Magia Simpática, Princípio de Correspondência e Inquisição

Num antigo ritual para a fertilidade, os camponeses iam para os campos, sob a luz da Lua cheia, e dançavam ao redor deles, montados em forcados, mastros e vassouras, cavalgando-os como cavalos de madeira. Eles deviam saltar no ar enquanto dançavam, para mostrar aos brotos a que altura deviam crescer. Uma forma inofensiva de magia simpática. A Igreja, no entanto, dizia não apenas que  eles estavam agindo contra as colheitas, mas que na verdade voavam em seus mastros… claramente um ato demoníaco.

Em 1484, o Papa Inocêncio VIII publicou sua Bula contra as Bruxas. Dois anos depois, dois infames monges alemães, Heinrich Institoris Kramer e Jakob Sprenger, produziram sua inacreditável antibruxaria, o Malleus Maleficarum [O Martelo das Feiticeiras]. Nesse livro, davam instruções específicas para a perseguição das Bruxas.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 39.

25.000 anos atrás

A primeira forma de magia foi talvez a variedade simpática. Coisas parecidas tinham efeitos parecidos, prensava-se; semelhante atrai semelhante. Se fizessem uma estatueta de um bisão em argila e de tamanho natural e ela fosse “atacada” e “morta”, então  a caá a um bisão de verdade também terminaria na morte do animal.

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 30.