Grupos de bruxaria

O coven é um grupo pequeno, e seus membros são bem próximos. (…) Não basta que todos vocês tem interesse pela Antiga Religião. Vocês devem ser compatíveis e se sentiu totalmente confortáveis uns com os outros. Chegar a este ponto leva tempo e, por esse motivo, não se deve ter pressa se formar um coven. (…) No entanto, não encare com tanta seriedade essas questões a ponto de perder todo seu senso de humor. A religião é assunto sério, sem dúvida, mas os deuses sabem se divertir e os bruxos sempre sentir um prazer em praticar a sua arte. Os rituais um coven não devem ser realizados levianamente, é claro, mas, se alguém cometer um erro (ou se sentar sobre uma vela!), Não tenha medo de assumir seu lado humano e cair na risada. Os rituais religiosos devem ser realizados por que você quer realizá-los e gosta de realizá-los, não porque você tem que realizá-los (podemos deixar isso para as outras crenças!).

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 148.

A Filosofia da Bruxaria

A Arte é uma religião de amor e alegria. Ela não é sombria como o Cristianismo, com suas ideias de “pecado original”, com a salvação e a felicidade possíveis apenas na vida após a morte. A música da Bruxaria é alegre e cheia de vida, contrastando com os hinos de lamentação do Cristianismo. Por quê? Muito disso tem a ver com a empatia que os wiccanos têm com a natureza. Os primeiros povos compactuavam com a natureza por pura necessidade. Eles eram uma parte da natureza, não eram separados dela. Um animal era um irmão, assim como uma árvore. Homens e mulheres cuidavam dos campos e, em troca, recebiam alimentos para sua casa. É claro que matavam animais para se alimentar. Mas muitos animais matam outros animais para se alimentar. Em outras palavras, o ser humano era parte da ordem natural das coisas, não estava separado dela. Nem se considerava “acima” dela.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 46.