Uno

As personagens simbólicas que comparecem essas histórias correspondem importância – e não raro em características e façanhas – às personagens das iconografias mais sofisticadas, e o mundo maravilhoso em que se movem é precisamente o mundo das grandes revelações: O mundo e a época que se encontra entre o sono profundo e a consciência desperta, a zona em que o Uno se torna o múltiplo e os muitos se reconciliam com o Uno.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 285.

Integração

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perde-la-a, e quem perder a vida por amor de mim acha-la-á”.

O sentido é bem claro; é o sentido de toda a prática religiosa. O endivido, por meio de prolongadas disciplinas espirituais, renúncia completamente aos vínculos com suas limitações idiossincrasias, esperanças e temores pessoais. já não resisti a auto-aniquilação, que constitui o pré-requisito do renascimento na percepção da verdade, e assim fica pronto, por fim, para a grande sintonia.

Suas ambições pessoais estão dissolvidas, razão porque ele já não tenta viver, mas simplesmente relaxa diante de tudo o que venha a se passar nele; ele se torna, por assim dizer, um anônimo. A Lei vive nele com o seu próprio consentimento irrestrito.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 231.

Isolamento da natureza

Um dos fatores que contribuem para o nosso isolamento do resto da natureza é o material isolante dos nossos sapatos. Quando puder, fique descalça.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 47.

Integração

E por isso podemos dizer que, afinal de contas, o moderno alvo terapêutico de uma cura que produza o retorno à vida é atingido por meio da antiga disciplina religiosa (…) Aquele que se libertou em vida, desprovido de desejos, compassivo e sábio, “com o coração concentrado pela ioga, vê todas as coisas sob a mesma luz, observa-se a si mesmo em todos os seres e observa todos os seres em si mesmo. Como quer que leve a vida, vive em Deus”. (…) Aqueles que sabem, não apenas que o Eterno vive neles, mas que eles mesmos, e todas as coisas, são verdadeiramente o Eterno, habitam os bosques de árvores que atendem aos desejos, bebem o licor da imortalidade e ouvem, em todos os lugares, a música silenciosa da harmonia universal. Esses são os imortais.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p.m157.