na literatura por exemplo, existem certos rompimentos com relacão a temas anteriores, e a intuição introvertida é capaz de senti-los. Um escritor alemão chamado Bruno Goetz escreveu um livro a respeito do Terceiro Império, querendo se referir a um Reino de Deus no qual o paganismo e o cristianismo estariam misturados. Ele o escreveu muito antes de os nazistas ascenderem ao poder. Os nazistas tentaram capturá-lo e fazer com que escrevesse para eles, mas ele categoricamente recusou. Ele previu no livro grande parte do que os nazistas efetivamente fizeram, ao ponto de descrever grupos de jovens dezoito e vinte anos que tudo devastavam. As cenas que descreveu se manifestaram posteriormente, de forma prática, em detalhe, na Alemanha nazista, mas na época em que ele escreveu o livro nada disso existia; ainda corria o periodo da República Socialista de Weimar, mas a intuição introvertida de Goetz simplesmente sabia onde a constelação arquetipica estava se movendo, e a expressou. (…) É isso que a intuicão faz, ela apresenta fatos, sem nenhuma avaliação, mas o sentimento é bem diferente. Em termos junguianos, trata-se de uma função racional (em latim: ratio = ordem, cálculo, razão), uma funcão que estabelece a ordem e faz julgamentos, dizendo que isso é bom e isso é mau, isso é agradável e isso é desagradável para mim.”
FRANZ, Marie-Louise von.Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 106-109.
Descrição prática da quarta função
