A Verdade das Coisas

“Koans levam a arte do questionamento para o terreno da prática. Koans são perguntas que emergem da mente dualista e conceitual. Mas não somos capazes de respondê-las com a mesma mente que perguntamos. Na busca por uma resposta, eles nos levam além da mente de objetificação. Normalmente associamos koans à prática Zen. Talvez os praticantes Zen tenham tido a ideia da prática do koan inspirados no próprio Buda.”

MATTIS-NAMGYEL, Elizabeth. O Poder de uma Pergunta Aberta: o caminho do Buda para a liberdade. Teresópolis, RJ: Lúcida Letra,  2018. p. 75.

O Todo é Um

“Mas a doutrina hermética não exprime uma dualidade real: O TODO É UM; os dois aspectos são simplesmente aspectos de manifestação. O ensinamento é que o Princípio Masculino manifestado pelo TODO só impede a destruição da concepção atual do Universo. Ele projeta o seu Desejo no Princípio Feminino (que se chama ao mesmo tempo que este último começa a obra atual da evolução do Universo, desde os simples centros de atividade até o homem, e subindo cada vez mais de acordo com as bem-estabelecidas Leis da Natureza. Se dais preferência aos velhos modos de expressão, podeis considerar o Princípio Masculino como DEUS, o Pai, e o Princípio Feminino como a NATUREZA, a Mãe Universal, em cuja matriz todas as coisas foram geradas. Isto não é simplesmente uma ficção poética de linguagem; é uma ideia do processo atual de criação do Universo. Mas é preciso não esquecer que o TODO é um, e que o Universo é gerado, criado e existe na sua Mente Infinita.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 45.

Além da dualidade

Os deuses macho e fêmea não são incomuns no universo do mito. Eles sempre se encontram imersos num certo mistério; pois conduzem a mente para além da experiência objetiva, para um domínio simbólico que deixa para trás a dualidade.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 146.