Discípulo Simão

(…) por que Jesus chamou Simão (como também vários outros discípulos iletrados) para ser um instrutor quando este não havia recebido sequer uma formação rudimentar nos ensinamentos espirituais? Aqueles que se tornaram apóstolos certamente não foram escolhidos com base em credenciais acadêmicas. Jesus havia instruído Simão nos princípios do discipulado e do conhecimento de Deus em seu relacionamento numa encarnação anterior – algo que Simão, de imediato, não se recordava. Jesus podia ver as realizações espirituais de Simão nos registros astrais do cérebro desse discípulo; assim, baseando-se nessa certificação, ele reconheceu e escolheu Simão para ser o principal de seus missionários.

(…) A eloquência espiritual não é tanto uma questão de dicção, mas de magnetismo da alma, resultante de uma vida virtuosa e da comunhão interior meditativa com Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 429.

Capítulo 23: Pescadores de Homens.

Percepção Intuitiva da Verdade

“O “segundo nascimento”, cuja necessidade é mencionada por Jesus, leva-nos ao domínio da percepção intuitiva da verdade.”

*Nota: Que ninguém suponha”, diz a Teologia Germânica, “que chegamos a esta verdadeira luz e a este perfeito conhecimento (…) por ouvir dizer, ou por leitura e estudo, nem tampouco por extrema proficiência e grande erudição”. “Não é suficiente”, diz Gerlac Petersen, “conhecer somente por estimativas: precisamos conhecer por experiência”. Assim Matilde de Magdeburg comenta suas revelações: “A escritura deste livro foi vista, ouvida e experimentada em cada membro. (…) Eu o vejo com os olhos de minha alma e o escuto com os ouvidos do meu espírito eterno.” – Citado em Mysticism, de Evelyn Underhill, parte I, capítulo 4.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 266.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Conhecimento Intuitivo

“Pitágoras, místico, filósofo e matemático grego (nascido em torno de 580 a.C.), enfatizava a experiência interior do conhecimento intuitivo. Platão (nascido em torno de 428 a.C.), cujas obras chegaram até nós como fundamento primordial da civilização ocidental, ensinou igualmente a necessidade do conhecimento suprassensorial para a apreensão das verdades eternas. O sábio neoplatônico Plotino (204-270 d.C.) praticou o ideal platônico de conhecimento intuitivo da Realidade. E escreveu: “Muitas vezes, despertando do corpo e voltando a mim mesmo, fugindo das outras coisas e entrando em mim mesmo, vejo uma beleza extraordinariamente maravilhosa; fico convencido de que então, mais do que nunca, pertenço à realidade superior, desfrutando a mais nobre das vidas e identificado com a Divindade.” Ele morreu exortando seus discípulos: “Esforçai-vos por fazer regressar o deus que há em vós ao Deus que habita no Todo”.

Os gnósticos (primeiros três séculos d.C.)”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 265.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Exotérico e Esotérico

“Todas as religiões autenticamente reveladas se fundamentam no conhecimento intuitivo. Cada uma delas possui uma particularidade exotérica ou exterior e um núcleo esotérico ou interior. O aspecto exterior é a imagem pública, incluindo seus preceitos morais e um código de doutrinas, dogmas, dissertações, regras e costumes que orientam seus seguidores comuns. O aspecto esotérico inclui métodos que se focalizam na autêntica comunhão da alma com Deus. O aspecto exotérico é para as multidões; o esotérico, para uma minoria fervorosa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 264.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Obstáculos no Caminho Espiritual

“Os caprichos da volubilidade e o entusiasmo mental por tudo que seja novo são reais obstáculos no caminho espiritual. Experimentar uma igreja após outra, um instrutor após outro, coletando uma confusão de ideias incompatíveis – esta é uma fórmula segura de desenvolver indigestão teórica. O caminho para a sabedoria consiste em assimilar verdades por nossa própria percepção pessoal – não em acumular conceitos sem submetê-los à prova para confirmar sua validade.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 210.

Capítulo 9: Jesus encontra seus primeiros discípulos.

O Termo Mestre

” (…) o termo Mestre equivale ao modo apropriado de dirigir-se ao guru com o sufixo ji ou deva, que tem conotação de respeito: Guruji, Gurudeva, Mestre. A palavra mestre se reporta etimologicamente ao termo latino magnus, grande; e magnus corresponde ao termo sânscrito mahat (grande, importante, elevado, eminente: maharishi, um grande conhecedor de Deus).

Do berço à sepultura e até a ascensão no Espírito, a totalidade da civilização baseia-se na transmissão de conhecimento – daqueles que sabem aos que estão aprendendo.

(…)

O autodomínio é a cidadela da sabedoria.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 204 -205.

Capítulo 9: Jesus encontra seus primeiros discípulos.

O Espírito Santo ou Estado Crístico

“O Espírito Santo ou estado crístico, união com a presença de Deus na criação manifestada, é o estado habitual dos seres divinos se encarnam para servir e elevar a humanidade enredada na ilusão.

(…)

Somente o conhecimento – e não a mera assertiva sem realização – pode levar à emancipação final.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 146-149.

Capítulo 7: O papel de Sată na criação de Deus.

O Guru

“Um guru não é um instrutor espiritual comum. Podemos ter muitos instrutores, mas um só guru, que é o agente de salvação designado por Deus em resposta aos cativeiro da matéria.

(…)

Nenhum guru pode desenvolver-se somente por anos de estudo na fábrica intelectual de um seminário teológico que considera ter alcançado seus objetivos ao outorgar títulos de bacharel ou de doutor em teologia. Tais títulos podem ser recebidos por pessoas de boa memória; entretanto, caráter, autocontrole e a sabedoria da intuição da alma podem ser cultivados somente pelo conhecimento e aplicação de métodos adiantados de profunda meditação (…)

Tampouco pode alguém ser um guru por sua própria escolha. Ele precisa ser ordenado por um verdadeiro guru, para que possa servir e salvar os outros; ou então precisa de fato ouvir a voz de Deus pedindo-lhe para redimir os demais. (…) Gurus autodesignados desviam-se muito ao escutar a voz do ego imaginativo em sua mente subconsciente.

Os verdadeiros gurus treinam primeiro seu eu interno na escola teológica superior da intuição e da comunhão divina na meditação. Eles se batizam espiritualmente no Espírito antes de pretenderem iniciar os demais.

Não é necessário para um discípulo estar na a fim de receber suas bênçãos. O mais importante é estar espiritualmente em sintonia com o guru, pois sua ajuda é conferida ao discípulo primeiramente no plano espiritual interno, e não por meios materiais.

Se o discípulo se mantém sem uma atitude crítica, considerando o mestre com amor e reverência incondicionais, e segue lealmente seus preceitos, tal receptividade torna mais fácil o trabalho do guru. A sintonia cria um elo entre a ajuda do guru e o esforço sincero do discípulo, ainda que o guru não esteja mais encarnado na Terra.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 127-129.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

A Natureza da Mente

“Na época em que este texto foi escrito, entre os séculos II e III d.C. Sócrates, Platão e Aristóteles já haviam dissertado textos sobre a natureza da mente, da alma, do corpo e do espírito, mas no início, o cristianismo foi formado por homens simples, muitas vezes iletrados, tinham coragem, fé, tinham o Espírito, mas possuíam pouco conhecimento, mesmo assim, da forma como eles compreendiam eles dissertaram suas convicções.”

Nascimento, Peterson do. O Tratado Sobre a Ressureição (Coleção Apócrifos do
Cristianismo Livro XVII) – Versão Kindle, Posição 319.

Tradição Oral

“Dada a ausência da escrita, naquelas épocas longínquas, todas as tradições se transmitiam de geração a geração através do mecanismo das palavras. Todavia, com a cooperação dos degredados do sistema da Capela, os rudimentos das artes gráficas receberam os primeiros impulsos, começando a florescer uma nova era de conhecimento espiritual, no campo das concepções religiosas.”

Nota Pessoal: O salto da tradição oral para a escrita

(…)

“Suas vozes enchem todo o âmbito das civilizações que passaram no pentagrama dos séculos sem-fim e, apresentado com mil nomes, segundo as mais variadas épocas, o cordeiro de Deus foi guardado pela compreensão e pela memória do mundo, com todas as suas expressões divinas ou, aliás, como a própria face de Deus, segundo as modalidades dos mistérios religiosos.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 73-74.