Dever e Necessidade

“O dever define a submissão que nos cabe a certos princípios estabelecidos como leis pela Sabedoria divina, para o desenvolvimento de nossas faculdades.

Para viver em segurança, ninguém desprezará a disciplina.

Obedecem as partículas elementares no mundo atômico, obedece a constelação na glória da imensidade.

O homem viajará pelo firmamento, a longas distâncias do lar em que se lhe vincula o corpo físico; no entanto, não logrará fazê-lo sem obediência aos princípios que vigem para os movimentos da máquina que o transporta.

Dessa forma, simbolizar o dever como sendo a faixa de ação no bem que o supremo Senhor nos traça à responsabilidade, para a sustentação da ordem e da evolução em sua obra divina, no encalço de nosso próprio aperfeiçoamento.

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 87.

Cura, Pensamento e Atitude

“É por isso que, muitas vezes, consoante os programas traçados antes do berço, na pauta da dívida e do resgate, a criatura é visitada por estranhas provações, em plena prosperidade material, ou por desastres fisiológicos de comovente expressão, quando mais irradiante se lhe mostra a saúde.

Contudo, é imperioso lembrar que reflexos geram reflexos e que não há pagamento sem justos atenuantes, quando o devedor se revela amigo da solução dos próprios débitos.

A prática do bem, e infatigável, pode modificar a rota do destino, de vez que o pensamento claro e correto, com ação edificante, interfere nas funções celulares, tanto quanto nos eventos humanos, atraindo em nosso favor, por nosso reflexo melhorado e mais nobre, amparo, luz e apoio, segundo a lei do auxílio.

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 61.

A Harmonia da Lei e o Reencontro

“(…)

– Sim – concordou o orientador –, Isso é também possível; entretanto, examinada a harmonia da Lei, o reencontro do trio é inevitável. Todos os problemas criados por nós não serão resolvidos senão por nós mesmos.

(…)

– (…) através do pensamento, comungamos uns com os outros, em plena vida universal.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 26.

Aperfeiçoar os Pensamentos

“– Somos, desse modo, induzidos a crer – considerou meu companheiro – que não dispomos de recursos para alcançar o pensamento daqueles que se fizeram superiores a nós…

– Sim, aqueles que atingiram uma elevação que não somos capazes de imaginar, remontaram a outros planos, transcendendo-nos o modo de expressão e de ser. O pensamento deles vibra em outra frequência. Naturalmente, podem acompanhar-nos e auxiliar-nos, porque é da Lei que o superior venha ao inferior quando queira, contudo, por nossa vez, não nos é facultado segui-los.

(…)

– (…) O pensamento nos condiciona ao círculo em que devemos ou merecemos viver e, só ao preço de esforço próprio ou de segura evolução, logramos aperfeiçoá-lo, superando limitações para fazê-lo librar em esferas superiores.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 26.

Ideias Fixas

“– Sinceramente, por mais me esforce, grande é a minha dificuldade
para penetrar os enigmas da cristalização do Espírito em torno de certas situações e sentimentos. Como pode a mente deter-se em determinadas impressões, demorando-se nelas, como se o tempo para ela não caminhasse? Tomemos, por exemplo, o drama de nosso infortunado companheiro, há séculos imobilizado nas ideias de vingança… Estará nessa posição lamentável, por tantos anos, sem ter reencarnado?

(…)

– É imprescindível compreender que, depois da morte no corpo físico, prosseguimos desenvolvendo os pensamentos que cultivávamos na experiência carnal. E não podemos esquecer que a Lei traça princípios universais que não podemos trair. Subordinados à evolução, como avançar sem lhe acatarmos a ordem de harmonia e progresso? A ideia fixa pode operar a indefinida estagnação da vida mental no tempo.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 25.

Lei da Equivalência e da Correspondência

“´É que dominam toda a Evolução Cósmica as Leis da EQUIVALÊNCIA, da ANALOGIA DA CORRESPONDÊNCIA, todas elas subjacentes e operantes desde a matéria densa física, imersos na qual vocês, humanos, ainda vivem, até aos níveis mais sutis das diferentes formas da substância e dos campos da energia, quer de natureza física ou espiritual, porventura existentes e atuantes em nosso Universo.”

UCHÔA, Alfredo Moacyr. Mergulho no Hiperespaço. Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores. Brasília, 1976, pág. 126-127.

A Lei da Responsabilidade Humana

“(…) Assunto muito delicado porque temos de ajudar, sem atingir o campo das responsabilidades dos humanos e, também, sem lhes roubar o mérito do que realizarem. Com ou sem nossa ajuda, dores e alegrias haverão de ficar sempre à sua própria conta. ESSA A LEI! ESSA A LEI!”

UCHÔA, Alfredo Moacyr. Mergulho no Hiperespaço. Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores. Brasília, 1976, pág.114.

Realização de Poucos

“Isso, contudo, não é uma palavra de preferência injusta. Antes corresponde ao próprio cumprimento da Lei, que o evolver da civilização vem indicando, quando mostra que sempre as vanguardas promotoras ou realizadoras do “novo” se constituem de minoria ou minorias, face a maiorias agressivas e implacáveis, reagindo no enquistamento de suas posições.”

UCHÔA, Alfredo Moacyr. Mergulho no Hiperespaço. Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores. Brasília, 1976, pág. 87.

Vários Planos de Causalidade

Nada escapa do de Causa e Efeito, mas existem vários Planos de Causalidade, e pode-se empregar as leis do plano superior para vencer as leis do inferior.” -O CAIBALION

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 124.

A Ordem das Leis

“(…) não existe um agente como Acaso, no sentido de uma coisa fora da Lei, uma coisa fora de Causa e Efeito. Como poderia ser uma coisa que agisse no universo fenomenal, independente das leis, da ordem e da continuidade deste último? Tal coisa seria inteiramente independente do movimento ordenado do universo, e portanto superior a este. Não podemos imaginar nada fora do TODO que esteja fora da Lei, e isto somente porque o TODO é a própria LEI. Não há lugar no universo para uma fora e independente da Lei. A existência de tal Coisa tornaria sem efeito todas as Leis Naturais, e mergulharia o universo em uma desordem e ilegalidade caótica.”

Três Iniciados. O Caibalion: Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia. Editora Pensamento: São Paulo, 2018, pág. 99.