O Todo é Movimento

“Hilário, semi-espantado, considerou:

– O que me assombra é reconhecer o serviço incessante por toda a parte. Na vigília e no sono, na vida e na morte…

Respondeu Áulus, sorrindo:

– Sim, a inércia é simplesmente ilusão e a preguiça é fuga que a Lei pune com as aflições da retaguarda.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 125-133.

Consciência individual e vontade universal

O alvo do mito consiste em dissipar a necessidade dessa ignorância diante da vida por intermédio de uma reconciliação entre consciência individual e vontade universal. E essa reconciliação é realizada através da percepção da verdadeira relação existente entre os passageiros fenômenos do tempo e a vida imperecível que vive e morre em todas as coisas.

“Como uma pessoa desse as roupas usadas e as troca por novas, assim também o Eu que habita o corpo desse app os corpos usados e os troca por novos. Impenetrável, incombustível, insolúvel, inabalável, esse Eu não é permeado, consumido pelo fogo, dissolvido pela água, abalado pelo feito. Eterno, mutável, imóvel, todo penetrante, o Eu é para sempre inalterável.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 232.

Integração

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perde-la-a, e quem perder a vida por amor de mim acha-la-á”.

O sentido é bem claro; é o sentido de toda a prática religiosa. O endivido, por meio de prolongadas disciplinas espirituais, renúncia completamente aos vínculos com suas limitações idiossincrasias, esperanças e temores pessoais. já não resisti a auto-aniquilação, que constitui o pré-requisito do renascimento na percepção da verdade, e assim fica pronto, por fim, para a grande sintonia.

Suas ambições pessoais estão dissolvidas, razão porque ele já não tenta viver, mas simplesmente relaxa diante de tudo o que venha a se passar nele; ele se torna, por assim dizer, um anônimo. A Lei vive nele com o seu próprio consentimento irrestrito.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 231.

Contemplação dos opostos

Através desse exercício, seu espírito é purgado de toda sentimentalidade e ressentimento, infantis e inadequados, e sua mente é aberta à presença inescrutável, que existe não primariamente como “boa”ou “má” com relação à sua infantil conveniência humana, seu bem-estar e a sua aflição, mas sim como lei e imagem da natureza do ser.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 116.

Felizes para sempre?

O final feliz do conto de fadas, do mito e da divina comédia do espírito deve ser lido, não como uma contradição, mas como transcendência da tragédia universal do homem. O mundo objetivo permanece o que era; mas graças a uma mudança de ênfase que se processa no interior do sujeito, é encarado como se tivesse sofrido uma transformação. Onde antes lutavam a vida e a morte, agora se manifesta o ser duradouro.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p.34.

Celebrar o amor

Celebrar o amor é o que aquece a nossa alma e nos faz vir ao encontro de todos vocês. Celebrar sinceramente o amor é a garantia de nossa presença e reunião ao seu redor, pois o amor nos traz o sentido imanente em nosso interior mais profundo.

O Pai de todas as coisas anseia por nós, nos deseja e nos consome em seu amor a cada instante ilusório em que tarda nossa consciência no reconhecimento de nossa união com ele. Nunca estivemos separados, senão pelo véu de nossa ignorância.

Precisamos, querido companheiro de aulas, falar do amor, nos fortalecer no amor, evoluir no amor.

Abra-se à este sentir pois ao longo desta semana indicaremos caminhos outros para o cumprimento de nossa tarefa atual.

Bom vê-lo de volta aos estudos, mergulhado no plano mental dos sábios de nosso tempo, copiosamente destinado a herança dos que os buscam com a sinceridade de coração.

Sinceramente,

W.W.

(…)

A noite, durante a oficina de cocriação online

Queridos amigos,

Saibam que Deus sempre abençoa o esforço da busca, pois é da Lei Universal que a cada um seja dado o pagamento por seu trabalho. Dediquem-se com amor e sinceridade. Sejam amorosos consigo mesmos e percebam que Deus nosso pai é criativo e original e nenhuma criatura é igual a outra. Somos habilidades latentes em promessas de iluminação e evolução, no serviço ao próximo.

Beijinhos de nossa equipe,

Olímpia.