Entrevista com Robin e Sandra Foy

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(Áudio 2 – Terça, 12 Novembro, 2019 – tarde )

Rene: Neste (livro) você fala sobre o Blue? 

Robin Foy: Esse foi escrito em forma de diário, mas tem detalhes de cada sessão. É o  único livro que tem todas as reuniões de Scole, por isso tem todos os fenômenos nesse  livro. Tenho mais, se alguém quiser uma cópia. Esse é o único que você realmente não  

pode comprar da internet. Esse é o primeiro livro e é mais sobre nossa vida anterior, e  tem muitos detalhes das sessões que tivemos com Leslie Flint e as maravilhosas  conversas que tivemos com Winston Churchill e outras pessoas durante essas sessões. 

Larissa: Eu estou curiosa. Quando crianças, algum de vocês já experimentou fenômenos  físicos em casa? 

Robin Foy: Nunca quando criança, não.

Sandra Foy: A família da minha mãe costumava fazer reuniões à mesa mediúnica; eles  gostavam disso. Mas eu era pequena demais e não sabia. Minha mãe, quando eu era  mais velha, ela não queria nada com isso. Ela achava assustador, sabe? 

Robin Foy: Acho que eu estava com trinta e poucos anos quando me envolvi. Lembro-me  de andar, eu tinha um cachorro na época, um pequeno Terrier West Highland branco, eu  estava passeando uma noite, passeando com o cachorro, de repente me veio à mente:  você tem que dar sua vida e seu futuro a coisas psíquicas e ajudar pessoas. Então foi  assim que começou. Não demorou muito para eu conhecer uma senhora cuja família era  espiritualista. Eu não sabia absolutamente nada sobre isso, e ela me levou algumas vezes  a uma igreja espiritualista em que eu nunca havia estado antes. Sua família conhecia um  médium realmente maravilhoso que acabou emigrando para a América. Ele voltou em  uma ocasião; Sandra e eu tivemos a oportunidade, não me lembro de imediato, mas ele  era um médium de provas fantástico e ele estava trabalhando nos Estados Unidos, mas  devido ao fato de que essa família o conhecia, nós pudemos estar presentes em uma  reunião mediúnica que ele fez ao público. Ele também era um médium de transe profundo e era o pai da mulher que eu conheci. Foi assim que eu entrei e, pouco depois, li esse  anúncio no jornal local, era um jornal local de Leicester. Não é espiritual. Simplesmente  dizia: “qualquer pessoa interessada em pesquisa psíquica entre em contato conosco”, o  que eu fiz. Sandra fez uma coisa semelhante ao ler um anúncio no Psychic News (Notícias Psíquicas), não no Cycling News (Notícias do Ciclismo). 

Pozati: Adriana estava se perguntando: “Que tipo de palavras eles usariam em um  anúncio de jornal para convidar paranormais?”. 

Robin Foy: Eu acho que realmente o que eles colocaram lá é “Qualquer pessoa  interessada em pesquisa psíquica”, porque dessa maneira, e eu quero dizer que li isso e  não sabia o que isso implicava. Mas quando fui conhecer esse rapaz ele disse que estava  fazendo um círculo de efeitos físicos. Eu não sabia nada sobre mediunidade mental,  clarividência, clariaudiência. Fui direto para esse círculo físico, mas havia uma senhora  sentada à minha direita naquele círculo que era médium e ela falava bastante sobre tudo  o que eu precisava saber. Ela está no mundo espiritual agora. 

Rene: E você passou a estudar a partir desse momento? 

Robin Foy: Sim. Desde então, aprendi o máximo que pude sobre coisas espirituais e,  como tinha um emprego que me levou a todo o Reino Unido, descobria onde ficavam as  igrejas espíritas locais e se haveria uma reunião mediúnica naquele período, então eu ia  para a reunião. Pura e simplesmente porque eu queria ver ou julgar as qualidades dos  diferentes médiuns e das diferentes igrejas. Então tive que ir para Londres. Mudei de  emprego e fui para Londres e durante a semana eu morava em um hotel lá. Enquanto eu  estava em Londres, foi aí que comecei a fazer círculos com John e Joyce em Romford e  fiz isso por cerca de dois anos e depois deixei o círculo para iniciar outro círculo. Sandra se juntou a um círculo e eu estava lá no dia em que ela foi para a entrevista e o resto é  história. Nós fizemos muitas e muitas sessões particulares, nós dois, com médiuns e  quando olho para trás eu tinha cerca de duzentas e cinquenta sessões privadas com  diferentes médiuns. Eu recebi muitas informações boas sobre o que estamos fazendo  agora e assim por diante. O aprendizado foi mais prático com essas pessoas e com o que eu estava vendo. Você chega rapidamente à conclusão de que existem bons e maus  médiuns, e existem médiuns que não deveriam ser médiuns. 

Larissa: Você já leu alguma coisa sobre o trabalho de Kardec? 

Robin Foy: Ah sim, sim, eu tenho uma coleção. Infelizmente, não tenho acesso a ela. Eu  tenho mais de mil livros espiritualistas. Eles estão armazenados no momento. Espero que  até montarmos este centro, teremos muito espaço para armazená-los lá. Todos esses  livros, a maioria deles, não são mais produzidos e muitos são sobre mediunidade de  efeitos físicos. Eu tenho duas cópias desse livro que mencionei anteriormente “The blue  room”, que é muito interessante porque estamos falando de 1926 e obter um fenômeno  de voz independente no ar, com luzes acesas, isso é incrível. Essa foi a primeira vez em  que me deparei com mediunidade não-ectoplásmica. Eles tentaram isso em outros tempos. Os espíritos dizem que remonta ao tempo de Delfos, Grécia e romanos e assim  por diante, e é claro que era diferente do modo como evoluiu agora. Mas acho que eles  estavam trabalhando muito da maneira que agora estamos trabalhando com a Energia e  trabalhar com Energia tem suas vantagens. Você pode obter fenômenos mais  rapidamente do que desenvolveria se estivesse trabalhando com ectoplasma. Também é  muito mais seguro poder não ter o problema de um médium morrer porque alguém de  repente ilumina um círculo que está no escuro. 

Alicia: De uma maneira prática, qual é a diferença? Como um círculo pode trabalhar com  Energia e não com ectoplasma? 

Robin Foy: Novamente, o ectoplasma é uma substância que vem de um médium que  está em transe profundo. 

Alicia: Desculpe, vou reformular minha pergunta. Você faz algum tipo de acordo com a  equipe espiritual para trabalhar com Energia ou ectoplasma? 

Robin Foy: Você deixa a escolha para os espíritos. Sandra e eu tivemos muitos círculos.  Todos eles em que estivemos envolvidos trabalhavam com ectoplasma. Leslie Flint, seus  fenômenos eram absolutamente fantásticos e utilizavam ectoplasma. Mas levou muito  tempo para se desenvolver: doze anos. Enquanto trabalhando com Energia, basicamente  o desenvolvimento ocorre ao longo de meses ao invés de anos. Você pode desenvolver  fenômenos muito mais rapidamente se estiver trabalhando com Energia. Além disso, é  mais natural porque, se você obtém uma materialização completa com ectoplasma pode  parecer um pouco assustador porque a materialização mostra adequadamente a face,  mas com aquelas vestes espirituais brancas e tudo mais ao seu redor. As pessoas não  parecem estar em uma situação normal, não estão vestindo camisa e gravata. 

Pozati: Parece mais um fantasma. 

Robin Foy: Absolutamente! E se você está trabalhando com a Energia, os espíritos  simplesmente trazem a si mesmos com sua energia espiritual, como estão no mundo  espiritual. São teletransportados através de um portal, mencionamos portais nesta manhã,  teletransportados através de um portal para a sala experimental.  

Quando você está trabalhando com uma cúpula de vidro, os espíritos reúnem três tipos  diferentes de energia. Os três tipos diferentes de energia hoje em dia, primeiro e acima de  tudo, são as energias espirituais que os membros do círculo trazem com eles. Em segundo lugar, são as energias espirituais que a equipe espiritual traz do mundo espiritual  e, em terceiro lugar, existem energias naturais da Terra que estão em certos lugares  geográficos e há basicamente uma espiral ou uma coluna nessa localização geográfica.  Se você iniciar um círculo significativo na área em que existe uma coluna, você realmente  atrai aquela coluna para o local do seu círculo. 

Pozati: Não é necessário ir ao local onde está a coluna? 

Robin Foy: Não, não, você atrai ela. 

Pozati: Essa energia que os membros trazem … é uma energia espiritual, não um  ectoplasma? 

Robin Foy: Não, não é físico de nenhuma maneira, é uma energia espiritual, sim. Agora,  com o ectoplasma a diferença é que você tem um médium que geralmente está em transe  profundo e esse médium realmente possui ectoplasma criado em seu corpo e que pode  sair por qualquer um dos orifícios naturais que temos. Existe um médium físico realmente  excelente, que trabalha com ectoplasma, Kai Muger, ele é alemão. Kai Muger é o vice presidente da nossa Fundação de Ciências Espirituais. 

Sandra Foy: Não tenho certeza se ele é exatamente isso. 

Robin Foy: Bem, quero dizer, ele tem ectoplasma visível, esse é o ponto. Se você se  reunir com Kai, verá um ectoplasma visível e uma forma ectoplásmica visível no chão e  uma espécie de mãos saindo e, eventualmente, com o seu desenvolvimento até agora,  ele obtém uma materialização completa e isso sendo feito sob luz parcial, o que nem  sempre era feito no passado, por isso é um médium excelente. Ele viaja para todo o  mundo, mas em virtude de ser nosso vice-presidente, vamos conseguir agarrá-lo duas  vezes por ano. Quando tivermos o centro, ele poderá fazer demonstrações para nós.  Obviamente, ele possui alta procura. Provavelmente precisa reservar com cerca de um  ano de antecedência para se reunir com Kai. Ele tem sido um amigo muito bom. Nós o  conhecemos em 2009 enquanto morávamos aqui. Ele tem sido um bom amigo desde  então; já nos reunimos com ele muitas vezes. 

Pozati: Acredito que essa seja a principal diferença entre a materialização no grupo Scole  e a materialização que faz o Dr. Paulo Cesar Fructuoso…. Porque até a materialização,  de acordo com a mensagem espiritual de Chico Xavier no Brasil … Chico recebeu algo  como dezesseis livros de um médico chamado André Luiz e este médico explicou que,  para a materialização, combinavam-se três tipos de energia: ectoplasma humano,  ectoplasma animal e da natureza e energia telúrica, a energia da terra. Mas a diferença é,  como disse o Robin, a energia espiritual dos membros e a energia espiritual que a equipe  espiritual traz. 

Rene: Você também não precisa de um médium. Você pode desenvolver uma das  pessoas. 

Robin Foy: Você realmente não precisa de um médium. Se você tem um grupo, sua  equipe espiritual acabará desenvolvendo os fenômenos sem necessariamente usar um  médium. Em Scole, tivemos dois médiuns que entravam em transe profundo e, por isso,  fomos capazes de obter as comunicações da equipe espiritual e os conselhos sobre os  quais sempre atuamos. Eles nunca exigiriam nada; como nós mencionamos esta manhã. 

Isso é importante porque, se os espíritos começam a exigir “você faz isso, você faz  aquilo”, nove em cada dez vezes não é o melhor tipo de espírito com o qual você deveria  se envolver ou estar ajudando você. Um membro genuíno da equipe espiritual sempre  aconselha. Eles sugerem, mas nunca exigem que você faça isso ou aquilo. E se o espírito  começar a exigir, você deve questionar se eles são absolutamente genuínos com suas  intenções. No entanto, existem muitas vantagens em trabalhar com Energia, em vez de  trabalhar com ectoplasma. 

Rene: Percebemos em nossas reuniões que há uma melhora na energia com o fato de  rirmos, com o bom humor … 

Robin Foy: Assim é sempre mais fácil. O que eles sugerem é que o humor entra na  equação. E você descobrirá que a equipe espiritual e os espíritos tem um maravilhoso  senso de humor. 

Pozati: Percebemos, na verdade, uma melhora na precisão da comunicação depois que  todos riram. Na última reunião havia um amigo nosso que veio com as janelas do carro  abertas e ele chegou com o cabelo em pé assim. E então todos nós começamos a  brincar, sentamos à mesa e começamos a reunião e nosso amigo disse: “mais alguma  piada sobre o meu cabelo?” e um dos espíritos disse: “evitaremos comentários capilares  hoje” e depois choramos de rir. E então respiramos fundo e ela iniciou uma comunicação  sobre uma situação específica com precisão e todos ficamos emocionados. O fluxo foi  muito bom. 

Robin Foy: Eles, a equipe espiritual, sempre diziam para nós: “trate seus círculos, suas  sessões, basicamente como uma festa”. Todo mundo deve estar feliz e brincando, é  assim que tentamos manter. Eu costumava contar algumas piadas estúpidas (risos). 

Sandra Foy: Não é nenhuma surpresa. 

Robin Foy: Eles costumavam nos dizer que tinham um livro de piadas anti-Robin Foy  (risos). Esse é um dos segredos, você precisa manter as coisas de forma leve. Você não  deve estar pensando em algo mórbido ou desagradável, apenas uma atmosfera de festa  e essa é a melhor maneira para que todos obtenham os melhores resultados. 

Larissa: E construir um ambiente de confiança entre os colegas e a equipe espiritual. 

Robin Foy: É exatamente isso, sim. Normalmente, quando os fenômenos começam em  um grupo, a equipe espiritual se esforça para provar sua natureza genuína aos membros  o círculo e percebemos isso muito cedo porque eles vieram e deram algumas mensagens  pessoais muito evidenciais de coisas diferentes que foram a prova absoluta. Depois disso,  é claro, confiamos neles cem por cento e eles disseram que fizeram isso de propósito  para tentar fazer com que confiássemos neles. E nós dissemos: “confiamos em vocês e  vocês confiam em nós e está tudo bem”. Teríamos feito qualquer coisa por nossa equipe  espiritual, porque eles são muito queridos para nós e, quando Scole terminou foi como  perder toda a nossa família de uma só vez, o que foi uma coisa muito muito triste no final  das contas. 

Pozati: Jane Solomon disse, no final do livro, que a razão que encerrou Scole foi um  portal que poderia alcançar dimensões distantes e isso se tornou perigoso. Como  terminou exatamente? Você ainda tem contato com Diana e Alan?

Robin Foy: Temos contato com eles, mas eles decidiram depois que Scole terminou que  não queriam mais fazer o trabalho, o que foi triste para nós porque queríamos continuar.  Então, enquanto ainda estávamos em Scole tentamos trazer outras pessoas para o grupo,  mas nunca desenvolvemos nada de espetacular. Ocasionalmente, uma das filhas de  Sandra Foy: e nosso neto participavam e quando o faziam algo acontecia. Uma bola de  pingue-pongue, por exemplo, girava em uma tigela ou algo semelhante. Eles tinham  alguns dos fatores certos para obter os fenômenos, mas, como os espíritos vinham nos  dizendo há anos, não era o momento certo. A hora tem que ser exatamente a certa e, de  repente, encontramos a nossa vez e os fenômenos explodem. 

Sandra Foy: Não é quando nós achamos que é a hora. 

Robin Foy: Quanto ao final do experimento Scole, está escrito exatamente com todas as  palavras que nos foram dadas pelos comunicadores naquele meu livro “Testemunhando o  Impossível”. Além disso, as razões para o fechamento foram o fato de que a equipe  espiritual tinha um portal que eles construíram para que as personalidades espirituais  fossem teletransportadas para a sala, mas eles fizeram isso para que o portal funcionasse  por cerca de cinquenta anos à frente de nosso tempo e o que aconteceu foi que eles  fizeram o portal muito grande. Quero dizer, Scole foi um trabalho experimental e a equipe  espiritual cometeu erros até certo ponto, às vezes, como nós. E eles fizeram o portal  muito grande. Então, em vez de se conectar com pessoas que estavam cinquenta anos  no futuro, estava se conectando com pessoas que estavam cento e cinquenta anos no nosso futuro. Isso causou muitos problemas. 

Sandra Foy: Eu não acho que isso era permitido, não é? 

Robin Foy: Não, não era permitido. O que eles disseram foi que a humanidade está  mudando de uma maneira física; nosso DNA está mudando, várias coisas estão mudando  ao longo dos anos. Não teria sido permitido pelas leis do cosmos e é exatamente isso que  eles estavam dizendo. A informação nos foi dada por alguém cento e cinquenta anos em  nosso futuro, porque o que nos foi dito poderia realmente mudar o curso da evolução  humana, por isso não foi permitido continuar. Havia um grupo tentando entrar em contato  conosco. Não havia nada de mal neles ou qualquer coisa, mas eles estavam muito à  frente em nosso futuro e um conselho espiritual disse na época “ok, temos que encerrar  isso”. Também os cristais que tínhamos ao redor da mesa, usados para o trabalho,  começaram a gritar e era um barulho horrível de forma que os dois médiuns não  conseguiam ficar em transe de qualquer maneira, então perdemos o contato com a  equipe espiritual. 

Larissa: Era um barulho estridente? 

Robin Foy: Sim, muito estridente. 

Rene: Este portal que você mencionou, tinha uma duração? Uma duração de tempo? 

Robin Foy: Eu suponho que eles o removiam toda vez que o círculo se encerrava, mas  eram capazes de reconstruí-lo instantaneamente quando voltamos a nos reunir  novamente. 

Rene: Então, em toda reunião era aberto novamente?

Robin Foy: sim. 

Pozati: Mas vocês nunca se reuniram de novo? Vocês quatro? 

Robin Foy: Nós quatro nunca mais nos reunimos. Sandra e eu tentamos, antes de  decidirmos mudar para o exterior, nos reunir com pessoas diferentes e simplesmente não  funcionou; nós nunca conseguimos as pessoas certas. Muitas pessoas presumiram que,  se viessem e se reunissem em Scole, funcionaria mas isso nunca aconteceu. Finalmente,  Sandra Foy: começou a receber essas mensagens em clarividência, dizendo “vocês  precisam ir para a Espanha”. 

Sandra Foy: Primeiro de tudo foi em Norfolk e foi assim que acabamos em Scole. 

Robin Foy: Mas quando fomos para Norfolk, não começamos em Scole. Acho que toda  essa história está no meu primeiro livro. Tudo sobre como realmente fomos às  autoridades de igrejas em vários lugares diferentes perguntando se elas tinham algum  cômodo para alugar, porque pensávamos que se esse cômodo tivesse sido usado para  propósitos espirituais, talvez fosse um bom lugar espiritual para se ter um círculo.  Tentamos por toda parte, na parte leste da Inglaterra, na Ânglia Oriental, Norfolk, Suffolk.  No final, tínhamos desistido mais ou menos e pensei em experimentar Norwich e ver se  eles tinham algum espaço na paroquia para alugar e eles disseram “ah sim, na verdade  temos um”. O aluguel era muito baixo e eles disseram que podíamos alugá-lo por dois  anos, o que fizemos e, depois de dois anos, eles nos disseram que queriam que  comprássemos e naquele momento não queríamos comprar porque ainda tínhamos uma  casa em Londres. Por isso, dissemos “não, não queremos comprar” e também havia uma  rachadura muito grande naquele lugar e custaria muito dinheiro para corrigi-la e, por isso,  dissemos que não. Então, pouco tempo depois, eles disseram: “Bem, receio que  queremos ele de volta agora para outro padre, então você precisa se mudar”. A coisa  mais louca foi que Sandra, mais uma vez, localizou um anúncio em um jornal local não  muito longe de Norwich. 

Sandra Foy: Ele simplesmente saltou aos olhos. 

Robin Foy: O anúncio se destacou como se estivesse em negrito, mas não estava. Ele  dizia “casa de fazenda para alugar”. Eu não sei se eles diziam o número de quartos.  Havia quatro quartos lá. 

Sandra Foy: Sabe quando você vê alguma coisa, e ela se destaca e pega você? Você  pensa “não posso ignorar isso”. Eu tentei, achei estúpido, sabe? Mas eu continuava  voltando a ele: “casa de fazenda para alugar”. 

Robin Foy: [27:45] E eles não diziam onde era. Quem quisesse alugar tinha que escrever  uma carta para um sujeito que possuía uma propriedade, Sir Rupert Mann. Na verdade,  ele possuía cerca de noventa e cinco casas que herdou com o título e não sabíamos onde  ficava esse lugar. Não tínhamos ideia de onde era esse lugar, e tivemos que ir a uma  entrevista com Sir Rupert Mann antes que ele nos dissesse se poderíamos ser inquilinos.  Ele era um esnobe. De qualquer forma, fomos à entrevista e chegamos lá muito cedo, e  ficamos sentados lá por uma boa meia hora, quase uma hora lá fora antes de entrarmos.  Sabíamos que ninguém mais havia estado lá. Ele nos viu e nos entrevistou e depois  disse: “Vou informar se podemos aceitá-lo como inquilino”. Ele disse que estava  entrevistando outras pessoas, mas sabíamos que não porque ninguém apareceu. Então ele disse: “Na verdade, estou interessado em vocês, se gostariam de ver”. E então ele  nos disse onde ficava e na verdade a casa ficava a alguns metros, literalmente, do Scole  Inn, que era uma estalagem muito antiga e um local histórico construído em 1666. Foi o  mesmo ano do grande incêndio de Londres. Fomos vê-lo e não podíamos acreditar em  nossos olhos, porque Sandra e eu meio que tínhamos meio que um hobby de verificar  nossa história familiar então costumávamos ficar por um fim de semana nessas pequenas  pousadas antes de nos mudarmos para Norfolk. Nós já havíamos ficado em Scole e na  época amamos. É uma pousada muito antiga e no inverno há um grande fogo na lareira, a  comida era muito boa lá e ficamos hospedados em um quarto. Era o vigésimo primeiro  aniversário da sua filha! Eles pegaram o melhor quarto porque era o 21º aniversário. Nós  pegamos um quarto ao lado que tinha uma cama de dossel. Mas pela janela a vista era  diretamente para a casa de fazenda e Sandra disse em algum momento: “Oh, não seria  bom ter um lugar assim no interior?”. Então, quando nós fomos levados para essa casa,  era exatamente o lugar que ela disse que seria bom ter. Estava em péssimo estado  quando nos mostraram. Havia rachaduras na parede. Mas por causa disso o aluguel era  baixo. Costumávamos chamar Sir Rupert Mann de Sr. Dez por Cento porque todo ano o  aluguel subia dez por cento, e nós ficamos lá por quinze anos. Era uma casa muito bonita  e tinha dois porões. Então, se houvesse uma inundação por perto, e às vezes havia nessa  área, nunca inundaria os porões. Então, eles eram perfeitos para o trabalho que  precisávamos fazer lá. 

Sandra Foy: Sir Rupert apareceu uma vez em sua inspeção anual, quando o aluguel  aumentava. Ele olhou para o porão e disse: “oh, vocês reformaram aqui”. 

Robin Foy: E então ele disse: “Sabe, se você está pensando em reformar o outro porão,  eu posso fazer por você”. E ele fez! Por isso, usamos o segundo porão como uma espécie  de sala de chá, para que as pessoas que se reunissem conosco em Scole, e nós levávamos grupos normalmente de dez pessoas, fizessem depois uma pequena refeição no outro porão. Funcionava muito bem, não? 

Rene: Quando você trazia pequenos grupos para as reuniões com vocês, isso não  interferia na energia? 

Robin Foy: Não, de jeito nenhum. Os espíritos também usam a energia trazida com os  grupos. Tivemos algumas sessões muito boas com os seminários que realizamos e  também fomos capazes de ir ao exterior fazer demonstrações. Fomos à Califórnia por  cerca de três semanas e fizemos várias sessões em Los Angeles, em São Francisco e  esse tipo de região e elas foram extremamente boas. As pessoas vinham para a sessões  conosco e tínhamos uma energia muito boa com elas, e os americanos adoram aplaudir e  passavam o tempo todo batendo palmas e dizendo “uau!!”. 

Pozati: Havia uma pré-seleção para esses grupos? 

Robin Foy: O camarada que nos hospedava era um médium inglês que se mudou para  os Estados Unidos chamado Brian Herst. Ele realmente deixou sua garagem totalmente  escura especialmente para que pudéssemos fazer sessões lá. Tivemos algumas sessões  muito boas lá, conhecemos algumas pessoas muito legais. Algumas estrelas de cinema  antigo. Uma delas esteve no filme “Showboat“, dos anos 40 em que ela era uma cantora.  Ela tinha mais ou menos 80 anos quando nos conhecemos, mas sua irmã se materializou  completamente e a beijou nos lábios.

Pozati: Eu acho que isso está registrado no documentário, não é? Essas sessões em Los  Angeles. 

Robin Foy: Sim, acho que Brian Herst está lá. 

Rene: Nessas sessões você já teve algum intruso? Quero dizer, intrusos espirituais? 

Robin Foy: Nunca tivemos em quarenta anos que estive envolvido. Nesses quarenta e  seis anos agora, durante todo esse tempo nunca houve nada de ruim em nenhum dos  círculos e sessões em que estivemos. E as sessões em Scole chegaram a mais de mil  horas de fenômenos e sessões. Nunca naquele tempo tivemos algo ruim. Já tivemos  alguém fazendo algo bobo. Quando estávamos tentando formar um círculo novamente,  depois do círculo de Romford, nos casamos e então tínhamos nossa própria casa lá.  Estávamos fazendo um círculo lá, e tínhamos alguns tipos bastante estranhos que se  reuniam conosco de vez em quando. Nós nunca realmente conseguimos as pessoas  certas naquele momento, mas, novamente, a nossa equipe espiritual nos dizia em Scole:  “tem que ser no momento certo. Precisa ser”. Scole foi bastante único. 

Pozati: Mas nunca nada de ruim aconteceu? 

Robin Foy: Nunca nada, sabe? Nada mesmo. Tudo o que sentíamos quando estávamos  sentados em qualquer uma dessas salas em qualquer um dos círculos era amor e era tão  poderoso que você podia sentir quase como se houvesse uma parede lá. Uma a parede  de amor o tempo todo e ao redor de nós. 

Pozati: Você já teve que lidar com alguma, como posso dizer, reação histérica ou  pessoas que se emocionam demais? 

Robin Foy: Já tivemos algumas vezes e costumávamos ter que lidar quando dávamos  um seminário em Scole e às vezes na SPR (Society for Psychical Research) – havia três  pessoas da SPR que se reuniam conosco regularmente – esses caras queriam trazer um  de seus colegas da SPR e alguns desses colegas eram muito céticos em relação a tudo.  Havia uma mulher que era um membro antigo da SPR que não conseguia ficar no escuro  e, consequentemente, ela não conseguia participar das sessões, dissemos: “desculpe, se  você não pode sentar no escuro, não pode ficar na reunião”. E também quando dávamos  um seminário, se havia dez pessoas fazíamos questão de fazer uma espécie de ensaio.  Apagamos as luzes com todo mundo lá e dizíamos “você está bem com essas  condições?” e ocasionalmente alguém dizia “não”, e dizíamos “ok, desculpe, mas você  não pode se participar”. Porque se alguém tem medo, ele realmente bloqueia os  fenômenos e, portanto, bons fenômenos estão acontecendo e alguém fica com medo,  então a equipe espiritual não pode continuar com os fenômenos. 

Sandra Foy: Bem, nós rimos muito, não é? 

Robin Foy: Ah, com certeza! Muitas risadas. 

Alicia: As pessoas não têm medo porque sentem muito amor. Então, quando eles vêem  as coisas, já estão cercados pelo amor. 

Sandra Foy: Tentamos acolher os novatos, para que as pessoas experientes não  perdessem nada que fosse acontecer.

Robin Foy: A equipe espiritual disse que quando estávamos iniciando esses seminários:  “ok, agora você tem muitas pessoas que vêm e participaram do primeiro seminário e  demonstramos coisas diferentes para eles. Agora vocês podem começar a atrair pessoas  para um segundo seminário, porque se elas vierem aqui para um segundo seminário,  conseguirão ver muito mais, pois já estiveram aqui antes”. Então começamos a fazer isso  com algumas pessoas que vieram para um segundo seminário e funcionou muito bem. 

Rene: Se você recebe um médium não treinado, que não tem muita experiência em lidar  com os espíritos, com o transe. Talvez ele pudesse ter uma reação histérica. 

Robin Foy: Ok, isso é possível. Mas nunca chegamos a esse ponto. Saberíamos como  lidar com isso se acontecesse. Nós dois tivemos muita experiência ao longo dos anos  para lidar com isso sem que ninguém se machucasse. 

Sandra Foy: Tínhamos alguns participantes deslocados que estavam um pouco  nervosos, então dizíamos: “vem, sente-se aqui”. Nós apenas conversávamos com eles e  eles ficavam bem. Quero dizer, geralmente podemos identificar as pessoas que terão  reações histéricas. 

Pozati: Ah, espera até você vir ao Brasil. O que vimos é que existem muitas pessoas que  não estão integradas consigo mesmas e a mediunidade se torna um problema porque é  uma coisa natural. 

Robin Foy: É uma coisa natural e todo mundo realmente tem que tratá-la como natural.  Se alguém, algum de nossos participantes, entrasse em transe ou uma canalização  durante nossas sessões, saberemos como lidar com isso e trazê-los de volta sem que  eles sejam um problema para si mesmos. 

Rene: No Brasil é muito comum. Há uma cultura em torno do espiritismo e da umbanda,  por isso é muito comum ter médiuns em sua família. Na Europa, acho que as pessoas são  um pouco mais céticas e religiosas. No Brasil também há muita religião, mas existem  médiuns aparecendo por toda parte. 

Robin Foy: Sim, está certo. Quero dizer, existem médiuns na aqui Espanha, espanhóis.  Você não ouve falar deles com muita frequência. Mas alguns médiuns se desenvolveram  por aqui e uma das pessoas no conselho do comitê da SCIP (Sociedad Científica de  Investigación Psíquica), Maria, é a única que sabe falar inglês bem. Ela estava atuando  como nossa tradutora, mas ela também é uma médium espanhola. Ela está trabalhando  com a SCIP e eles estão tentando levar o conhecimento da vida após a morte a todos na  Espanha. Então, de certa forma, vamos acabar sobrepondo alguns dos profundos e  religiosos pontos de vista daqui. É claro que, por serem católicos, eles gostam mais do  lado religioso do que os que são apenas anglicanos. 

Sandra Foy: Eu acho que muitas pessoas mais jovens estão procurando um pouco mais  do que o que a igreja está oferecendo. 

Robin Foy: [42:51] E isso é uma coisa boa. É por isso que, até certo ponto, todas essas  organizações estão sendo reunidas. Somos um centro aqui, e agora vocês vieram nos  visitar, o que é fantástico, adoramos tê-los aqui.

Pozati: Vocês não podem imaginar como estamos empolgados. Vocês são como os  Rolling Stones para nós, só que nesse caso as “pedras” são multidimensionais, são  aportes (risos).  

Larissa: Sim, estamos viajando para Portugal, mas fizemos um desvio para vir aqui. Sandra Foy: Vocês vão fazer alguma coisa em Portugal? 

Pozati: Vamos a uma conferência na próxima semana: “Unispirit”. Um congresso sobre  medicina, saúde, espiritualidade. 

Robin Foy: Ah sim, excelente. Então, quando vocês realmente deixam o hotel? amanhã à  tarde? 

Pozati: quinta-feira. 

Robin Foy: Tudo bem. Faço muito trabalho no computador e, por causa da Fundação,  enviamos normalmente um boletim a cada dois meses para que todos os membros  saibam o que está acontecendo, como está progredindo e como está sendo realizada a  captação de recursos. Ainda não anda muito bem, precisamos conseguir muito mais. Mas conseguimos levantar cerca de 28 mil euros do nada e, portanto, estamos chegando ao  que precisamos. Esperamos que o filme seja interessante e nos permita comprar o local. 

Larissa: Sobre o humor e a saúde mental, psicológica… vocês tem casais dentro de um  grupo, problemas pessoais, às vezes um de seus entes queridos está doente … Então,  tudo interfere no nosso padrão de energia. Como lidar com isso? 

Robin Foy: Temos que lidar com isso o tempo todo. De fato, nas últimas duas semanas,  tivemos que nos livrar dos dois participantes de nosso círculo. Eles são muito bons  amigos e nós os amamos muito, mas eles não são apaixonados pelo trabalho e não são  dedicados o suficiente para se comprometerem com duas sessões por semana, todas as  semanas. Sandra e eu nos reunimos três vezes por semana. 

Sandra Foy: Mas não esperamos que as pessoas façam isso. 

Robin Foy: [46:20] Sim, normalmente nos reunimos às terças e sextas e domingos, mas  em qualquer caso, precisa realmente esperar quarenta e oito horas entre uma sessão e  outra antes de se reunir novamente, para que sua energia possa ser reabastecida.  Quando nossos amigos alemães chegam, é muito divertido, porque o que normalmente  fazemos durante todo o tempo em que eles estão aqui é um dia nos reunimos usando  nosso formato, com nossa música de fundo e … muitas e muitas luzes. Recebemos cerca  de oitenta luzes espirituais bastante espetaculares durante qualquer uma de nossas  sessões e, no dia seguinte, usamos o formato de reunião deles. Eventualmente, quando  tivermos a propriedade em Antequera, sabemos que Uwe e Beate também estarão lá  conosco. Haverá um grupo de quatro pessoas, acho que será assim quando chegarmos  lá. Haverá eles e nós e estaremos como em Scole. 

Sandra Foy: Eu não sei, acho que pode haver dois grupos. 

Robin Foy: Bem, pode haver … não sabemos, temos que esperar para ver, mas quero  dizer que acho que a intenção provavelmente é que faremos algumas sessões juntos.

Pozati: Durante o experimento Scole… vocês são um casal. Diana e Alan também são um  casal. Impostos, contas, crises no casamento, emoções …e então vocês vêm para a  sessão juntos! (risos) 

Robin Foy: O que você precisa fazer é livrar a sua mente dos problemas diários. Você  nem sempre vai conseguir fazer isso, mas na maioria das vezes consegue. Se você ou  alguém do grupo está passando por problemas graves mentalmente ou financeiramente  ou o que quer que seja, em as vezes é melhor se dar um tempo e não participar das  sessões experimentais até as coisas estejam melhores. Temos o problema dos casais,  por exemplo, como eu disse, tivemos que nos livrar de um casal. Eles são ótimos amigos  e nós permaneceremos amigos deles, mas o fato é que, se eles não puderam se  comprometer constantemente com duas sessões por semana toda semana. De uma hora  para a outra anunciavam “nós vamos sair de férias neste fim de semana, então não  podemos fazer a sessão nesta sexta-feira ”,“ estamos fazendo tal coisa nesta semana”,  “um está resfriado, então nenhum dos dois irá”… eles são pessoas legais, mas  simplesmente eram .. a palavra que eu acho mais importante é que eles não eram  apaixonados por isso e você realmente precisa ser apaixonado. 

Rene: Vocês como grupo decidiram isso? Não foram os espíritos que disseram para você  se livrar dessas pessoas? 

Sandra Foy: É um sentimento! 

Robin Foy: Se por exemplo, seu grupo não está funcionando como deveria ou o  desenvolvimento está mais lento do que deveria, descubra o motivo. Quando as mesmas  pessoas não estão se reunindo regularmente não vai funcionar. Você precisa ter o  máximo de sessões possível com as mesmas pessoas do grupo principal. Se alguém vai  tirar as férias anuais, obviamente está tudo bem com isso. Se alguém está doente, e  obviamente está tudo bem com isso, você realmente não pode fazer nada. Mas caso  contrário, espera-se que as pessoas estejam lá em todas as reuniões, toda semana. No  nosso caso, precisamos que os outros membros participem duas vezes por semana. A  terceira sessão é apenas para Sandra e eu no domingo. Nosso desenvolvimento continua  e estamos avançando, mas realmente precisamos encontrar duas pessoas para o grupo e  que sejam apaixonadas por ele. 

Rene: Quais são as condições que você tem para o grupo? 

Robin Foy: Bem, em verdade, as únicas condições são que estejamos em harmonia com  o grupo e isso é importante porque você não pode ter alguém que você não gosta no  grupo. Se for assim, pode esquecer. Você só precisa estar em harmonia com todo mundo  do seu grupo. Outra coisa é que você precisa colocar os outros assuntos de lado, …  “temos problemas acontecendo”, “O que vou fazer com o aluguel esta semana?”, você  realmente tem que tentar colocar essas coisas de lado enquanto está fazendo a reunião.  Aprendemos a fazer isso, treinamos a nós mesmos. 

Pozati: Mas falando diretamente, por exemplo…. não é o meu caso, mas um amigo meu  tem uma discussão com a esposa e eles não estão se dando muito bem e passam o dia  inteiro juntos, trabalham juntos … (risos) 

Robin Foy: É difícil entre marido e mulher. Então, idealmente, essas duas pessoas que  são esposa e marido juntos num círculo tem que se colocar nessa situação de estarem totalmente em harmonia e totalmente desapegados dos problemas e apenas pensar  “Espíritos, vamos lá. Vamos fazer essa sessão”. Cada sessão é um experimento  diferente. Você não pode garantir nenhum resultado em nenhuma sessão, tudo depende  da equipe espiritual. Se você tem duas pessoas reunidas em harmonia e outras duas  também em harmonia, isso é absolutamente fantástico. É assim que Diana e Alan eram  na maior parte do tempo mais, Sandra e eu sempre fomos e Beate e Uwe são. Eles são  absolutamente as pessoas mais adoráveis. Vocês adorariam conhecê-los. Pena que  vocês não estarão aqui na semana que vem.  

Rene: Nos mande uma foto! 

Robin Foy: Eles estarão por perto quando tivermos o local em Antequera. Eles estão  planejando se mudar pra cá no ano que vem. Há algo muito especial nessa área e você  consegue sentir isso quando está na cidade. Tem muita história.  

Rene: Sobre o comportamento pessoal dos membros e sua relação com as sessões…  

Robin Foy: Não há nada que você realmente precise saber para a sessão além do fato  de manter um comportamento harmônico. Em outras palavras, você não deve falar sobre  assuntos controversos e nem iniciar uma discussão com alguém do grupo durante a  sessão. Certifique-se de manter-se em total harmonia. 

Pozati: Estar completamente focado na reunião. 

Alicia: Eu sinto que vocês também não tem problemas para dizer “oh não, obrigado, não  vamos mais fazer sessões com você”. 

Robin Foy: Como nossos dois amigos, que meio que deixaram o grupo … Tentamos  manter nossa amizade com eles, então evitamos qualquer assunto controverso depois  que eles deixaram o grupo. 

Pozati: Talvez o segredo esteja em ser direto e honesto. 

Robin Foy: Você realmente tem que ser honesto. É por isso que sempre dizemos que  quando alguém se junta ao grupo damos a essa pessoa um período experimental,  digamos seis semanas, para que você tenha uma boa oportunidade de observá-la em  sessões experimentais. 

Sandra Foy: Vocês estão tendo problemas com alguém do seu grupo? 

Pozati: A questão é que o Círculo é uma plataforma online de conteúdo baseado em  assinatura. O tipo de conteúdo é sobre ciência, filosofia, espiritualidade, exoconsciência.  Hoje, temos cerca de trezentos e cinquenta membros no Brasil e no mundo que se  inscrevem para recebê-lo. Há um grupo mais próximo de nós que é voluntário em  eventos, participa de oficinas de mediunidade, reuniões espirituais e retiros. Esse grupo  de voluntários, cada uma dessas pessoas que veio ao movimento, tem um estado de  espírito, histórico emocional e estado psicológico diferentes. Estamos aprendendo a lidar  com todo mundo. Por exemplo, no retiro tivemos quarenta pessoas. Nosso grupo mais  próximo tem a capacidade de lidar um com o outro em harmonia. Por exemplo, eu e  Priscila, Larissa e Rene, passamos quase um ano apenas nos conhecendo, nos  divertindo e nos vendo antes da primeira sessão. E quando nos reunimos, é como uma  festa.

Larissa: Mas com os novos membros, o movimento está se expandindo e todo mundo  quer experienciar a mediunidade, alguns estudam muito, outros são mais guiados pela  intuição do tipo “é isso é que eu sinto que devo fazer” .. 

Robin Foy: Acho que o que realmente devemos fazer é restringir a participação em seu  círculo a um núcleo interno. Agora, se você tem cinco pessoas no grupo, é por aí mesmo. Geralmente dizemos que entre quatro e seis é um bom número. Quando você tem outras  pessoas entrando no movimento e que realmente querem aprender, a melhor coisa que  você pode fazer é começar com o guia básico. Faça com que elas o leiam e formem seu  próprio círculo. As pessoas que forem entrando para a organização podem fazer outros  grupos dentro da organização. É melhor fazer isso do que tentar expandir o círculo. Tem  um médium muito famoso, que é um médium de efeitos físicos no Reino Unido, Gordon  Higginson. Quando ele começou a se desenvolver para a mediunidade física, ele  costumava ter quarenta pessoas em suas sessões. Isso não está certo, porque você tem  muitas pessoas em um grupo como esse que podem estar desequilibradas, que podem  ter sofrido um acidente de carro, que podem ter sido parados por um policial… todo o tipo  de coisas pode ter acontecido. Você tem uma chance muito maior de algo desagradável  ter acontecido com alguém se você tiver quarenta pessoas. Mas se você tem cinco  pessoas que se reúnem regularmente, vocês se conhecem bem e podem rir disso … “Ah,  eu acabei de ser multado ou tive um problema com isso ou com isso”. Vocês podem rir  disso. Mas é melhor espalhar o conhecimento por outros grupos e sugerir que eles  comecem talvez com três pessoas ou quatro pessoas e vejam como eles se saem. 

Larissa: Ok … espalhar o conhecimento. 

Pozati: Espalhar o conhecimento e não traga os doidinhos para dentro do grupo. Sinto  que essa é a necessidade que temos agora. Pessoas auto-reguláveis. Porque se as  pessoas estão muito animadas para entrar nos seus círculos é uma espécie de nova  versão da antiga religião. Nós não somos Meca, você pode fazer isso sozinho. Leia o guia  básico, estude e faça-o. 

Larissa: Nós temos também um projeto que visa fazer experimentos de efeito físico e  pesquisar de uma maneira muito mais científica. Queremos esse rigor. Esse controle  estrito das condições. 

Robin Foy: Bem, está certo, e você tem uma pesquisa de TCI (transcomunicação  instrumental) muito famosa, Sonia Rinaldi. Vocês a conhecem? Eu já a conheci antes,  mas ela está conseguindo coisas fantásticas agora. Ela tem uma comunicação usando  uma televisão com vozes do rádio ao mesmo tempo. Ela realmente tinha… qual o nome  do cara com as bobinas? Tesla! Na verdade, foi no Facebook, onde ela fez um  experimento com Tesla, que está trabalhando com ela … ela disse a ele: “você pode se  mostrar na televisão e falar comigo ao mesmo tempo?” E ele disse “sim, eu farei isso” e,  na verdade, acho que já vi a gravação disso no YouTube. Tesla está na televisão se  mostrando e, ao mesmo tempo, está falando por rádio com Sonia. Sua pesquisa está em  andamento desde que me lembro. Eu a encontrei nos anos setenta. Ela é excelente com  esse tipo de mediunidade, mas o que estou tentando enfatizar é que você está falando de  um ramo diferente da sua organização. Você pode fazer isso, uma espécie de ramo da  organização para as pessoas fazerem experimentos com TCI e isso obviamente iria ser muito bom. Você pode até convencer Sonia a vir e ajudá-los. Não sei onde ela mora no Brasil. 

Pozati: Ela mora em São Paulo. Ela trabalhava com o Dr. Euvaldo Cabral, que era  pesquisador do Instituto de Ciências Noéticas nos Estados Unidos. O Dr. Euvaldo  desenvolveu … talvez ele tenha algo como duzentos tipos diferentes de equipamentos  para comunicação com a transrealidade. Ele chama isso de comunicação transrealidade e  não transcomunicação porque costumava dizer: “não há nada além da comunicação. É  comunicação, mas através de realidades”. Lembro que Euvaldo me disse que o Instituto  de Ciências Noéticas financiou o trabalho de Sonia por um tempo. Nós o convidamos para  uma sessão em Belo Horizonte, no grupo do Luis Marotta e ele fez algumas experiências  com um gravador. Foi realmente incrível, porque foi a primeira vez que o grupo do Luis e o nosso grupo ouviram as vozes. A primeira voz disse “somos espíritos”. Foi realmente  tradicional e simbólico, porque foi a primeira comunicação que Allan Kardec recebeu no  passado na França. Luis é muito conectado com a escola de Kardec, ele ama Kardec, e a  primeira mensagem era a mesma: “somos espíritos”, então Luis se emocionou bastante. 

Priscila: Você conhece Danielle Goulart? 

Sandra Foy: Não, nós não o conhecemos. 

Priscila: Ele é italiano. Ele usa o mesmo tipo de comunicação que Sonia. 

Pozati: Sim, mas Danielle Goulart usa uma máquina para tirar fotos das energias. É algo  como Kirlian, mas mais desenvolvido. Danielle foi à clínica do Dr. Sergio Felipe em São  Paulo. Sergio usa saúde e espiritualidade de uma maneira muito genial, porque o que  está acontecendo é que a maioria das doenças mentais é causada por uma mediunidade  não regulada. Então, Sergio usa o medicamento e inicia o desenvolvimento mediúnico.  Quando o medicamento começa a gerar efeitos colaterais, ele reduz a dose do medicamento, a mediunidade aparece e a pessoa melhora. Neste trabalho, eles reúnem  os pacientes para fazer trabalhos espirituais, como transferência de energia, rodas de  partilha, coisas assim. Danielle Goulart foi convidado para filmar e fazer fotos disso. É  realmente interessante porque a máquina fornece as cores das energias. Há um espectro  de interpretação, cores mais frias significam menos energia, menos vibração. Cores  quentes são energias com maior vibração. E você pode comparar as pessoas antes de  receber energia e depois de receber energia e vê a diferença, você vê a energia fluindo  do cão de Sergio nas fotos, seres diferentes, formas que aparece nas fotos, coisas  realmente interessantes. Eles fazem a transferência de energia em duplas e escolhem o nome das pessoas. Eles têm um recipiente com todos os nomes dos pacientes escritos  em pedaços de papel. O paciente pega um para selecionar a pessoa que receberá a  energia dele. Parece por acaso. Mas ele registrou o momento em que o médium coloca a  mão dentro do copo e pega o papel e a imagem é um borrão, uma confusão. 

Larissa: Então … quando falamos em produzir fenômenos físicos, eles são espontâneos.  Eu tenho muitos problemas com a parte do “espontâneo”, porque estamos tentando  replicar, repetir, validar cientificamente algumas das coisas que estamos fazendo. Mas o  problema com coisas espontâneas é que você não pode reproduzi-las. 

Robin Foy: Não. Eles são únicos. Eu acho que você precisa manter uma conversa com a  equipe espiritual. Você realmente precisa ocasionalmente dizer “olha, nós precisamos ter algo consistente”. Então você pode realmente fazer isso e eles vão ouvir você se você  pedir por algo que pode ser validado e um artigo pode ser escrito sobre isso. 

Alicia: Não é espontâneo, é sobre co-criação. 

1:12:18 Robin Foy: É assim que funciona e, é claro, eles decidem quais serão os  fenômenos aqui ou ali e, às vezes, em Scole, víamos que uma parte ou parte dos  fenômenos acontecia, mas apenas por um breve período. Um mês, dois meses e depois  eles passam a fazer outra coisa. Eles estão constantemente seguindo em frente. 

Larissa: Vocês tiveram períodos experimentando com um tipo de fenômeno e depois  passaram para uma nova fase? 

Robin Foy: Sim. Eles estavam nos usando, quero dizer, nós apreciamos bastante isso.  Estávamos muito felizes em fazer isso. Então eles estavam nos usando para seus  experimentos. 

Pozati: Na verdade, a parte que você podia controlar era sua presença, sua persistência,  seu compromisso, mas o fenômeno em si que você não podia controlar. 

Robin Foy: Não podíamos controlar, mas eles podem repetir os fenômenos. Por  exemplo, Sandra e eu fizemos sessões aqui a maior parte do tempo em que moramos  aqui, por treze anos. Fizemos sessões aqui a maior parte dos doze anos, sem parar, sem  parar e continuamos, mas apenas nos últimos dois anos que, de repente, do nada, os  fenômenos realmente começaram a acontecer e começamos a obter essas luzes  espetaculares e toda vez que nos reunimos agora, mesmo nós dois, temos luzes  espirituais espetaculares como uma luz piscando do teto ou às vezes algo diferente. 

Pozati: Vamos ouvir sobre os fenômenos. 

Robin Foy: Eu ia falar sobre os fenômenos. Essa agenda de horários já foi pro espaço. 

Pozati: Temos que passar um mês com vocês para cumprir este programa por causa de  todas as nossas perguntas. (risos) 

Rene: Sobre essa última parte do programa…. 

Robin Foy: Esse é basicamente o guia básico, na verdade. Vocês já sabem muito sobre  isso, porque já leram o guia básico várias vezes. 

Rene: E o guia é dos anos 90. Alguma coisa mudou? 

Robin Foy: Não. É … foi durante as sessões de Scole, e foi literalmente ditado por nós  pela nossa equipe espiritual, para que ainda se aplique. 

Pozati: Você ainda usa fitas ou substituiu pelo MP3 player, por exemplo. 

Robin Foy: Oh, não fazemos mais isso, mudamos para o digital. Temos um CD player e  um boombox e colocamos um MP3 player nele. 

Pozati: Você cobre as luzes do CD player? 

Robin Foy: [1:17:12] Na verdade, há apenas uma pequena luz vermelha no player, e eu  também coloquei três pequenos adesivos luminosos nos botões que preciso saber. 

Também temos quatro pequenas abas luminosas na mesa central que, novamente, deve  ser uma mesa circular e tentamos mantê-las ao norte sul, leste e oeste. Na verdade,  costumávamos usar uma bússola em Scole, para ajustar a mesa sempre que nos  reuníamos. 

Pozati: Você já teve experiências com uma pirâmide? 

Robin Foy: Bem, nós já estivemos na grande pirâmide do Egito, Gizé, sim. Você quer  dizer se tivemos sessões em uma pirâmide? 

Pozati: Não, quero dizer, usando um objeto com as proporções da grande pirâmide, se  você tiver uma pirâmide de aço ou madeira na mesa. 

Robin Foy: Não, nós não fizemos isso. Seria interessante ver os resultados. 

Pozati: Se você colocar uma das faces das pirâmides ao norte naturalmente, em 20  minutos, ela começará a canalizar energia cósmica para dentro e fortemente na área  onde originalmente era o terço médio da câmara do rei. Eu fiz um pequeno experimento com tomates. Pensei: “qual é a primeira coisa que fica ruim na minha geladeira?” Tomate.  Então eu peguei um e coloquei dentro da pirâmide e deixo. Depois de uma semana no  meu escritório, estaria cheirando, mas não. A energia interage com o objeto que você coloca dentro, e o tomate simplesmente secou. Como uma uva passa. Tentamos com  carne, tentamos com tudo. Coloquei uma muda de feijão fora e outra dentro. A planta de  dentro da pirâmide cresceu trinta e cinco por cento mais rápido que o feijão lá fora. Então  existe uma energia. Deixamos a pirâmide em cima da mesa antes da reunião, apenas  recarregando. Mas vamos ouvir agora sobre o fenômeno Scole, aportes, luzes espirituais. 

Robin Foy: Esse foi realmente o primeiro fenômeno que tivemos, as luzes espirituais.  Quero dizer, o primeiro foi um aporte. Recebemos esse aporte, uma coroa de Churchill e  que foi uma das grandes coisas por vir. É a maior moeda que está aí na caixa. Já este  aqui foi aportado e não foram feitos muitos deles. Esse sujeito, como ele se chama? O tio  da rainha, tio Dickie … Mountbatten. Na verdade, ele morreu numa explosão em um  barco. Ele era o tio da rainha e ele foi explodido em um barco nos arredores da Irlanda  pelo IRA, e estas moedas aqui foram cunhadas pelo lugar em que ele morava em  comemoração à sua morte. Existem apenas algumas delas. Mas este foi realmente  incluído no nosso grupo pelo motivo de que temos conhecimento de trabalhar com  Mountbatten, sabemos que ele está por aí. 

Pozati: [00:05:28] Se você diz. 

Larissa: [00:05:33] Cuidado, não vai quebrar as coisas das pessoas. 

Pozati: [00:05:40] Okay! Na verdade, é um objeto normal, nada de especial além do fato,  é claro, de ser um aporte. 

Robin Foy: [00:05:47] Bem, é isso mesmo, mas é importante para nós porque estivemos  envolvidos com isso há muitos anos. 

Pozati: [00:05:59] Isso aqui é só para eu sacanear o Luis. “Olha, segurei a Churchill  Crown na minha mão!”

Robin Foy: [00:06:10] Mas claro, Churchill está conosco há muitos, muitos anos.  Portanto, foi significativo. E esse primeiro aporte em Scole foi uma coroa de Churchill. 

Pozati: [00:06:17] Quero dizer, existe um valor emocional nisso. 

Robin Foy: [00:06:37] Temos todos os tipos de coisas. Existem apenas alguns aqui. O  lenço com o H, achamos que era na verdade de Helen Duncan. 

Larissa: [00:07:00] Você acha ou ela disse “é meu”? 

Robin Foy: [00:07:04] Sim, quero dizer, ela é outra dos que trabalhou conosco porque  muitas pessoas que foram médiuns físicos no passado ainda se interessam por isso  quando passam para o mundo espiritual. E então eles ficam felizes em trabalhar com  grupos que estão desenvolvendo e demonstrando fenômenos físicos. 

Robin Foy: [00:07:42] Isso foi um aporte durante uma de nossas sessões. Ele segura um  bastão que queima. Um bastão de incenso. É bem antigo. Acho que é indiano de origem.  E houve uma sessão especial onde esse aporte foi recebido antes da sessão. E durante a  

própria sessão recebemos o bastão de incenso que estava queimando, mas deveria ter  sido colocado naquela base e não foi. 

Larissa: [00:08:19] Estava queimando no momento? 

Robin Foy: [00:08:20] Sim, quando chegou como um aporte, estava queimando, sim. 

Larissa: [00:08:24] Muito bom. Algum dos seus aportes já apareceram em uma sessão e  depois desapareceram? 

Robin Foy: [00:08:38] Tivemos um ou dois que sim. Sim. Nem todos, mas alguns o  fizeram. E se ele desaparecer novamente, isso é conhecido como um asport, em vez de  um apport

Larissa: [00:09:06] Alguém já afirmou ser o dono de um de seus aportes? 

Robin Foy: [00:09:13] Não, fomos informados de que nenhum deles foi roubado. A  maioria deles realmente pertence à pessoa que os trouxe no passado ou foram  abandonados. Algumas vezes vêm do fundo do oceano ou, você sabe, de todos os tipos de coisas. Eles podem ser perdidos em algum lugar ao longo da vida e, em seguida, são  distribuídos. 

Larissa: [00:09:51] Normalmente eles são aportados direto para a mesa, sobre a mesa? 

Robin Foy: [00:09:56] Sim, geralmente eles são trazidos no meio de uma reunião para  cima da mesa e até mesmo pequenos aportes, muito pequenos que você acha que não  são muito pesados, podem fazer um som bang! Assim, como um tijolo caindo sobre a  mesa. Sim, já tivemos vários cristais e drusas de cristais bastante pesados. Um deles caiu  no meu pé uma vez e fez um hematoma. 

Pozati: [00:10:25] Mas nunca dentro da cúpula? 

Robin Foy: [00:10:30] Não, nunca recebemos aportes dentro da cúpula. Mas o que temos  dentro da cúpula são nossas luzes espirituais que parecem ser um cristal. Eles  experimentaram todos os tipos de luzes espirituais diferentes na cúpula por algum tempo. 

E o primeiro que eles experimentaram foi uma espécie de luz espiritual branca e azulada.  E então eles passaram para o vermelho. Então, na foto do meu livro, aqui está a foto real.  Eu tirei isso com uma câmera de 35 mm e era na verdade uma luz espiritual vermelha  irradiando para fora da cúpula. Eles experimentaram com isso e então eles começaram  com o verde. E quando eles chegaram ao verde, parecia haver este cristal no fundo. E  não era real, na verdade não era, mas parecia ser um cristal e emitia luz. Tivemos uma  que durou até quase três horas. A luz durou quase três horas na cúpula. Isso foi dentro da  cúpula. Mas já tivemos luzes espirituais espalhadas por toda a sala. Algumas das  primeiras que obtivemos eram pequenas luzes espirituais que dispararam do centro da  mesa uma de cada vez, cerca de 30 luzes. E então logo depois as 30 luzes disparavam  de volta para a mesa desaparecendo. Mas algumas delas entravam na superfície da  mesa sem fazer qualquer barulho e algumas faziam um pequeno clique, como se  estivessem realmente batendo em alguma coisa. 

Rene: [00:12:06] Você acha que a equipe espiritual também está fazendo experimentos  ou está apenas nos ensinando? 

Robin Foy: [00:12:24] Eles estão constantemente experimentando. Nossas luzes  espirituais, no final, eles desenvolveram uma para realizar curas. Começaram me usando  como cobaia e a luz espiritual entrou em meu corpo na direção do meu peito. Bum! Assim,  sabe? E eu podia senti-la como uma pequena borboleta se movendo dentro de mim. E  então, dois minutos, três minutos depois, ela disparou para fora pelo meu braço. Esse foi  um efeito de cura. 

Robin Foy: [00:12:58] Quando estávamos fazendo uma manifestação na Califórnia,  algumas pessoas lá que tinham problemas de saúde muito graves e que foram curados.  Havia uma senhora chamada Tricia Loar. Ela e o marido tinham um círculo nos Estados  Unidos, mas durante anos ela teve problemas nos joelhos e mal conseguia andar. Seus joelhos doíam muito. E na primeira vez que ela veio e se reuniu conosco, uma luz  espiritual entrou em seu joelho, permaneceu lá por cerca de dois minutos e então  disparou novamente. Depois da sessão, ela não sentiu absolutamente nenhuma dor  naquele joelho. Tanto que ela voltou na semana seguinte para uma nova sessão. E dessa  vez a luz espiritual foi em seu outro joelho e dois minutos depois disparou para fora. E  isso aconteceu em 1997. Até hoje ela não tem mais dores nos joelhos. Então eles  estavam realmente fazendo um bom trabalho. 

Rene: [00:14:03] Esse foi um experimento da equipe espiritual. Foi como um teste, eles  estavam testando essa luz por exemplo? 

Robin Foy: [00:14:12] Isso mesmo, sim. Então, eles experimentam de muitas maneiras  diferentes, e quanto mais você estiver disposto a permitir que eles experimentem, mais  eles o farão. 

Rene: [00:14:31] Porque nós temos relatos, casos, Larissa tem alguns, sobre a percepção  de cientistas. Dentro do nosso quarto, por exemplo, fazendo anotações. Ou enquanto  fazemos uma sessão, vestindo jalecos. E mesmo durante as nossas sessões de  prancheta, às vezes sentimos que as piadas são artificiais. Como se elas viessem na hora  certa para então rirmos e aumentar a energia. 

Robin Foy: [00:15:08] Oh, isso mesmo. Eles fazem isso de propósito.

Rene: [00:15:13] Eles são engraçados mesmo. 

Pozati: [00:15:22] Você já teve contato com Montague Keen após sua morte? 

Robin Foy: [00:15:31] Com Montague Keen depois que ele faleceu? Sim, já fizemos.  Fomos convidados para uma sessão com David Thompson, médium de materialização física. Ele morou na Austrália. Ele agora mora na Nova Zelândia. Acredito que ele seja um  agente carcerário. Mas ele estava fazendo uma sessão experimental em Oxford na casa  de alguém lá. E Monty se materializou completamente na sala. E na época, Sandra tinha  em seu bolso um cristal que havia sido dado a ela por Monty Keen. Eu nem sabia que ela  estava com isso no bolso. Ninguém sabia que ela estava com ele no bolso. E Monty Keen  se aproximou de nós, falando com sua própria voz e disse: acredito que você tenha algo  que é meu. E ele colocou a mão no bolso de Sandra, tirou o cristal e meio que disse “é  meu”. E ele havia nos dado. Isso foi fantástico. Naquela sessão, ele ditou um texto de  louvor. E logo depois, houve um serviço memorial para ele e o texto foi usado no serviço. 

Larissa: [00:17:16] Ele pegou o cristal de volta? 

Robin Foy: [00:17:22] Não, não, não, ele devolveu. Estava apenas brincando. Rene: [00:17:34] Vimos no documentário o experimento onde o cristal se materializa. Robin Foy: [00:17:36] O holográfico. 

Robin Foy: [00:17:37] Esse foi “O experimento” que confirmou totalmente para os três  caras da SPR que nos acompanhavam que tudo era genuíno. Eles estavam  absolutamente certos de que, depois disso, tudo era realmente genuíno. E também, até  certo nível, nos mostrou exatamente o que os espíritos estavam nos dizendo, que tudo  neste mundo possui uma essência espiritual. Esta mesa tem uma essência espiritual. E o  cristal que eles tinham ali tinha uma essência espiritual e nós temos uma essência  espiritual. E algumas pessoas chamariam de alma, mas nossa essência espiritual somos  nós, e é assim que somos no mundo espiritual. Mas nesse experimento, o próprio fato de  estarmos com os olhos naquele cristal o tempo todo e de ele ter sido realmente iluminado  por dentro por uma luz espiritual, todos pudemos ver que era cem por cento genuíno  porque para todos os cientistas foi pedido que pegassem o cristal, o que eles fizeram, e  em seguida colocá-lo na mesa: “Ok, isto é sólido”. Em segundos, a equipe espiritual disse  a eles “pegue novamente no cristal”. E dessa vez suas mãos passaram através dele,  embora ele não parecesse ter mudado e a posição não tivesse mudado. Mas com isso  eles foram extremamente capazes de dizer “é exatamente assim que a alma funciona”. E  é essa essência espiritual que teletransportamos para dentro da sala quando alguém se  materializa usando a forma de trabalhar com a Energia. Então, eles puderam nos mostrar  isso para realmente nos dar instruções de como as coisas funcionam. Mas aqueles  cristais foram a principal coisa que garantiu que aqueles três caras da SPR soubessem  exatamente que os fenômenos eram totalmente genuínos. 

Pozati: [00:19:35] Você estava falando… É que a realidade, como sabemos, é uma  espécie de projeção material dessa essência espiritual, como uma correspondência  material. 

Robin Foy: [00:19:51] É exatamente isso. Sim, mas você sabe, isso pode ser extraído  como foi a do cristal, de modo que só resta a essência.

Pozati: [00:20:03] Como uma interrupção do sinal. 

Robin Foy: [00:20:06] De certa forma, sim, porque as moléculas e os átomos foram  retirados. Mas a essência permanece e é exatamente a mesma coisa conosco, nossos  corpos como no momento em que morremos, as moléculas e os átomos se vão. Mas  nossa essência espiritual somos nós. E é exatamente assim que somos no mundo  espiritual. 

Rene: [00:20:27] Eles tiraram a parte material do cristal ou foi como uma dissolução? 

Robin Foy: [00:20:34] Sim, mas o ponto é que a luz interior naquele cristal estava lá o  tempo todo para que pudéssemos vê-la enquanto isso estava acontecendo. E eles  fizeram três vezes. Primeiro eles foram pegá-lo e estava sólido. Depois eles tentaram  novamente e suas mãos passaram pelo cristal. Eles tentaram de novo, segundos depois,  e estava totalmente sólido novamente. 

Larissa: [00:20:56] E sua aparência não mudou nem um pouco? 

Robin Foy: [00:20:58] No que diz respeito à nossa visão, era exatamente a mesma. 

Pozati: [00:21:01] Estou fazendo uma imagem em minha mente, veja se corresponde à  ideia. Mas eu apenas sinto … Estou imaginando um sinal fluindo da dimensão espiritual  para a realidade 3D. Este sinal vem de um mundo espiritual e se manifesta na realidade.  O que os espíritos fizeram foi cortar o sinal um pouco antes. Então você pode vê-lo, mas  não pode mais tocar nele, porque isso apenas o traz de volta um pouco. 

Robin Foy: [00:21:50] E eles são capazes de fazer uma substituição. 

Pozati: [00:21:51] É interessante porque há uma correspondência. Aulas de Hermética do  Círculo. 

Rene: [00:22:02] Eles explicavam a física dos experimentos que vocês faziam ou apenas  mostravam a vocês? 

Robin Foy: [00:22:08] Não 100 por cento, mas eles explicavam de uma maneira que  poderíamos entender. Sim. 

Larissa: [00:22:16] Por que a equipe espiritual não permitiu câmeras infravermelhas  numa época? 

Robin Foy: [00:22:26] Bem, a razão para isso é que iria realmente causar estragos. Os  raios infravermelhos iriam prejudicar o que eles estavam tentando fazer. Mais tarde eles  permitiram que tivéssemos uma câmera infravermelha ali, da qual podemos falar um  pouco mais amanhã. Isso foi permitido na sala, mas eu acho que hoje eles teriam  permitido a muitos grupos, eles provavelmente permitiriam uma câmera infravermelha  naquela época. Eles não foram capazes no início. Mas acho que o desenvolvimento  atualmente, para nós e para outros grupos, já foi além do ponto em que as câmeras  infravermelhas teriam dificultado o trabalho. 

Larissa: [00:23:13] Estamos muito interessados em como esses eletrônicos interferem no  experimento. 

Rene: [00:23:19] Wi-Fi, Bluetooth …

Pozati: [00:23:22] Bluetooth, por exemplo. Seria um problema? 

Robin Foy: [00:23:25] Sinceramente, não sei dizer. Eu entendo muito sobre isso. Quer  dizer, meu próprio telefone celular é movido a vapor. Tem cerca de 13 anos e eu não  tenho um smartphone. Então tem muitas informações que eu não entendo. 

Rene: [00:23:43] Vocês deixam os celulares fora da sala? 

Robin Foy: [00:23:45] Eu nunca, nunca, nunca entrei com o celular quando estamos  reunidos por razões óbvias, você sabe, alguém poderia ligar para você e isso atrapalharia  a sessão. 

Sandra Foy: [00:23:56] E os espíritos provavelmente se perguntariam “o que diabos é  isso?”. 

Pozati: [00:23:58] Recebemos o testemunho de uma menina cujo pai havia acabado de  falecer. Ela recebeu uma chamada de seu pai pelo Skype. Duas ou três vezes. E havia  uma mensagem de voz no Skype. E ela recebeu uma mensagem de voz de seu pai do  tipo, “Diga à mamãe que estou bem. Por favor, parem de chorar”. 

Robin Foy: [00:24:37] Não me surpreende nem um pouco. Sandra e eu recebemos  telefonemas dos mortos. Quando meu pai estava morrendo, Sandra e eu fomos até  Grimsby, onde ele morava, e fomos ao hospital para vê-lo antes de tudo. E então quando  voltamos do hospital para a casa, ligamos para a filha dela para dizer aonde havíamos  chegado e que estávamos bem. Mas assim que começamos a ligação, a voz de uma  senhora veio na linha e simplesmente disse, “estamos esperando pela morte dele”. Sim,  “estamos esperando pela morte dele”. E então acho que foi cerca de uma hora depois,  antes de voltarmos ao hospital, que ele morreu. E também mais duas vezes. Tivemos isso  uma vez com uma senhora que costumava ser uma velha vizinha minha há muitos,  muitos anos quando eu era criança. E uma vez tivemos isso em algum lugar por aqui.  Então, você sabe, não me surpreende que agora possa ser feito pelo Skype. 

Pozati: [00:26:02] Sim. E eu estava me perguntando, porque quando você iniciou o Scole  em 1993 e esses experimentos, não existia a internet, nem telefones celulares e wi-fi. 

Robin Foy: [00:26:18] Eu nunca toquei em um computador até cerca de 1992-1993. Quer  dizer, essa foi a primeira vez para mim. 

Pozati: [00:26:26] Mas você acredita que isso está melhorando ou? 

Robin Foy: [00:26:32] Gradualmente. É porque os espíritos estão aprendendo a usar  todos os tipos de dispositivos tecnológicos agora, para comunicação. Então, eles estão  avançando ao mesmo tempo que nossa tecnologia está melhorando aqui na Terra. Então,  sim, definitivamente. Sim. 

Pozati: [00:26:49] Sabe, Chico Xavier falava nos anos 70 que no futuro poderíamos nos  comunicar pela televisão como uma conferência no Skype. E acredito que hoje estamos  muito próximos. 

Robin Foy: [00:27:03] Bem, havia um pesquisador alemão que fazia sessões anos atrás,  chamado Adolf Holmes. Ele costumava conseguir isso. Quer dizer, a mãe dele ligava para ele, e isso lá atrás nos anos 1980. Sua mãe telefonava para ele e ela dizia para ele ligar a  televisão e ela se mostraria na televisão. 

Pozati: [00:27:34] E falando ao telefone. 

Robin Foy: [00:27:37] Oh sim. Então quero dizer, isso já acontece há muitos anos. Não é  totalmente novo, mas aos poucos os espíritos pareces estar juntando todo esse  conhecimento técnico para que eles sejam capazes de usar até mesmo a tecnologia mais  recente. 

Pozati: [00:27:52] Quer dizer, talvez isso possa ser uma razão para unir todas as  diferentes equipes espirituais de diferentes partes do mundo. Porque eles podem reunir o  conhecimento. 

Robin Foy: [00:28:06] Isso mesmo. Sim. E por trás de tudo o que está acontecendo com  essa forma de trabalhar com a Energia está a física quântica. Essa é a chave para tudo.  Quero dizer, realmente é. É por isso que é tudo baseado em ciência pura. É física  quântica. 

Rene: [00:28:29] Em sua experiência, a equipe espiritual que está trabalhando com vocês  está vivendo uma vida normal neste momento ou eles são de um tempo e espaço  diferentes? 

Robin Foy: [00:28:39] Bem, alguns são de uma época diferente, mas eles estão vivendo  uma vida normal em espírito. Nossas comunicações hoje estão mudando dramaticamente  porque agora estamos nos comunicando com pessoas que foram ex-presidentes dos  EUA, com pessoas que estiveram envolvidas na guerra civil nos EUA. Por alguma razão  ou outra, parece que estamos, você sabe, meio que fazendo com que essas pessoas  venham falar conosco. Mas nos disseram que essa é a intenção deles e isso é para o  futuro. Mas o que eles estão tentando fazer com nosso experimento é chegar ao ponto  onde essas pessoas que seriam instantaneamente reconhecidas, incluindo Winston  Churchill, JFK, Abraham Lincoln, Robert E. Lee e outros presidentes e pessoas para vir e  falar em suas próprias vozes em plena luz do dia. É isso que eles pretendem que façamos  no novo centro. Pelo que entendemos, eles vão convidar certas pessoas que  provavelmente estão em posições importantes no mundo para testemunhar isso, porque  uma vez que eles disserem ao mundo que isso está acontecendo tudo vai mudar. Sim,  mas quero dizer, eles estão vivendo no mundo espiritual no presente. Mas, como  entendemos, por exemplo, Abraham Lincoln pode muito bem ter tido outra vida entre sua  morte neste mundo e agora. Ele se apresenta a nós como Abraham Lincoln, mas não  quer dizer que ele não teve uma vida na Terra nesse ínterim. 

Sandra Foy: [00:30:35] Ficamos tão surpresos quando recebemos essas pessoas porque  você pensa, “por que você iria querer falar conosco?”, sabe? 

Robin Foy: [00:30:42] Foi uma evidência muito grande para nós. 

Pozati: [00:30:44] Para construir um universo normal tem que lidar com políticos, para  construir um centro espiritual tem que lidar com políticos mortos. Faz sentido para mim. 

Robin Foy: [00:30:58] Mas, Sandra é bastante clarividente. 

Sandra Foy: [00:31:02] Às vezes.

Robin Foy: [00:31:03] Bem, às vezes, sim. E em uma ocasião nós estávamos sentados e  bem no final da sessão acho que recebemos esse nome alguma coisa “Hill”. 

Sandra Foy: [00:31:28] Hickory Hill

Robin Foy: [00:31:28] Tivemos uma comunicação durante a sessão de JFK que não  significou muito para nós. Seu nome tinha acabado de ser mencionado para nós. Mas então Sandra captou esse nome por clarividência. 

Sandra Foy: [00:31:41] Na verdade, no final da sessão, às vezes eu trago um pouco de  clarividência. 

Robin Foy: [00:31:47] E era Hickory Hill. E nenhum de nós tinha ouvido falar disso. Sandra Foy: [00:31:51] Eu sabia que era nos Estados Unidos. 

Robin Foy: [00:31:52] Presumimos que foi provavelmente uma das batalhas da Guerra  Civil, porque muitas delas tinham nomes parecidos, como Bunker Hill e etc. Então  pensamos que provavelmente era uma das batalhas da guerra civil. E quando pesquisei  na Internet era na verdade o nome da residência e propriedade de JFK. E sabe, em todos  os documentários que vi sobre ele e em todos os livros que temos e lemos sobre ele, sua  biografia, etc., nunca vi o nome Hickory Hill. E, no entanto, estava certo. Ele estava  realmente provando sua identidade ao fazer isso. 

Sandra Foy: [00:32:37] Quando perguntamos “por quê”, eles disseram que ele gostaria  de ter uma voz novamente. 

Robin Foy: [00:32:40] Então, suponho que essas pessoas queiram falar, elas têm algo a  dizer ao mundo. E quando pensamos nisso há tantos problemas acontecendo no mundo.  Quer dizer, você olha para cada país, há inundações acontecendo. Esses incêndios nos  Estados Unidos, há incêndios na Austrália. Há guerras aqui e guerras ali e terroristas aqui  e terroristas ali. Os russos estão sempre irritados. 

Pozati: [00:33:04] Lula está livre no Brasil. Sim, estamos realmente pegando fogo. É  muito bom quando podemos pesquisar, dar um Google nas mensagens que chegam  mediunicamente. Porque quando você escuta pela primeira vez, você diz, OK, estou  ficando louco e inventando alguns nomes franceses e depois você pesquisa e encontra.  

Larissa: [00:33:44] Para agradar meu marido….vamos falar um pouco sobre as  levitações? Esses outros fenômenos. 

Robin Foy: [00:34:13] Sim, bem, vou lhe contar um pouco sobre alguns deles. Sim,  absolutamente. Os que mencionamos antes e alguns deles podemos cobrir amanhã. 

Robin Foy: [00:34:22] Nós conversamos sobre luzes espirituais e aportes. Vocês viram  alguns deles aqui. Levitação. Eles queriam que providenciássemos alguns pequenos  objetos leves para eles levitarem. E, por exemplo, em todas as sessões de outros lugares  normalmente se usava um trompete, o famoso Séance trumpet. Já havíamos feito isso no  passado e realmente o levitamos e movemos por toda a sala. E eles nos disseram, não  queremos mais fazer isso porque os trompetes estão associados a sessões com  ectoplasma. Então, o que eles queriam que nós fizéssemos era realmente usar o centro  de um rolo de papel toalha, um aquele rolo de papel de cozinha, de papelão. Eles disseram para usar isso ao invés do trompete. Eles são bem leves. Os espíritos praticam  com esses rolos, cubos de madeira balsa e coisas assim. Então, tivemos muito dessas  levitações. E também, tínhamos uma mesa muito, muito pesada que foi feita  especialmente para o grupo. Ela foi levitada até o teto da sala, a qual chamamos de  buraco de Scole e que tinha cerca de 5.4 metros de altura, muito alto. E ela foi lá em  cima. Na Califórnia, havia uma mesa central pesada que era redonda. Eles a levitaram,  viraram-na de lado e giraram como uma roda. Agora, quando o fenômeno começou, havia  cristais naquela mesa, um no centro e vários ao redor do lado de fora. E nenhum desses  cristais caiu. Ela estava girando em uma velocidade incrível. Nada caiu. E então, quando  eles a colocaram de volta tudo estava no lugar certo. Isso foi parte da levitação. E, claro,  testemunhamos muita levitação com diferentes médiuns, tanto David Thompson quanto  Scott Milligan. E eu acho que Kai também, nós vimos durante uma sessão bem no final o  armário completo junto com a cadeira foram levitados para o meio da sala. Então isso  aconteceu muito. E tivemos coisas muito pequenas que foram levitadas. Temos agora  fenômenos de percussão. 

Bem, esses são realmente as batidas, toques, estalos e coisas diferentes que acontecem.  Tínhamos isso o tempo todo acontecendo na sala. E ainda hoje, quero dizer, ao longo de  toda a nossa vida juntos, tivemos batidas e sons de toques na sala, mesmo com luz,  quando estamos em casa, acontece o tempo todo. Durante um dia você consegue cinco  ou seis batidas diferentes. Está relacionado ao material. Você ouviria essas batidas em  uma mesa ou cadeira que não poderia ser devido à expansão pela temperatura. Mas isso  acontece o tempo todo.  

Rene: [00:37:58] As luzes espirituais, são tecnológicas ou são os espíritos iluminando  algo? 

Robin Foy: [00:38:07] Não, é tecnológico. Mas algumas das luzes espirituais que  recebemos estavam na verdade conectadas a espíritos. E eles nos disseram, “o que quer  que façam, por favor não aperte as luzes espirituais com suas mãos, porque isso pode  realmente causar um problema para a pessoa espiritual que está trabalhando com a luz.  Mas tivemos, durante algumas das sessões com os cientistas membros da SPR, tivemos  um sujeito que fechou uma luz espiritual com suas mãos. E ele comentou sobre isso, eu  acho, no DVD que vocês viram. Ele queria ter certeza de que a luz não estava ligada a  nada nem ninguém para ter certeza de que não havia fraude. E disse: “sim, possui  substância. Eu podia sentir o peso, mas não estava conectado a mais nada”. E ele a teve  em suas mãos. Mas, de um modo geral, a maioria das luzes espirituais são feitas  tecnologicamente. As luzes espirituais que temos agora, quando começamos a vê-las  indo para o teto, na primeira vez que aconteceu acho que pensamos que algo estava  errado com a eletricidade em nossa casa. Mas agora conseguimos fenômenos com as  luzes sempre que nos reunimos. E nós temos nos reunido por dois anos, três vezes por  semana. E a cada sessão, recebemos essas luzes espirituais bastante espetaculares.  Agora eles também começaram a interromper a música no meio, a música de fundo, o  que me diz que o que eles estão tentando fazer é falar conosco através do aparelho de  som de alguma forma. Essa foi uma das coisas que obtivemos em Scole. E isso é algo  sobre o qual podemos falar. 

Robin Foy: [00:40:04] E o que eu queria dizer a todos vocês é… Tínhamos cinco métodos  de contato direto com os espíritos. Em primeiro lugar, era o transe profundo. E isso foi desenvolvido muito, muito rapidamente por Diana e Alan. Ambos entravam em transe  profundo, embora eu ache que Diana tinha mais experiência com isso do que Alan. E  durante todo o experimento Scole, eles foram capazes de entrar em transe profundo e se  comunicar conosco imediatamente. Tínhamos provavelmente cerca de oito, nove ou dez  pessoas com quem falávamos regularmente. Mas era uma ótima maneira de trabalhar. 

E então o segundo método que tínhamos era a voz estendida. A voz estendida sempre foi  a voz de Alan, ela vinha de suas próprias cordas vocais. Mas a ouvíamos em diferentes  partes da sala. Então, o que eles fizeram foi estender psiquicamente as próprias cordas  vocais de Alan. E às vezes ouvíamos a voz vindo do teto, de um canto da sala, até de  debaixo do tapete e ocasionalmente de dentro de uma parede. Mas foi chamado de voz  estendida porque a voz sempre foi a de Alan. Então foi muito, muito interessante ouvir  quando estava acontecendo. 

Pozati: [00:41:37] Mas Robin estendendo os vocais espiritualmente? 

Robin Foy: [00:41:42] Sim, eles estenderam psiquicamente as cordas vocais de Alan  para que a voz fosse com eles de modo que, embora ele ainda estivesse sentado em seu  assento, sua voz parecia vir do teto, de no canto da sala, debaixo do tapete, de dentro  das paredes. Mas sempre foi a voz de Alan. Então, passamos a chamar isso de voz  estendida. E agora sabemos que nossos amigos alemães acabaram de desenvolver isso.  Então a voz de Uwe agora pode vir de todos os lugares, de debaixo do tapete e de  qualquer outro lugar. 

Robin Foy: [00:42:23] A terceira maneira que desenvolvemos foi a voz direta e  independente. E a voz direta independente era exatamente a mesma de Lesley Flint ou  soava igual à de Lesley Flint. Ela vinha do ar, novamente, podendo aparecer de qualquer  parte da sala. Mas na verdade era uma caixa de voz tecnológica criada com energia  criativa. E eles falavam através disso. Havia um sujeito em particular chamado Reg  Lawrence que era um verdadeiro especialista em falar conosco por meio dessa voz independente. E ele era uma figura, não é mesmo? Em vida ele foi engenheiro. E ele  gostava das garotas, então ele fazia uma piada com as garotas quando elas estavam lá, e  ele meio que realmente tocava nelas e dizia “desculpe, eu me mexi” ou algo parecido. E  ele era bastante cômico, nós ríamos bastante com ele. 

Alicia: [00:43:17] E como soava? 

Robin Foy: [00:43:19] Era a sua própria voz, a voz que ele tinha em vida. Então não  soava como nenhum de nós, mas era totalmente independente. E quando visitei Leslie  Flint com o fenômeno ectoplásmico e ele estava conseguindo voz independente, cada voz  que veio falar conosco era a voz exata da pessoa que morreu. Então, por exemplo, se eu  falasse com meus pais lá, reconheceria a voz instantaneamente. E era exatamente o  mesmo com Reg Lawrence, ele falava com sua própria voz. E quando qualquer um  desses comunicadores falou conosco através do transe profundo, por Diana e Alan, todos  eles usaram sua própria voz que nunca variou ao longo dos anos de sessões juntos.  Então era sempre exatamente igual, mas não a voz do médium, totalmente diferente da  voz do médium. Então, isso aconteceu por bastante tempo. E foi ótimo conseguir uma voz  independente novamente.

Pozati: [00:44:19] Mas para voz independente existe um dispositivo espiritual usado por  todos os espíritos que desejam se comunicar? 

Robin Foy: [00:44:29] Sim, está correto. Sim. No caso do ectoplasma, eles criam uma  caixa de voz, que é semelhante à laringe humana, criada a partir do ectoplasma. Com  Energia, eles criam uma caixa de voz, mas ela não é feita de energia. É feita com o que  chamamos de energia criativa. Mas é formada a partir da energia criativa e funciona da  mesma maneira. Mas agora eles estão experimentando maneiras diferentes de produzir  as vozes independentemente. 

Robin Foy: [00:45:20] Estamos conseguindo isso com Uwe e Beata. As vozes  independentes de Uwe estão ficando totalmente diferentes agora. E curiosamente, ele  tem um comunicador que fala através dele. Esse comunicador é um índio americano,  chamado Sleeping Winds (ventos adormecidos) e que sempre fala em inglês, mas o  próprio Uwe mal consegue falar uma palavra em inglês. Ele fala alemão o tempo todo,  mas Sleeping Winds: inglês, inglês, inglês. É muito, muito interessante quando isso  acontece, porque ele está captando uma linguagem que não entende muito bem. Mas  isso sempre funcionou muito bem com ele. E eles serão os que provavelmente farão a  maioria das demonstrações assim que formos para Antequera. 

Robin Foy: [00:46:16] O terceiro método, desculpe, o quarto método. Começamos a ter  voz independente através de um gravador de fita cassete. Estávamos usando um  gravador de fita cassete para tocar a música de fundo e enquanto a fita rodava  começamos a ouvir uns ruídos muito estranhos e pensamos, oh caramba, essa fita vai se  desintegrar. Mas os barulhos se tornaram gritos e gradualmente chegou ao ponto em que  estávamos recebendo vozes de espíritos saindo do gravador e eles puderam falar  totalmente e por um longo tempo conosco através disso. Eles disseram que o ponto de entrada que tinham era o chip de silício. Então eles estavam usando isso. Obviamente,  eles tinham muito conhecimento sobre chips de silício, mesmo naquela época. E houve  um caso em que havia um sujeito de Norwich cujo tio havia morrido seis semanas, sete  semanas antes e ele veio a um de nossos seminários. A equipe espiritual estava  demonstrando isso em nossos seminários e como eles podiam fazer isso. E seu tio, que  tinha morrido poucas semanas antes, veio através do gravador. Então, sem nenhum de  nós falando, a voz veio pelo gravador e ele manteve uma conversa com seu tio e  identificou imediatamente como sendo a voz dele. Ele falou com ele por dez minutos por  meio deste gravador. E isso foi algo que eles foram expandindo à medida que  avançávamos com o experimento. E então eles nos disseram, bem, agora temos uma  nova maneira de nos comunicar com você. No nosso trabalho fotográfico, do qual  podemos falar um pouco mais amanhã talvez, eles disseram que tinha um filme. Um  desses filmes não-usados que colocávamos ainda embalados na mesa durante uma sessão. E em um desses filmes descobrimos o projeto de uma pequena máquina que  queriam que construíssemos e que chamamos de Máquina TDC (TDC machine). E TDC  significa comunicação transdimensional. Então, nós a construímos e foi isso. 

Sandra Foy: [00:48:50] Em uma das partes estava escrito “não puxe os fios para fora”. Alicia: [00:48:54] Este é o dispositivo de Thomas Edison? 

Robin Foy: [00:48:56] Sim, foi Thomas Edison que colocou a mensagem lá e ele assinou  no filme TAE, suas próprias iniciais. Nossos caras que vieram da SPR tentaram validar sua assinatura e entraram em contato com o Edison Institute na América, que lhe enviou  uma cópia de um memorando que ele rubricou com suas iniciais em 1926. E quando você  comparar as iniciais em nosso filme às iniciais que estavam no memorando de Edison  eles eram idênticos. 

Larissa: [00:49:39] Eles foram escritos à mão? 

Robin Foy: [00:49:40] Há um trecho escrito à mão que Edison colocou sobre se você  fizer isso, vai melhorar a coisa toda. E há um pequeno pedaço, um pequeno pedaço de  germânio. 

Alicia: [00:49:58] Eu tenho uma pergunta sobre o método número quatro, o gravador  cassete. Você escuta com clareza ou tem que reduzir a velocidade? 

Robin Foy: [00:50:11] Não, não, não. Você ouve claramente. E era conectado ao  gravador, na verdade. Não, na verdade aquele não estava conectado a nada. Estava por  si só. Mas eles conseguiram usar o amplificador do gravador para falar conosco, mas era  um gravador de fita cassete e eles conseguiram fazer usar o amplificador para falar. 

Alicia: [00:50:35] E era como uma voz arrastada? 

Robin Foy: [00:50:36] Oh não, não, não. Era uma velocidade normal, assim como  estamos conversando agora, você podia ouvir muito, muito claramente. Eles realmente  conseguiram isso muito bem. Mas afinal este e o próprio nome dele, Dispositivo de  Comunicação Transdimensional TDC, foi projetado por Edison. Quando começamos a  usá-lo, ligamos no, na verdade o plugamos no gravador de novo, não foi? Colocamos no  gravador de fita cassete para que eles pudessem usar o amplificador do gravador para  falar conosco. Mas a ideia disso era que não poderíamos apenas falar com as pessoas no  mundo espiritual, mas poderíamos falar com pessoas em diferentes dimensões. Em  outras palavras, E.T.s, amigos estelares. 

Larissa: [00:51:32] Então, um amplificador muito bom. 

Robin Foy: [00:51:36] E novamente, plugando no amplificador do gravador eles foram  capazes de falar conosco através dele. Levou muito, muito tempo para ficar perfeito,  cerca de seis meses, oito meses antes de ficar perfeito. Mas assim que eles puderam  usá-lo corretamente, a primeira pessoa a falar conosco por meio disso foi Thomas Edison.  E ainda temos a gravação de sua voz em algum lugar. E ele falou conosco por quinze  minutos. E quero dizer, isso foi absolutamente fantástico. E em sua própria voz, mas eles  nos disseram que à medida que avançávamos com os experimentos com o TDC,  estávamos na verdade nos comunicando com pessoas de diferentes dimensões. E muitas  vezes eles tinham uma espécie de estações intermediárias que usavam, e essas  estações tinham uma espécie de codinome próprio. Então eles diriam, bem, eu sou o  Amiga 3 ou algo assim. E eles estavam recebendo a mensagem e passando para a  próxima estação intermediária para a próxima estação ao ponto onde as pessoas que  estavam nas cinco dimensões pudessem literalmente falar conosco. Chegou ao ponto em  que estávamos conversando com várias pessoas de outras dimensões que não tiveram  vidas na Terra, que não tiveram suas vidas como seres materiais em nenhum lugar, mas  que existiam pura e simplesmente como energia mental. 

Pozati: [00:53:06] Eles conseguiam se comunicar em inglês?

Robin Foy: [00:53:09] Sim, eles conseguiam. Na verdade, cada sessão que fizemos está  naquele meu livro, no meu diário: Testemunhando o Impossível. Então, você tem uma  descrição de cada sessão e menciona todas as sessões com o TDC. O que eles nos  disseram é que usaram TDC … não me lembro o nome disso. Oh, sim, IDOLIS. Eles  incorporaram um sistema que chamaram de sistema IDOLIS nos trabalhos do pequeno  TDC e que o sistema IDOLIS significava fala em linguagem oral interdimensional  (Interdimensional Oral Language Speech). Sim, então o que aconteceu é que qualquer  que fosse o idioma que eles falassem ou nenhum idioma, na verdade vinha como um  inglês robótico. Quando finalmente entendemos a mensagem, ela veio em inglês robótico.  Nós tivemos isso por muito tempo. E então, eventualmente, quando fizemos as últimas  sessões aquilo foi conectado ao… como o que eles chamam isso agora? Na câmera,  câmera de vídeo. E assim nós recebemos as mensagens daquela conversa que encerrou  o grupo. Mas todas as mensagens, palavra por palavra, estão na verdade naquele livro,  se você quiser saber a maneira exata como terminou. Mas é muito, muito pequeno  quando você pensa que sabíamos que havia pessoas nos Estados Unidos e em vários  outros lugares que estavam com aquelas antenas e discos enormes tentando se  comunicar com outras dimensões. E nós estávamos sentados com o TDC e um pequeno  gravador obtendo comunicação direta com outras dimensões. Então, sim, ele foi  conectado ao gravador apenas para que eles pudessem usar o amplificador do gravador  para falar. Mas podíamos falar e eles podiam nos ouvir. Poderíamos responder a eles e  manter uma conversa. 

Alicia: [00:55:30] Vocês o ligaram na entrada do microfone? 

Robin Foy: [00:55:34] Nós não tínhamos que fazer isso. Não havia nenhum microfone  envolvido nisso. 

Alicia: [00:55:39] Não, eu digo que isso é como um microfone. Onde você conectou isso? 

Robin Foy: [00:55:41] Isso foi conectado ao gravador de fita cassete para que eles  pudessem usar o amplificador. Então, eles falaram através do amplificador. 

Alicia: [00:55:54] No microfone? 

Robin Foy: [00:55:58] Não, não, não, não. Falando diretamente. Podíamos ouvi-los.  Então, enquanto eles falavam conosco, ouvíamos tudo o que eles diziam exatamente no  momento. Mas enquanto falávamos de volta, de alguma forma eles conseguiam nos ouvir.  Nós removemos o microfone do gravador para que qualquer coisa que saísse do gravador  não pudesse ter vindo de nós. Veio de outro lugar. Então na época isso foi incrível. 

Alicia: [00:56:48] Você disse que demorou cerca de seis meses para conseguir fazer  isso. Esse tempo foi para vocês construírem ou a equipe espiritual nas sessões disse “Ah,  agora vocês tem que fazer isso”? 

Robin Foy: [00:57:05] Eles tentaram nos aconselhar o tempo todo. Quero dizer, às vezes  havia vários tipos de cenários diferentes sobre os quais eles nos contaram e maneiras de  melhorá-los. Mas, na verdade, era um trabalho muito difícil porque naquela época  estávamos nos reunindo três vezes por semana e durou mais de seis meses. São muitas  sessões. Então, eles estavam tentando nos ajudar, mas às vezes ouvíamos algum ruído  branco que saía e então você ouvia o que parecia uma tentativa de voz através do ruído branco. E então, gradualmente, tudo foi ficando totalmente claro e eles falaram conosco.  Nós os ouvimos e respondemos a eles. 

Sandra Foy: [00:57:46] E parecia tão natural. E quando eu pensava sobre isso depois,  você pensa “Meu Deus, com quem eu tenho conversado?”. 

Robin Foy: [00:57:56] Sim, o projeto do equipamento estava realmente no filme, porque o  filme era na verdade um filme não usado que estava trancado em uma caixa. Isso foi feito  sob condições bem científicas, na verdade. 

Rene: [00:58:18] E hoje você usa algo próximo a isso ou o mesmo dispositivo? 

Robin Foy: [00:58:23] Não, no momento não estamos usando nada. Eles não nos  pediram para reutilizar isso. Então, se eles vão usar isso novamente, não sei. Mas quero  dizer, esse é um ponto que podemos até perguntar a eles, sabe? Devemos conectar isso  em nosso quarto? Porque eles estão conseguindo parar a música no meio, então eles  podem querer usá-lo. 

Sandra Foy: [00:58:40] Já faz um bom tempo e muita ciência foi desenvolvida desde  então. Talvez pode haver algo novo. 

Robin Foy: [00:58:43] Sim, pode haver algo. São apenas duas bobinas muito pequenas e  o chip de germânio. 

Sandra Foy: [00:58:50] Talvez possa ser atualizado ou algo assim. Bem, eles avançam,  não é? 

Pozati: [00:58:56] Talvez eles estejam produzindo um aplicativo para iPhone. Muito mais  fácil. 

Larissa: [00:59:16] No guia básico você disse que às vezes os espíritos pediam para  vocês pularem uma música ou mudá-la. 

Robin Foy: [00:59:26] Sim. Eles às vezes mudavam a música eles mesmos. Em outras  palavras, eles mudam fisicamente no tocador de música e, em algumas ocasiões, se eles  tivessem uma experiência especial que desejassem fazer, eles nos pediriam uma peça  específica de música, “você tocaria isso para nós?”. Montague teria a sua última sessão  que tivemos junto com os cientistas. E os espíritos fizeram um experimento muito especial  para ele. Nenhum de nós e até mesmo seus colegas, os outros cientistas não sabiam que  Monty Keen tinha uma grande ligação por uma peça musical composta por Rachmaninoff.  E isso foi muito especial para Monty Keen. Através do TDC conectado ao amplificador e  ao gravador de fita cassete, na última sessão que ele veio, a peça foi tocada no piano  pelo próprio Rachmaninoff. Monty estava tão feliz com isso. 

Larissa: [01:00:44] Em seu artigo ele descreveu isso … Porque a gravação não era tão  boa quanto o que estava sendo tocado. 

Robin Foy: [01:00:52] Oh, não, não. Foi direto do mundo espiritual. 

Pozati: [01:00:56] Transmitido ao vivo por… 

Robin Foy: [01:01:15] Acho que talvez se formos até cerca de seis horas da noite e então  acho que poderíamos ter que encerrar o dia novamente porque temos todos esses gatos que precisam ser cuidados. Se houver algum desses livros que vocês desejam… A  propósito, tenho duas cópias deste “Em busca da mediunidade física”. Essas são as duas  únicas cópias que tenho. Mas vocês podem ficar com elas se quiserem. E o meu livro  tenho várias cópias dele. Então vocês poderiam apenas dizer quantos querem.

Entrevista com Robin e Sandra Foy (1)

Tradução entrevista com Robin e Sandra Foy
STE-000_01.mp3

(Áudio 1 – Terça, 12 Novembro, 2019 – manhã)

Pozati: terça-feira, 12 de novembro de 2019. Monica, Drica, Fernanda, Rene, Alicia,  Robin, Sandra, Larissa, Priscila, Pozati e todas as equipes espirituais juntas no Hotel La Laguna, conversando sobre tudo… 

Sandra Foy: sobre a vida … (risos) 

Pozati: a vida … 

Todos: E a morte! (risos) 

Robin Foy: Você estava falando sobre tecnologia. Definitivamente há uma tecnologia  sendo usada. E agora sabemos disso com certeza porque continuamos recebendo  pequenas mensagens de médiuns aqui e médiuns ali, e todos apontam na direção do fato  de que existem outras dimensões e amigos estelares de outras dimensões envolvidos em  nosso trabalho, totalmente. Então, acho que boa parte dessa tecnologia provavelmente  vem deles. Eles estão conosco desde o começo, embora não soubéssemos da presença  deles até Scole. 

Sandra Foy: Tenho certeza de que eles estão com outros grupos, mas será que os  grupos estão prontos, sabe? 

Robin Foy: Exato. 

Sandra Foy: Foi isso que experimentamos no passado, sabemos que é bastante seguro  e estamos felizes em tê-los. Algumas pessoas podem pensar que isso é estranho. 

Robin Foy: Sabemos ao conhecer esses seres, e particularmente conhecendo Blue, que  quando eles estão lá de forma sólida, em pé na sua frente e você pode sentir fisicamente  como uma parede de amor. Quero dizer, a coisa toda está centrada no amor. Sensação  fantástica. Você tem esse pequeno ser, e ele era pequeno, de pé ali e ele pegou nossas  mãos e as colocou na cabeça, para que pudéssemos sentir que ele não era humano. E  ele nos permitiu sentir o rosto dele e tudo mais. E eu sei que tudo que eu podia sentir com  esse carinha era amor. Quero dizer, o cabelo dele era muito fino e fino. Nós o  descrevemos com uma palavra em inglês, “bumfluff“, como os pelos do queixo de um  adolescente. E é um pelo muito, muito fino e é assim que era o cabelo dele. E podíamos  sentir que seus olhos e boca dele eram 100% do mesmo jeito que os nossos. 

Robin Foy: Eu acho que…bom, nós sabemos de pequenas mensagens que chegam  daqui e dali. Temos tantas pessoas que são bons médiuns que continuam nos fornecendo aqui e ali com as mensagens que estão recebendo sobre isso. Outras dimensões estão  envolvidas em tudo isso. Na verdade, acho que outras dimensões estão tão preocupadas  com o estado deste mundo, porque tudo o que realmente acontece de ruim neste mundo  afeta o resto do universo e, é claro, alguns dos lugares do universo são onde eles moram. 

Sabemos que alguns deles vem de várias estrelas. Disseram-nos, em Scole, que a estrela  do meio no cinturão de Órion, que eu acho que se chama Alnilam, era muito importante  para o nosso trabalho. 

Pozati: Qual estrela? 

Robin Foy: A estrela do meio no cinturão de Orion. E acho que se chama Alnilam. Além  disso, outra área que sempre nos dizem ser de interesse são as Plêiades. Um grupo  muito pequeno de estrelas. Não são invisíveis, mas também não são muito visíveis ao  olho humano. Acho que as Plêiades também continham estrelas envolvidas no trabalho e  tenho um sentimento pessoal de que provavelmente é de onde o Blue vem. Como várias  pessoas estão recebendo comunicações de amigos estelares e estão dizendo: “bem,  temos amigos estelares azuis que chegam até nós e são das Plêiades”. Essa é a  impressão que eu sempre tive. Desde os meus primeiros dias, quando eu estava  envolvido na Força Aérea em um dos meus primeiros empregos na escola da Força  Aérea no Reino Unido. E eu era um piloto da Força Aérea, então aprendemos um pouco  sobre o céu noturno e sempre fui atraído pelas Plêiades, e nunca soube o porquê. É  apenas um grupo muito pequeno, mas sempre chamou minha atenção e agora sei  provavelmente o porquê, porque na verdade estamos trabalhando com pessoas que  moram lá. Alguns dos E.T.s que nos comunicamos …ah E.T.s novamente, Amigos  Estelares! Esses amigos estelares com quem nos comunicamos em Scole, e falaremos  um pouco sobre isso mais tarde, na verdade eram pessoas que nunca tiveram luz sólida,  então sempre foram espírito e nunca tiveram um corpo físico. 

Pozati: Isso é interessante porque o cinturão de Órion, as Plêiades e esses tipos de  lugares são muito comuns em nossas discussões com grupos de mediunidade em todo o  mundo. Por exemplo, o Institute of Exoconsciousness nos EUA, eles trabalham com essa  ideia … A exoconsciência para eles, por definição, é uma habilidade que existe em todo  ser humano capaz de iniciar uma conexão, comunicação e cocriação com extraterrestres  e seres multidimensionais … e os membros desse instituto, eles têm, digamos, um contato  mental com esses seres e com a Dra. Rebecca Hardcastle, que começou e fundou o  Instituto, costumava trabalhar com o ex-astronauta Edgar Mitchell. E Edgar Mitchell  fundou uma organização chamada Quantrec, que misturava experiências de consciência  com E.T.s, energia de ponto zero e desenvolvimento global nesta área. E o que Rebecca  nos disse que eles uniram os cientistas e começaram a trabalhar com energia do ponto  zero, projetos e aplicações. Quando chegavam a algum ponto em que tinham dúvidas ou  limites, apenas perguntavam aos contatados e estes estudavam, não entendiam nada e  iam dormir. E de manhã, os contatados acordam sabendo, como se tivessem recebido um  pacote de informações por download. E eles foram capazes de fazer críticas e ajustes ao  trabalho … e Edgar Mitchell estava prestes a apresentá-lo ao escritório de Obama, mas foi  quando o Wikileaks aconteceu. Então, eles tiveram que cancelar as reuniões e tudo  terminou porque Edgar Mitchell faleceu um mês depois. Por isso, é comum encontrar  pessoas falando sobre Plêiades e esse tipo de tecnologia. 

Robin Foy: [9:00] Algumas das coisas que foram testemunhadas pelos astronautas foram  surpreendentes. Eles nunca foram realmente autorizados a falar sobre isso. Ouvimos  dizer que alguns deles haviam realmente testemunhado figuras angelicais voando do lado  de fora da espaçonave. Mas eles não têm permissão para dizer nada sobre isso, porque querem mantê-lo 100% em segredo por algum motivo bobo. Faz muito mais sentido para  as pessoas perceberem que não há ameaça. 

Pozati: Pessoalmente, acredito que algo acontece fora de nossa atmosfera com nossa  glândula pineal. Porque a glândula pineal é uma glândula de percepção sensorial e  provavelmente é a glândula da mediunidade. Mas não podemos esquecer que há uma  orientação no espaço-tempo em nossa glândula pineal. De acordo com a pesquisa do Dr.  Sergio Felipe no microscópio, a quantidade de cristais dentro da glândula pineal é  equivalente ao tipo de mediunidade que você tem. Por causa da maneira como você  recebe as ondas eletromagnéticas envolvidas na comunicação mediúnica. Mas a glândula pineal é projetada para a nossa atmosfera, mas fora dela existe uma orientação espaço temporal diferente, de forma que a pessoa possa ver outros seres dimensionais. 

Larissa: Talvez expandir sua realidade de uma maneira diferente. 

Robin Foy: É incrível, e devemos aprender sobre isso à medida que avançamos. 

Pozati: Temos tempo para uma pequena história de Robin e Sandra! Primeiro  envolvimento na mediunidade física! Depois de contar o episódio do hamster (risos). 

Sandra Foy: e depois o gato! 

Todos: e o cachorro! 

Pozati: Foi há 40 anos atrás? 

Robin Foy: Estamos casados há 40 anos. Faço parte disso desde 1972, um pouco mais  que Sandra, mas não muito. 

Sandra Foy: Bem, você é mais velho. 

Robin Foy: Bem, obrigado (risos). É uma história longa, naqueles dias tudo era totalmente diferente, porque a primeira vez que me envolvi com isso fui direto para um  círculo de mediunidade física. Inacreditável, porque eu não sabia nada sobre  clarividência, clariaudiência ou mediunidade mental. E, curiosamente, esse círculo em  particular, o cara que o comandava era um sujeito chamado Elmer Browne. Ele estava  tentando manter seu círculo com base no círculo do Blue Room, que foi em 1926. E ele  não permitia nenhum transe profundo, o que foi engraçado, porque na primeira sessão  que eu entrei lá quase entrei em transe e ele ficou muito zangado com isso. 

Robin Foy: [00:13:19] Ele colocava música de fundo, mas como não havia cabine, ele  tentava fazer a mesma coisa que nós e trabalhar com energia. E ele obteve alguns  fenômenos pequenos lá. Tiveram alguns assobios e batidas na parede. Essa foi a  primeira sessão que tive lá, todas as cadeiras estavam encostadas nas paredes, para que  ninguém pudesse passar por trás das cadeiras, e eu fui cutucado por um dedo  materializado nas costas (risos). Eu sempre me interessei por isso quando criança. Meus  pais costumavam conversar sobre as várias casas por onde passávamos, dizendo: “essa  aí é assombrada”. Eles compravam livros de fantasmas para mim. Mas só depois dos 30  anos comecei a reconhecer que há mais nesse assunto do que os olhos revelam. Minha  mãe poderia ter sido uma boa médium mental. Ela era bastante clarividente e  costumávamos pensar: “Bem, essa é a intuição da mamãe”. Ela nunca a desenvolveu, o  que foi uma pena. Mas vi esse anúncio em um jornal local que dizia: “qualquer pessoa interessada em pesquisa psíquica entre em contato com esse número”. Era uma dessas  caixas postais para a qual se escrevia. Recebi um telefonema que dizia: “bem, então você  deve vir aqui para ver o que achamos de você, etc.”. Eu fui lá para uma entrevista e havia  cerca de quatro ou cinco pessoas novas comigo, como novos membros em potencial. O mais louco foi que alguns deles desistiram. Eles disseram que não estavam tão  interessados assim, mas depois que fomos entrevistados, ele disse: “Você quer ver onde  fazemos as sessões?” E eu disse que tudo bem, isso parece interessante. Subimos as  escadas para o quarto e, na verdade, era um pequeno quarto acima da garagem. Então  começamos a subir as escadas em pares para ver esse quarto e, enquanto subíamos as  escadas, todos que estavam lá ouviram um bebê chorando muito alto e meio que  comentavam. Eles não tinham bebês em casa, mas havia um grande campo atrás e um  grande jardim na frente, muito espaço entre as casas. Então você não teria ouvido um  bebê vindo de nenhum outro lugar. Eu disse ao cara que estava administrando o círculo e  ele disse “bem, talvez seja uma mensagem específica para você”. Eu disse ok e nunca  pensei em nada sobre isso. Mas minha primeira esposa e eu fizemos um pedido para  adotar um bebê e, uma semana depois, recebemos uma ligação telefônica dizendo:  “venha pegar seu bebê”. Então isso foi uma mensagem para mim. 

Larissa: Todo mundo podia ouvir o bebê lá? 

Robin Foy: Todo mundo podia ouvir. Era uma voz independente. Isso foi realmente em  plena luz. Então ha! bastante fantástico. 

Sandra Foy: O que me surpreende, as pessoas contam essas histórias, quero dizer,  todos nós ouvimos algo assim. Mas quando você começa a participar de sessões pode  esperar anos antes de ouvir qualquer coisa. 

Robin Foy: Esse foi o meu primeiro círculo. E Sandra fez praticamente a mesma coisa.  Ela havia acabado de se inscrever em um anúncio para um círculo que eu havia iniciado  alguns anos antes. 

00:19:21 Pozati: Achamos muito engraçado esses anúncios no jornal, porque no Brasil se  você quer saber sobre mediunidade iria ao centro espírita, sabe? 

Sandra Foy: Não era um jornal comum, era o The Psychic News (Notícias Psíquicas).  Acho que fui a uma médium ter uma sessão e ela disse: “você deve entrar em um círculo,  deve entrar em um círculo”, pensei: “bem, não sei como encontrar um círculo!”. Você não  simplesmente os vê por aí (risos). Então, ouvi falar do The Psychic News e fui à minha  banca de jornal local e perguntei se eles pediriam um exemplar para mim. E os rapazes realmente adoráveis desta banca disseram que meu pedido havia chegado e me deram o  The Cycling News, eles pensaram que eu tinha encomendado o Cycling News (Notícias  do Ciclismo). 

Então, um dia, eu estava olhando se destacou: “círculo à procura de membros”. E pensei:  “Seja o que for, tenho que fazer isso”. E eu liguei e alguém disse: “venha nos ver”. E havia  um colega lá, John Squires, e ele era um médium de efeitos físicos. Eu não sabia o que  era aquilo na época. E você apareceu também. 

Robin Foy: Sim, eu comecei o círculo com John e Joyce e depois o deixei depois de  alguns anos e estava visitando no dia em que você foi à sua entrevista.

Sandra Foy: Eu acho que um espírito falou e disse: “peça para ela voltar”. E foi aí que  nos conhecemos. 

Pozati: Então vocês dois se conheceram em um círculo? 

Robin Foy: Ah sim. Ele era um excelente médium de transe, um dos melhores médiuns de transe profundo que eu já encontrei. E ele desenvolveu sua mediunidade física muito  rapidamente. 

Sandra Foy: Mas não dava para confiar muito nela. Acho que ele tinha problemas de  saúde e dizia: “Não estou vou fazer a sessão hoje”. 

Pozati: Problemas mentais? 

Sandra Foy: Sim 

Pozati: Isso é muito comum. 

Robin Foy: [00:22:03] Ele tinha … eles chamam isso de personalidade múltipla. 

Sandra Foy: Acabei de me lembrar do momento em que ele saiu e essa voz veio e era  Winston Churchill. 

Larissa: Você reconheceu a voz? 

Robin Foy: Ah, sim. Nós o tínhamos conosco desde o início. 

Sandra Foy: Ele ainda está por aí, não é mesmo? 

Robin Foy: O que realmente cimentou tudo isso para mim foi depois que eu entrei para o  meu círculo em Leicester. O cara que dirigia o círculo Elmer “Bill” Browne era muito amigo  de um médium muito famoso chamado Leslie Flint e, a cada seis meses, ele levava o círculo para fazer uma sessão com Leslie Flint, que tinha voz direta e independente. E ele  ficava sentado conversando com todo mundo na sala e as vozes entre eles … eles  conversavam enquanto Leslie estava conversando e você podia ter até oito vozes  diferentes na sala ao mesmo tempo. Todos os espíritos conversando com você. Acho que  falei com quinze espíritos diferentes na primeira ocasião em que fui lá, e eles podiam conversar com você por dez a quinze minutos. E saí da sessão e foi isso: eu sabia que  tinha que me envolver com a mediunidade física e isso seria realmente o pelo resto da  minha vida. E aqui estou eu, ainda falando. Isso teve um papel muito importante em todo  o meu caminho. Quando nos casamos, começamos nossos próprios círculos lá depois do  primeiro em que nos sentamos. Ficamos nele por um tempo e, eventualmente, ele decidiu  que iria desistir do círculo. Uma vez antes mesmo de Sandra entrar para o círculo, eu  ficava durante a semana em um hotel em Londres para o meu trabalho e participava desse círculo. Mas a cada semana ou duas, havia um bilhete empurrado para debaixo da minha porta dizendo: “não vamos mais fazer o círculo”. E então ia e voltava e, no final, eu  me cansei disso e saí para fazer outro círculo. Mas ele era um médium excelente. Em  seguida, nos casamos, tivemos nosso círculo em nossa própria casa e tivemos todo tipo  de pessoas diferentes que vieram e se sentaram naquele círculo. Realmente esquisitos. 

Sandra Foy: Você realmente precisa ter muita paciência para conseguir as pessoas  certas.

Pozati: É tão bom ver que vocês chamam os grupos mediúnicos de “círculos”. Toda vez  que ouço isso soa tão bem. Porque falamos de círculo o tempo todo. No Brasil, não é uma  palavra comum para grupos mediúnicos. 

Sandra Foy: Suponho que, de certa forma, é um nome antiquado. Minha mãe, ela era a  mais velha de todas as crianças. A mãe dela costumava fazer “a mesa”, sabe? Mas meio  que acabou, a mediunidade física. 

Robin Foy: Certamente. Na verdade, em 1990, corria o risco de desaparecer em todo o  mundo. Restavam muito poucos médiuns físicos. Infelizmente, todos aqueles que  estavam no final de sua vida profissional e eram muito poucos os novos iniciantes. E foi  em um círculo em que participei por um tempo em Derbyshire, no Reino Unido, que  recebemos uma mensagem através da voz independente dizendo: “você precisa iniciar  uma organização para recuperar a mediunidade física e salvar a mediunidade física”. E foi  exatamente isso que fiz na Noah’s Ark Society em 1990 e, através dela, gradualmente,  recuperamos o interesse pela mediunidade física em todo o mundo. E vários novos  médiuns físicos surgiram e os convencemos a fazer demonstrações ao público por nós. E  com isso muito mais pessoas estavam se envolvendo e iniciando círculos e fazendo suas  coisas e realmente parecia muito bom durante esse tempo. Mas então nos mudamos para  Scole e Scole era algo especial. 

Pozati: Vocês estavam morando em Londres? 

Robin Foy: Sandra e eu moramos em Londres por um tempo, mas ela procurou nos  arredores onde começamos um círculo em Romford, que naquela época era em Essex,  mas agora eles chamam de grande Londres. Então, Londres cresceu. Tivemos muitos  bons resultados no círculo de Romford. Muitos resultados com voz independente.  Estávamos recebendo vozes independente tão boas quanto as de Larry Flint. 

Pozati: Vocês trabalhavam, tinham empregos…? 

Robin Foy: Ah sim, sim, nós dois tínhamos empregos. 

Sandra Foy: Eu era cabeleireira. 

Robin Foy: Na verdade, fui da escola para a Força Aérea, a R.A.F (Royal Air Force), e  estive na R.A.F. por quase três anos. E então comecei a trabalhar no comércio de papel,  na fabricação de papel em fábricas. Eu estive nisso durante os últimos trinta anos, até o  momento em que passamos a trabalhar em tempo integral no trabalho que estávamos  fazendo em Scole. Mas então, quando saí do comércio de papel, finalmente, eu tive dois  ou três empregos diferentes apenas para deixar algum dinheiro entrar e pagar as contas.  Eu fui leiteiro por um tempo. 

Robin Foy: [00:29:43] Quando nos casamos, na verdade tínhamos dois negócios, não é? 

Sandra Foy: Bem, há uma história por trás disso. Ele gosta de um bom peixe com  batatas fritas e, onde morávamos, não havia peixe e batatas fritas. E eu me cansei disso e 

disse: “se você quer tanto, por que não abre um lugar?”. Então ele fez e eu acabei servindo peixe e batatas fritas na loja! E então finalmente nós vendemos o lugar completamente. 

Robin Foy: Bem, nós vendemos esse e, ao mesmo tempo, abrimos uma delicatessen.

Sandra Foy: Acho que acabamos percebendo que negócios não eram nossa praia. 

Pozati: Nesses círculos mediúnicos… vimos no guia básico que você recomendam não  tomar álcool durante os dias, mas e quanto a fumar, comer carnes? 

Robin Foy: Eles meio que disseram: “antes de uma sessão faça uma refeição leve”. Não  fazer uma refeição pesada. E não havia nada sobre não fumar, apesar de sabermos que  é ruim para nós de qualquer maneira. Eu costumava fumar quando nos conhecíamos.  Acho que comecei a fumar quarenta cigarros por dia e, assim que nos casamos, paramos. 

Sandra Foy: Eu acho que era “modinha” fumar naquela época, e então você  simplesmente se dá conta de que aquilo não pode ser bom para você. 

Mônica: Vocês têm filhos? 

Robin Foy: Sandra tem dois e eu tenho dois. 

Sandra Foy: Duas filhas, agora com cinquenta anos. 

Alicia: Como vocês conseguiram isso? Porque também temos filhos. Robin Foy: Às vezes fica a cargo da babá, não é mesmo? 

Sandra Foy: Minha mãe costumava cuidar das minhas filhas. Mas ela não gostava do  que eu estava fazendo e não estava feliz com isso. Então, toda vez que ela vinha, ela  resmungava: “Ah, sua avó costumava fazer isso … não entre nisso” (risos). 

Alicia: Trago minha mãe comigo. 

Pozati: Trazemos nossos pais para as reuniões mediúnicas. 

Robin Foy: Mas é algo muito importante, espiritismo, no Brasil. Muitas pessoas  envolvidas no espiritismo. 

Pozati: Também há um grande problema, porque o espiritismo se tornou uma religião.  Não é mais uma filosofia ou uma maneira de ver a vida. “Venha ao centro, ouça a  palestra, receba energia, vai para casa, seja uma boa pessoa, faz alguma caridade” …  realmente parece uma nova maneira católica. 

Robin Foy: É claro, o espiritismo nos EUA e no Reino Unido é exatamente o mesmo.  Tornou-se uma religião e, em seguida, as pessoas começaram a transmitir aquelas  mensagens, “essas são as regras que você deve seguir etc, etc”. Tornou-se uma religião.  Mas nós sempre consideramos essa questão de uma maneira científica. 

Sandra Foy: Sim, nós nunca pensamos de outra forma. E eu acho que os espíritos  estavam tentando levar mais para o lado da ciência quando começou. 

Pozati: Uma coisa que realmente nos identificamos com o estilo Scole e o trabalho que  vocês fizeram é que é o resultado de um grupo. Não há um médium “estrela”. Não há  líder, nem padre. É um grupo, é um trabalho de grupo. 

Robin Foy: Isso mesmo. Quero dizer, é bem possível que uma pessoa ou duas pessoas  do grupo entrem em transe profundo, como foi feito em Scole. Mas nunca foram  considerados os chefes ou o tipo de pessoa que precisava ser reverenciada de alguma maneira. Eles eram apenas uma parte do grupo. E os espíritos deixaram claro que a  energia para os fenômenos vinha de todo mundo e não apenas das pessoas que estavam  em transe. Foi assim que conseguimos nos comunicar com eles no início e, é claro, houve outras maneiras pelas quais conseguimos nos comunicar com eles no final. Falaremos de algumas delas mais tarde, mas era uma sensação muito boa fazer parte do grupo e não  importava quem estava no grupo. Há três coisas que você precisa ser para fazer o grupo  funcionar. Antes de tudo, é preciso dedicar-se ao grupo e aos espíritos e, em segundo  lugar, comprometer-se a participar das reuniões, fora os feriados e momentos em que  estiver doente. Em terceiro lugar, ter paixão pelo trabalho. Isso é muito, muito importante,  você precisa ser apaixonado por isso, porque é isso que faz com que você entre completamente no sistema do grupo. Porque você se preocupa com o grupo, se preocupa  com tudo o que está acontecendo e com todos os fenômenos que estão acontecendo ao  seu redor. E você também deseja ajudar a humanidade e transmitir conhecimento a  outras pessoas, o que também acho muito importante e ainda o fazemos de tempos em  tempos, conhecendo pessoas de todo o mundo. Estamos nos envolvendo cada vez mais  com grupos como vocês e a SCIP. Estou muito empolgado porque agora também  estamos nos envolvendo com eles aqui na Espanha. Porque anteriormente sendo um  país católico, havia muita gente contra qualquer ideia sobre assuntos psíquicos aqui na  Espanha. Mas isso está mudando dramaticamente, na verdade. Há aqui nesta exata área em que estamos cerca de seis ou sete igrejas espiritualistas. Nós não nos envolvemos  muito com eles. O que achamos difícil no momento é que precisamos desesperadamente  de dois membros que cumpram os requisitos de serem apaixonados, comprometidos e  dedicados a ele. Precisamos disso para o nosso próprio grupo porque nosso  desenvolvimento está mais lento, infelizmente, porque os membros que tivemos não eram  exatamente as pessoas certas. 

Pozati: Vocês estão tentando formar um novo grupo? 

Robin Foy: Nós estamos nos reunindo há muito tempo e, quero dizer, ainda nos  reunimos. 

Sandra Foy: Já conseguimos ter luzes espirituais. 

Robin Foy: Nós temos luzes espirituais bastante espetaculares apenas nós dois, mas  precisamos de mais, precisamos ser capazes de nos comunicar por voz independente.  Isso é realmente importante. E é isso que eles estão tentando fazer, eu sei que eles estão  trabalhando para parar a música de fundo no meio enquanto tocam. Como você verá mais  tarde, quando falar sobre Scole, essa é outra maneira de poder falar conosco, porque eles  puderam falar conosco através de um gravador de fita cassete. O ponto de entrada para  eles era o chip de silício no gravador de fita. Então eles conseguem fazer esse tipo de  coisa e estão trabalhando para isso. Precisamos desesperadamente porque somos mais 

velhos e nossas energias não são tão boas quanto eram, por isso precisamos  desesperadamente de pelo menos dois realmente bons membros para o grupo, que  sejam apaixonados. Há uma ou duas pessoas no mundo todo que disseram que poderiam  mudar para Espanha para nos ajudar. 

Pozati: Venha para Jundiaí, São Paulo. 

Alicia: Eu estava prestes a dizer isso. Venha ao Brasil.

Pozati: Seria bom receber vocês no futuro. Você acha que é a mesma equipe espiritual  que costumava trabalhar com vocês no passado, como Manu? 

Robin Foy: Sim, é e está se expandindo. A equipe espiritual que tínhamos em Scole nos  disse que tinham duzentas ou trezentas almas trabalhando juntas. Existem apenas cerca  de dez que se comunicam conosco regularmente, e agora sabemos que alguns dos  principais comunicadores e alguns dos principais cientistas por trás de nossa equipe são  os mesmos de Scole. Gostamos de pensar que a principal comunicadora costumava ser  uma senhora que se chamava Emily Bradshaw. Acho que agora sabemos quem é essa  senhora. Esse não era seu nome verdadeiro, porque ela ainda tinha familiares vivos e não  queria que eles descobrissem que estava se comunicando. Mas, tendo dito isso, achamos  que sabemos quem ela é e ela agora trabalha conosco e se comunica de tempos em  tempos, principalmente por Sandra e, ocasionalmente, por mim. Nós dois temos pessoas  canalizando através de nós, mas não com transe profundo, e isso nos livrou, porque  pensávamos que provavelmente não conseguiríamos algo que caracterizassem  evidências se estivéssemos em transe profundo. 

Pozati: Você se sente como em um transe consciente? 

Robin Foy: Não, nós não temos isso. Disseram-nos que não é necessário. A canalização  tornou-se tão eficaz quanto o transe profundo. Então, nós dois canalizamos, mas as de  Sandra Foy: são muito mais evidentes que as minhas. 

Sandra Foy: Eu sempre sinto como se alguém apertasse minha garganta, sinto como  uma bola aqui… e a voz fica um pouco engraçada. E você pensa “minha mente está tendo  parte nisso?”, mas você só precisa soltar. 

Pozati: Eu sempre acho que é como se você estivesse sentado atrás da sua mente. E  assistindo a uma tela que não é o seu próprio pensamento. 

Sandra Foy: Sim, sim … Suponho que não devemos duvidar de nós mesmos, apenas  deixar acontecer. Esta senhora que vinha através de mim, ela apertava muito a minha  garganta, sabe? Ela era bastante vigorosa, e eu pensava “essa não sou eu”, mas às  vezes você recebe alguma informação e pensa “bom, poderia ser eu. Sou eu quem estou  controlando isso?”. É a pior coisa que você pode fazer, mas não conseguimos evitar. 

Robin Foy: Nós gravamos, e você consegue ouvir e perceber que qualquer coisa que  está sendo falado não é sua própria terminologia, são palavras totalmente diferentes. 

Rene: Dentro do aspecto científico do grupo, o experimento, você ainda precisa de  alguma mudança ou intenção de comportamento? Como você disse que costumava fumar  … bem, talvez não fumar, mas a carne, os pensamentos … alguma meditação para o  experimento. 

Robin Foy: Nós falamos sobre tudo isso agora. Nossa equipe agora nos diz… bem, eles  não precisam falar conosco sobre fumar, porque de qualquer maneira nós já resolvemos isso, mas eles dizem “vocês realmente deveriam ser vegetarianos, mas não vamos insistir e isso depende inteiramente de vocês. Mas, idealmente, gostaríamos que vocês fossem vegetarianos”. 

Rene: Não é pela saúde, é para o experimento.

Robin Foy: Sim, sim, isso mesmo… e meditação… estamos sempre recebendo tapinhas  nas nossas mãos porque não estamos meditando o suficiente. Deveríamos estar fazendo  uma meditação diária e eles dizem que temos que nos exercitar fisicamente porque, bem,  estamos ficando velhos e precisamos continuar por aqui pelo menos até que o centro  esteja funcionando. Porque é muito, muito importante. Eles nos disseram desde que  chegamos aqui na Espanha que teremos esse centro e será muito, muito importante.  Fomos conduzidos até essa área … viemos para cá em dezembro de 2006, e em 2007  algumas pessoas que tinham um círculo físico como o nosso que viviam na Escócia  disseram que queriam vir e ficar. Na verdade, não os conhecemos, mas eles têm contato  conosco às vezes. 

Sandra Foy: Não sei por que, mas recebi a seguinte mensagem: “Você vai se mudar para  a Espanha, vai se mudar para a Espanha”. Então Espanha, por quê? Eu realmente queria  ir para a França, na verdade. 

Robin Foy: Na verdade, eles continuaram dizendo: “vá para a Espanha”. E então, por  clariaudiência, fiquei ouvindo a palavra “Guardemar, Guardemar…”. Nunca ouvi falar  disso antes, mas é uma vila não muito longe daqui. É um adorável pequeno resort à beira mar. E precisávamos estar perto de Guardemar por algum motivo. Depois descobrimos  que o verdadeiro motivo é que várias pessoas vêm e ficam em Guardemar e que estão  envolvidas neste trabalho. Há uma senhora que mora nas Filipinas, vem e fica em  Guardemar todos os anos, então tudo era parte integrante disso. Eles meio que nos  atraíram até aqui. Mas depois que viemos para cá, em 2007, tivemos esse casal da  Escócia e eles estavam produzindo bons fenômenos como os que tivemos em Scole.  Vozes independentes, pessoas totalmente materializadas. Eles vieram e ficaram e  tivemos três sessões com eles enquanto estávamos aqui e praticamente todos os  membros da equipe de Scole, nossa própria equipe espiritual, se materializou e falou conosco durante as sessões. Também, dois meses depois, nos juntamos a eles na  França e dividimos uma casa, uma pequena cabana na França, por mais uma semana e  tivemos mais algumas sessões. Durante o curso dessas sessões, Blue apareceu. Blue  realmente se materializou na sala, novamente ficou na nossa frente e recebemos uma  mensagem através da mediunidade deles e eles disseram: “Nós não lhe diremos onde é  que você terá que ter um centro. Mas nós lhe daremos algumas pistas”. E eles nos deram  25 pistas sobre onde o centro ficaria. Eles não nos disseram a cidade, mas nos deram o  fato de que o nome começava com “A”. E eles disseram: “tumbas antigas”. Eles também  disseram que “local de avistamentos de OVNIs”. Disseram que havia uma montanha, uma  montanha sagrada muito importante e cavernas. Vinte e cinco pistas diferentes, e o único  lugar em toda a Espanha que se enquadrava nessa descrição era um lugar chamado  Antequera. Então, tudo se encaixava em Antequera, tinha que ser Antequera. 

Pozati: Nunca é fácil, né? 

Robin Foy: Não, não … eles nunca te dizem. Depois que descobrimos o nome, eles nos  deram mensagens que o confirmavam. Decidimos que iríamos a Antequera, obviamente,  desde que recebemos essas mensagens, e acho que já decidimos em julho. Voltamos ao  

Reino Unido para ver nossa família, deve ter sido junho de 2007, e Sandra queria ter uma  sessão com uma médium de provas muito boa enquanto ela estava lá. A mulher costuma  ficar com a agenda lotada por anos, mas ela ligou e disse: “Ah, acabei de ter um  cancelamento e posso encaixar você”. Sandra foi ter uma sessão com essa senhora e sua mãe apareceu. Ela disse que Antequera estava confirmada e disse: “olha, desça pela costa até Málaga. Girando 90 graus em terra e é aí está, Antequera”. 

Sandra Foy: E não é muito da minha mãe aparecer nas sessões. 

Robin Foy: E o que mais ela disse? Sobre as cabras. 

Sandra Foy: “você deve ficar atenta para as cabras com os sinos”. 

Robin Foy: Ela realmente disse o período em que deveríamos ir para lá. Fomos a  Antequera e ficamos em um pequeno hotel no meio de Antequera. Na manhã seguinte,  meu carro estava desaparecido. Infelizmente, estacionei em frente a uma área predial e a  polícia o levou embora. Mas, no entanto, no dia em que fomos lá, chegamos bem cedo,  pouco antes do almoço. Arrumamos nosso quarto e trouxemos todos os diferentes cristais  que colocávamos na mesa quando fizemos as sessões em Scole. Nós apenas fizemos  uma pilha com eles. De lá decidimos que iríamos sair para comer algo. Naquela época,  não tínhamos absolutamente nenhuma ideia de que tipo de propriedade estaríamos  procurando. Enfim, fomos em direção a El Torcal, que é uma montanha sagrada muito  perto de onde o centro estará, nos arredores de Antequera. Havia um restaurante lá, mas  estava uma placa escrito “fechado” do lado de fora. Mas quando estávamos voltando para  o carro, ouvimos um rapaz pendurado pela janela dizendo: “entrem, entrem, vou fazer  uma refeição para vocês”. Então nós fomos lá e ele nos preparou uma refeição muito  agradável e Sandra sentou-se de frente para uma janela no restaurante e naquela vista havia uma colina. Sentei-me de costas para a colina, para a janela. De repente, ela disse:  “Oh meu Deus!” e eu me virei e havia literalmente centenas de cabras descendo a  encosta, todas com sinos. Agora, o que a mãe de Sandra tentou nos dizer, mas nunca  entendemos até anos depois, era que o lugar em que estávamos comendo nossa refeição  era o que eles queriam que montássemos o centro. Então esse era o lugar que eles  queriam que tivéssemos como centro, e não sabíamos disso até quatro anos atrás.  Quando voltamos para o hotel e fomos para o nosso quarto todos os cristais que  tínhamos deixado amontoados em uma pilha estavam todos exatamente como os  posicionávamos em Scole. Então os espíritos fizeram isso enquanto estávamos fora. 

Pozati: Como se dissessem “estamos aqui!” 

Robin Foy: Exatamente! 

Sandra Foy: O que me convenceu foi a minha mãe, porque nunca imaginaria que ela viesse. Ela não gostava que eu me envolvesse com essas coisas. Ela costumava dizer  “sua avó costumava fazer isso, costumava fazer isso …” 

Larissa: E agora ela está toda envolvida. 

Sandra Foy: Sim … não temos notícias dela há um tempo, não é? 

Robin Foy: Não, muito raramente. 

Sandra Foy: Ela apareceu e nos disse para onde deveríamos ir. 

Pozati: Interessantes esses truques e pistas, porque … há muita coincidência entre este  local e o que estamos procurando na cidade de Jundiaí. Porque morávamos em São  Paulo na época do documentário. Mas eu nasci em Jundiaí e, por algum motivo, houve uma comunicação ou informação na qual eles disseram: “você precisa ir e ficar perto da serra do Japi”. Há uma montanha enorme em nossa cidade natal. 

Robin Foy: Assim como El Torcal

Pozati: Avistamentos de OVNIs, uma montanha baseada em quartzo, há uma reserva  florestal, cidades antigas como você disse. Na verdade, quando nos mudamos para lá,  havia duas rodovias que nos levavam para dentro da montanha. E enquanto dirigíamos,  comecei a sentir uma pressão aqui. Mas quando olhei para a montanha, a pressão  aumentou. Quando me virei para o carro, a pressão diminuiu. Como um jogo de quente e  frio. 

Robin Foy: Parecem exatamente os mesmos sentimentos que tivemos com Antequera.  As tumbas que eles falaram nas dicas acabaram sendo túmulos muito, muito antigos: seis  mil anos. E uma das pistas era um poço. Eles falaram “fica perto de água corrente”.  Provavelmente ali tem até uma nascente própria. A água vem do Torcal para uma fonte. E  o poço, eles nos disseram, está em um desses dolmens. Eles chamam esses túmulos de  dolmens. Existem dois juntos e um outro que fica um pouco longe dali. Mas dos dois  juntos, um é o principal dolmen. E a primeira vez que fomos lá, em 2007, eles não haviam  encontrado o poço. Mas na vez seguinte em que fomos lá, eles realmente encontraram  um poço nesta tumba, e esse era o poço de que falavam. Ele só apareceu mais tarde.  Eles falaram também sobre rochas que, é claro, o Torcal. Originalmente há milhões de  anos ficava no fundo do mar. Muitas formações rochosas naturais que se assemelham a  coisas diferentes ali. 

Rene: Por que você acha que eles não dizem exatamente o lugar e, em vez disso, dão  dicas? 

Robin Foy: Porque eles fazem você trabalhar para isso. Eles não vão dar as coisas  facilmente. Eles querem que você saiba que precisa trabalhar para alcançar os  resultados. 

Sandra Foy: Eu não acho que eles querem que pensemos que estamos apenas seguindo  ordens, sabe? Nós temos que trabalhar um pouquinho para conseguir as coisas. 

Pozati: Uma coisa que eu realmente amo no guia básico é quando você diz: “se algum  espírito começa a ditar regras, dizer o que você deve fazer e etc…”. É incrível, porque  nossa equipe espiritual provavelmente pensa da mesma maneira. Eles sabem que se eles  simplesmente chegassem dando ordens, diríamos “humm … sei”. 

Alicia: Este é o dólmen, certo? 

Robin Foy: Sim … está certo e tem três deles. O dólmen diferente é chamado El  Romeral. Recentemente, estivemos com alguns dos membros de nossas sessões em El  Romeral e a energia era tão forte lá que nem conseguíamos nos levantar. 

Sandra Foy: Ficamos tontos, sabe? Nos apoiando nas paredes. Não sei o que causou  isso. 

Robin Foy: Nesse dólmen em particular, a parte principal do dólmen, é uma câmara redonda. Nós pensamos: “não seria fantástico fazer algumas sessões aqui?”.

Alicia: Vocês já fizeram radiestesia na área? 

Robin Foy: Não, nós realmente não fizemos radiestesia. Mas geralmente podemos dizer  que, se você encontra um ponto energético “quente”, toda a energia está lá você pode  sentir. 

Sandra Foy: É estranho, porque nunca havíamos ouvido falar do lugar. 

Robin Foy: E o principal é que a sala principal desta propriedade consegue acomodar,  em estilo de teatro, cerca de duzentas pessoas. Então agora poderemos ter alguns  seminários muito bons lá. Além disso, a sala experimental será construída no que agora é  uma garagem na parte de trás da propriedade, um pequeno celeiro. E a garagem será a  sala experimental. Será suficientemente grande para podermos ter até 30 pessoas  sentadas lá em cada sessão. 

Pozati: E vocês tem um orçamento para isso? 

Robin Foy: O problema é que, no momento, estamos tentando arduamente arrecadar  fundos. Do zero, nos últimos dois anos, arrecadamos cerca de 28.000 euros. Para  comprar esta propriedade, precisamos de cerca de 220.000 euros. Isso inclui seis acres  de terra. A propriedade fica em uma espécie de vale. A colina do lado direito é onde vimos  as cabras descendo e a colina do lado esquerdo na verdade pertence à propriedade, mas  também é um olival e tem oliveiras, das quais provavelmente obteríamos alguma renda  eventualmente. Não teríamos nenhum problema, quando comprarmos o local,  poderíamos obter uma renda sem nenhuma dificuldade com os seminários e as sessões  que realizamos. Portanto, o local em si tem cerca de 6,25 acres e, atrás da propriedade,  existe uma área bastante longa, um campo bastante amplo. No fundo da propriedade, há  um grande celeiro que pode ser reformado em vários laboratórios e para o aspecto  científico do projeto. 

Pozati: São 220.000 para comprar o imóvel e orçamento extra para reformar. Robin Foy: Reformas pensamos em 20-30.000 euros. 

Sandra Foy: A casa em si você sobe algumas escadas e lá ficam os quartos. E, tanto  quanto me lembro, de decoração há apenas o que se esperaria fazer. Lá embaixo está ok, talvez apenas fazer uma pintura. 

Robin Foy: Existe uma cozinha comercial que não gostaríamos de usar porque nos arredores existem muitos hotéis, áreas para camping e coisas que forneceriam  alimentação. Então a alimentação seria feita externamente. A propriedade possui cinco  quartos duplos e dois quartos de solteiro. Dos dois quartos de solteiro, um será um  escritório e o outro será uma biblioteca. Os cinco quartos serão para nós e para os médiuns visitantes. Mas também a parte de trás da garagem, que será a sala  experimental, atrás da garagem há uma pequena casa que podemos reformar para  acomodar qualquer médium que queira ficar. É como um chalé. Seis acres é muito  grande, é um tamanho considerável. 

Rene: Então, seis acres são 24 mil metros quadrados. No Brasil, estamos pensando em  uma propriedade com cerca de 1500 metros quadrados. Portanto, é muito menor, mas custa em torno de 330.000 euros, então é muito diferente. A nossa fica dentro da cidade.  A sua está praticamente fora da cidade, está nas montanhas. 

Pozati: O Projeto Círculo está bastante conectado com essa ideia de comunicação e  realização de reuniões filosóficas, programas de meditação. Portanto, temos que ter uma  sede dentro da cidade e posteriormente ter uma propriedade rural como um segundo  lugar. Na cidade, acabamos de encontrar esta casa que é muito bonita. Eu estava  procurando uma casa no estilo dos anos 80 porque disse: “bem, vamos fazer uma  reforma e virar um lugar legal para os jovens, porque… o problema do espiritismo  institucional no Brasil é que daqui a 20 anos todo mundo estará morto. E as gerações jovens não estão interessadas nisso. Temos que fazer isso em um estilo legal para atrair  essa nova geração. 

Robin Foy: É exatamente o mesmo que queríamos, trazer novas gerações e as pessoas  mais jovens. 

Pozati: Estávamos procurando um certo tipo de casa, mas na reunião mediúnica Fernanda e outra médium apenas viram detalhes da casa, como o estilo do telhado etc. E  então eu comecei a olhar em volta e encontrei a casa. E então fomos visitar e Rebecca  Hardcastle, do Institute for Exoconsciousness, foi conosco. Ela estava lá e disse: “você  deveria conhecer o arquiteto desta casa”. E eu disse: “que americana estranha, aqui nós  nunca pedimos para ver o arquiteto da casa”. Mas estávamos no jardim e uma mulher  tinha acabado de entrar na casa e Priscila disse: “esta é a dona da casa”. E ela disse:  “Você sabe, nós demolimos a casa que estava aqui antes e a reconstruímos de acordo  com o feng shui. Esta casa foi projetada de acordo com o fluxo de energia, desde a sua  fundação”. E nós dissemos: “ok, vamos levantar o dinheiro!”. Coisas interessantes. 

Robin Foy: E o problema, é claro, é levantar a quantia certa … sabemos que há um  projeto em andamento para produção de um filme, que esperamos poder trazer uma  renda a mais. Mas essa propriedade já está no mercado há quatro anos. É surpreendente que ninguém a tenha comprado. 

Sandra Foy: Eu acho que ninguém a compraria. 

Pozati: Mas essa casa também. Está à venda há muito tempo. Nenhuma placa escrito “à  venda”, nada. Apenas esperando. Temos muito o que discutir, mas sinto que levantar o  dinheiro não é exatamente o problema. Eu sinto que existe uma maneira de nos conectar  com pessoas que querem ver projetos como esses surgirem. Não com interesse em  lucrar, mas com um interesse filosófico. 

Rene: Essa é basicamente a primeira fase, depois tem a segunda. Mas como uma  propriedade maior e com intenções maiores. Precisamos de uma sede física para receber  grupos e gravar experimentos e ter um lugar para se encontrar. Mas agora temos pessoas  de todo o estado de São Paulo, Rio, norte do Brasil. 

Alicia: Eu tenho uma pergunta. Quanto você acha que temos que esperar pelo lugar  perfeito ou devemos começar com qualquer o quarto escuro que tivermos? 

Robin Foy: Eu acho que vocês devem começar onde puderem já ir começando. Esse  negócio com a fundação, eu realmente não tinha pensado em começar nada até dois  anos atrás, quando eu tive uma sessão com Sandine e então tudo se encaixou e nós demos início. Nós já sabíamos qual propriedade seria, mas foi apenas quando ela foi  colocada à venda e não percebemos que era dessa maneira que nós precisávamos e que  os espíritos precisavam. Então, entre 2007 e 2015, achamos que realmente não fizemos o  suficiente para fazer as coisas acontecerem. Mas eles lhe dirão que a razão disso é que  não é a hora certa. Os espíritos sempre lhe dirão: a hora precisa ser certa. No nosso  caso, há dois anos havia chegado a hora de colocar a fundação para funcionar e de  realmente começarmos a tentar comprar essa propriedade de que precisamos e que os  espíritos precisam. 

Larissa: No momento, o Círculo é baseado principalmente em mídias online, uma  plataforma online. Membros de todo o Brasil e de todo o mundo podem assistir a vídeos,  palestras, meditações, todo o conteúdo que a equipe produz. Está começando a se tornar  um fórum, um hub para conectar todo mundo e então podermos nos conhecer. Está  começando a crescer, ainda não chegamos lá porque ainda não está pronto para fazer as  pessoas se conhecerem, ainda está no início. 

Pozati: A última conferência foi em 20 de julho, reunimos mil participantes, nos reunimos  fisicamente e transmitimos para 150.000 pessoas. As instruções para o evento nos foram  dadas nas reuniões mediúnicas executivas, onde discutimos os projetos. Mas sinto que  precisamos dar mais um passo nessas reuniões mediúnicas. Começamos em minha  casa, há dois anos. Na verdade, no primeiro ano, ia a Belo Horizonte uma vez por mês  em reuniões espirituais na casa de Luis. Porque eu costumava ouvir, em minha mente,  toda a intuição. E nós anotávamos e para confirmar nas reuniões. O nome do Círculo, por  exemplo, fomos em novembro de 2016. Tivemos todo esse projeto e, na sessão de  brainstorming, dissemos: vamos chamar de Círculo. Porque não é o grupo, não é o fogo,  não é a música, não é o acampamento. É tudo ao mesmo tempo. Círculo! Não disse nada  para o Luis, apenas disse que precisava de algumas confirmações para um projeto com  os espíritos, se o nome que estávamos planejando era o certo. Então Luis me liga de  volta e diz: “os espíritos disseram que não podem dar conselhos por telefone”. Então eu  tive que viajar novamente. E eu não disse nada ao Luis ou a ninguém. Eu digo aos  espíritos: “Ei. Vocês sabem que eu vim até aqui para uma confirmação. Não me deixem no escuro”. E Luis diz: “Sinto que há algum problema com a comunicação. A prancheta  está desenhando um círculo na mesa”. E eu disse: “Não tem nenhum problema, Luis. Foi  exatamente para isso que eu vim”. 

Iniciamos nossas reuniões exatamente no mesmo formato que Luis fez as dele. No escuro, em volta de uma mesa redonda, usando uma prancheta. Recebemos  comunicação em nosso primeiro encontro. Com o tempo, aprendemos a confiar na  comunicação, porque desde o primeiro encontro nós anotamos tudo. Gravamos e  transcrevemos as comunicações e começamos a ver que, dois anos depois, o que eles  disseram aconteceu exatamente do jeito que disseram. Então, depois que começamos a  confiar nas comunicações, vieram as canalizações, clarividências, clariaudiências,  comunicação mental como uma telepatia. E recebemos sinais pelos brinquedos  eletrônicos do meu filho. 

Mas agora realmente queremos ajustar alguns parâmetros de nossas reuniões.  Acreditamos que é muito importante alcançarmos um novo tipo de fenômeno físico. Por  causa do assunto e da missão que recebemos. Então, precisamos continuar a pesquisa  do general Uchoa. Ele foi um pesquisador no Brasil nas décadas de 60 e 70. Ele fez 20 anos de reuniões de materialização em sua casa. E então ele se mudou para Brasília e foi  convidado a investigar uma fazenda com avistamentos de OVNIs. Quando ele chegou  com seu grupo a essa fazenda, eles estabeleceram uma comunicação telepática e  divulgaram a materialização de seres e naves no campo a céu aberto. Nosso grupo é  realmente baseado no trabalho dele. Os espíritos disseram: vocês devem continuar o  trabalho que o general Uchoa começou. Portanto, é por isso que estamos tão  interessados em fazer com que nossa reunião evolua e desenvolva novos tipos de  mediunidade e efeitos físicos. E é por isso que queremos ouvir todos os detalhes que  você possa compartilhar. 

Sandra Foy: Eu acho que vocês realmente precisam ter uma mente aberta. As pessoas  têm uma ideia definida de que “isso acontece ou isso não acontece”. E você apenas  bloqueia as coisas. Descobrimos em Scole que tínhamos que realmente deixar fluir e abrir  a mente. 

Robin Foy: Você realmente descobre que os espíritos o levam a todas as direções à  medida que você permite. Eles dão uma dica aqui, jogam uma ideia ali. E se você seguir  as sugestões que eles fizerem, isso ajudará dramaticamente. Por isso, sempre tentamos  fazer da maneira certa do início ao fim. Quando nos mudarmos para o centro, e realmente  esperamos que seja no próximo ano, nossos dois amigos alemães também se mudarão  para lá e estarão envolvidos no dia-a-dia como nós. E é claro que eles têm sua própria  mediunidade física que estão desenvolvendo extremamente rapidamente no momento e  também poderão fazer demonstrações para os membros e para o público em geral. Então  isso é algo que acontecerá quando chegarmos. Mas nós mesmos estamos tentando  avançar do nosso lado e realmente obter essa voz independente. Precisamos de mais  dois membros para o grupo que sejam absolutamente apaixonados e preparados para se  comprometer com isso. Então, temos que tentar encontrá-los. Sempre jogamos nossos  pensamentos para que os espíritos os enviem para nós. Tivemos alguns tipos estranhos  ao longo dos anos. 

Larissa: Acho que existe um enorme efeito de desistência quando se tenta estabelecer  um grupo como esse, porque nem todos estão tão comprometidos com essa causa. Às  vezes é pura curiosidade. 

Alicia: Às vezes é ego. 

Robin Foy: Bem, sempre vemos alguém que pensa “eu estou recebendo isso, eu  sentindo isso … eu sou O médium”. E isso não é uma boa ideia. Tem que haver qualidade  no todo. Todo mundo é igual. 

Rene: As condições que vocês tinham em Scole e no guia básico sempre vieram dos  espíritos ou da experimentação? 

Robin Foy: A maioria das coisas que tínhamos em Scole vinha dos experimentos porque  eles estavam dando abertura para novos fenômenos. Alguns dos fenômenos que  aconteceram em Scole nunca haviam acontecido antes, até onde sabemos pelo menos. Então estávamos seguindo uma linha completamente diferente em que os fenômenos  eram realmente totalmente diferentes. Falarei sobre isso um pouco mais tarde. Mas  algumas das coisas que fizemos lá foram surpreendentes, quase como que fora deste  mundo, literalmente.

Rene: O objetivo do grupo ainda é o mesmo de Scole ou mudou ao longo dos anos? 

Robin Foy: Nosso objetivo agora é estar no coração da Fundação de Ciências Espirituais. Sabemos que este projeto que estamos realizando e a propriedade são a  nossa Swan Song (canção do cisne). Os espíritos haviam dito isso. Canção do cisne é  uma expressão em inglês que significa a última coisa que você faz na vida. Não sei se é  verdade ou não, mas eles sempre dizem que o cisne, antes de morrer, canta. Então a  música dos cisnes é a última coisa que você faz antes de passar para o mundo espiritual.  Então essa é a nossa Swan Song e estamos muito felizes com isso, porque queremos  deixar tudo isso realmente aberta e funcionando. Nós mesmos fomos informados de que  seremos uma central para pessoas envolvidas com a mediunidade física em todo o  mundo, e isso é bom para nós aqui. 

Pozati: Você está garantindo seu emprego para a próxima vida (risos). Robin Foy: Não, acho que não voltaremos pra cá. 

Alicia: Talvez um emprego do outro lado! 

Pozati: Acho que talvez a gente possa almoçar? 

Robin Foy: Nós poderíamos fazer isso agora. Temos sete gatos para cuidar, então temos  que lhes dar algo para comer. Se pararmos para almoçar, digamos que voltamos aqui …  são meio-dia e meia agora … em cerca de duas horas e podemos conversar sobre o  fenômeno Scole.