Contemplar Deus Corpo do Outro

” A pessoa espiritual contempla Deus não apenas em seu próprio corpo, mas também no corpo dos demais. (…) Tudo o que uma pessoa de natureza divina faça por alguém, ela sente que por meio de tal ação está desapegadamente fazendo algo por si mesma em outro corpo – assim como se troca o anel de um dedo para outro.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 525.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Harmonia com Princípios

“Se o homem vive em perfeita harmonia com a operação desses princípios, ele permanece como um ser espiritual comandando seu corpo e sua mente. O pecado é aquilo que compromete esse perfeito autodomínio.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 517.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Enfermidades e Poder Mental

“A doença consiste numa condição desarmônica que produz dor ou infelicidade num ser vivo, seja de modo imediato ou tardio. Os seres humanos estão sujeitos a três tipos de enfermidade: aquelas que afetam o corpo, as que afetam a mente e aquela que afeta a alma.

(…)

A dor física não traz sofrimento mental se a mente é poderosa; os mártires, com a mente fixa em sua devoção a Deus, mantiveram sua serenidade interior mesmo enquanto eram queimados vivos.

(…)

Jesus conhecia a relação causal entre a mente e o corpo e entre a alma e Deus. Desse modo, ele era capaz de controlar a estrutura atômica das células e harmonizar as perturbações psicológicas, restaurando assim qualquer corpo ou mente doentes.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 456-457.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Espiral

“Conforme explicado anteriormente, os corpos físico, astral e causal do homem estão interligados e atuam como um só, por meio de nós de força vital e consciência nos sete centros cerebrospinais.

A energia em geral se move pelo espaço em forma espiral – um padrão presente em toda parte na arquitetura macrocósmica e microcósmica do universo. Iniciando com as nebulosas galácticas – o berço cósmico de toda a matéria – a energia flui em modelos espiralados, ou circulares, ou como vórtices.

(…)

Quando a alma, em seus sutis revestimentos dos corpos causal e astral, inicia a encarnação física no momento da concepção, o corpo inteiro se desenvolve a partir de uma célula primordial formada com a união de espermatozoide e óvulo, principiando com os primeiros rudimentos do bulbo raquiano, do cérebro e da medula espinal.

De sua sede original no bulbo raquiano, a energia vital inteligente do corpo astral flui em sentido descendente ativando os especializados nos chakras astrais cerebrospinais que criam e vivificam a coluna vertebral física, o sistema nervoso e todos os demais órgãos corporais. Ao concluir-se o trabalho da força vital primordial na criação do corpo, ela vem a descansar em uma passagem espiralada no centro mais inferior ou coccígeo. A configuração espiralada desse centro astral dá à energia vital ali localizada a denominação de kundalini, ou força serpentina (do sânscrito, kundala, “espiralada”). Uma vez finalizado seu trabalho criador, a concentração da força vital nesse centro é dita kundalini “adormecida”, pois quando flui ao exterior, para o corpo, avivando continuamente a região física dos sentidos visão, audição, olfato, paladar, tato, bem como a força criadora física, presa à Terra, do sexo-, ela faz com que a consciência se torne fortemente identificada com os sonhos ilusórios dos sentidos e seu domínio de atividades e desejos.

Moisés, Jesus e os iogues hindus conheciam o segredo da vida espiritual científica. Eles demonstraram unanimemente que todo aquele que tenha ainda tendências materiais precisa adquirir maestria sobre a arte de elevar a força serpentina a partir da consciência corporal sensória, dessa forma começando a retraçar os passos interiores em direção ao Espírito.”

Nota:  Em 1953, cientistas descobriram que o DNA, a molécula básica da vida, também é construída em forma helicoidal. Leonardo Fibonacci (1170-1250), matemático italiano de profunda visão, percebeu que incontáveis padrões na natureza correspondem a uma forma espiral, matematicamente expressa como um logaritmo derivado dos assim chamados números de Fibonacci (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, etc.), onde cada número é a soma dos dois precedentes na série. Esta espiral exata surge em ma nifestações aparentemente tão dispares quanto o padrão das pétalas num girassol e das folhas nos abacaxis, nas alcachofras e em muitas árvores; o volume progressivo das câmaras na concha de um molusco marinho; o arco, em anos-luz, das galáxias espirais.

A proporção áurea é considerada como a base da harmonia e beleza de forma na arte, na arquitetura e no desenho clássicos – conforme reconhecido por (entre muitos outros) Pitágoras, Platão, Leonardo da Vinci e os construtores das grandes pirâmides em Gizé. (Nota da Editora)”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 288-290.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Almas no Seio de Deus

“Como almas, todos estávamos originalmente no seio de Deus. O Espírito projeta o desejo de criar uma expressão individualizada de Si Próprio. A alma se torna manifesta e projeta a ideia do corpo em uma forma causal. A ideia se torna energia, o corpo astral vitatrônico. O corpo astral se torna condensado no corpo físico. Através do corredor espinal integrado desses três instrumentos, a alma desce para a identificação com o corpo e a matéria densa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 283-284.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Da Carne e do Espírito

O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6).

(…) o Espírito mantém Sua criação. O Absoluto Transcendente tem uma manifestação dual: subjetiva e objetiva, Espírito e Natureza (…)

(…)

(…) a conciência como essência causal do homem e da criação – está além do alcance da inteligência humana.

(…) o homem comum reconhece o universo natural ao seu redor, mas não o Espírito imanente; e reconhece a si próprio como tantos quilos de carne, em vez da pura consciência que mora dentro dele: a alma.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 272-273.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Nascer da Água

Água”, aqui, significa protoplasma; o corpo humano, em sua maior parte, é constituído de água e inicia sua existência terrena no fluido amniótico no ventre da mãe. Embora a alma tenha de passar pelo processo natural de nascimento que Deus estabeleceu atra vés de Suas leis biológicas, o nascimento físico não é suficiente para que o ser humano se torne apto para ver ou entrar no reino de Deus.

A consciência comum está presa ao corpo, e através dos dois olhos físicos o homem é capaz de observar apenas o diminuto teatro da Terra e o céu estrelado que a circunda. Pelas pequenas janelas exteriores dos cinco sentidos, as almas restritas ao corpo nada percebem das maravilhas que estão além da matéria limitada.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 269-270.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Energia na Consciência Cósmica de Deus

“A ciência postula que cada grama de carne no corpo humano possui suficiente energia em seus componentes eletroprotônicos para manter o suprimento de energia da cidade de Chicago durante dois dias.

(…)

Toda a consciência, a energia e as formas existem na imanente e transcendente Consciência Cósmica de Deus e se desenvolvem a partir dela.”

(…)

Nota: A consciência como um fator no sustento do homem é demonstrável no fenômeno do sono. O mecanismo humano precisa periodicamente ser recarregado, retirando-se para a subconsciência no estado de sono, no qual a consciência e as células corporais são revitalizadas por meio do contato com a superconsciência da alma. Os efeitos rejuvenescedores do sono devem-se à perda temporária, no ser humano, da consciência do corpo e da respiração. Dormindo, a pessoa torna-se um iogue: todas as noites executa inconscientemente o rito iogue de libertar-se da identificação com o corpo e de fundir sua força vital nas correntes curativas na área central do cérebro e nos seis subdínamos dos centros espinais. Sem ter conhecimento, o homem, ao dormir, é recarregado pela Energia Cósmica que sustenta toda a vida.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 187-188.

Capítulo 8: A Tentação de Jesus no deserto.

O Homem Não é Sustentado Somente Pelo “Pão”

O homem não é sustentado somente pelo “pão” (…)  mas primordialmente de “cada palavra”  (unidade de Energia Cósmica ilimitada vibrando do Espírito Santo – o grande Om ou Amém) que entra no corpo humano através da “boca de Deus” (bulbo raquiano). Experimentar essa verdade, assim como Jesus o fez, significa conhecer o vínculo eterno entre o humano e o divino, a matéria e a consciência – a irrevogável unidade entre o Eu e o Criador.

(…)

O homem julga que vive do “pão” – alimento, oxigênio e luz solar mas estes são apenas Energia Cósmica condensada. A energia radiante do sol nutre as plantas; as plantas são ingeridas pelos animais e humanos; e as plantas, por sua vez, deles se nutrem quando eles morrem. Direta ou indiretamente, a energia solar é a fonte material primária da vida. Quando alguém ingere um alimento, a energia vital no corpo começa a trabalhar na digestão e na metabolização do que é ingerido, extraindo por fim a energia solar armazenada naquele alimento para suprir o corpo. Desse modo, os cientistas afirmam que as células corporais operam pela energia que irradia do sol, liberada pela reação química de oxidação.

(…)

Nota:  “O que comemos é radiação; nosso alimento são certos quanta de energia”, disse o Dr. George W. Crile, de Cleveland, numa reunião de médicos em Memphis, em 17 de maio de 1933. Ele enfatizou: “Os raios do sol fornecem esta radiação importantissima, que libera correntes elétricas no sistema nervoso, ou seja, no circuito elétrico do corpo”.

Algum dia os cientistas descobrirão como o homem pode viver diretamente da energia solar. O Dr. William L. Laurence escreve no New York Times: “A clorofila é a única substância conhecida na natureza que possui o poder de agir como ‘armadilha da luz solar. Ela ‘aprisiona’ a energia do sol, armazenando-a na planta. Nós obtemos a energia necessária para viver da energia solar armazenada no alimento-planta que comemos ou na carne dos animais que comem as plantas. A energia que obtemos do carvão ou do petróleo é a energia solar aprisionada pela clorofila na vida vegetal de milhões de anos atrás. Vivemos do sol, por intermédio da clorofila.” (Autobiografia de um logue)

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 179-180.

Capítulo 8: A Tentação de Jesus no deserto.

Os Filhos de Deus São Imortais

Como almas, centelhas individualizadas do Espírito ilimitado, os filhos de Deus são imortais, livres de qualquer dependência material. Deus planejou as células das flores, das plantas, dos animais e dos seres humanos para que vivessem recarregadas pela Energia Cósmica – e não se alimentando cruelmente umas das outras. Somente quando a alma se identifica com o corpo humano profanado por Satã é que o homem sente a fome característica da dependência de suprimentos da natureza. A Força Ilusória Cósmica levou o homem consciente de seu corpo a acreditar que sem o sustento físico sua existência se extinguiria. Ao voltar-se para os produtos da terra para sua nutrição (alento e alimento), o homem permanece preso a ela e esquece sua verdadeira natureza, que vive exclusivamente da Energia Cósmica e da vontade de Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 178.

Capítulo 8: A Tentação de Jesus no deserto.