Milagres e Feitos

“O Mestre realizou inúmeras curas e renovações espirituais, que não devem ser consideradas milagres, mas resultantes de suas faculdades mediúnicas. Em virtude de sua elevada hierarquia espiritual e da incessante cooperação das entidades angélicas que o assistiam, tudo o que ele realizava nesse sentido, embora tido por miraculoso, era apenas consequência da aplicação inteligente das leis transcendentais. Afora os Essênios terapeutas, que sabiam manejar com êxito as forças ocultas e curavam pela imposição das mãos, só alguns outros iniciados ou magos, como Simão, o Mago, os discípulos de Apolônio de Tyana, sacerdotes, budistas, iogues ou adeptos emigrados do Egito, é que sabiam provocar tais fenômenos. Os demais, mesmo cientistas altamente intelectualizados da Judéia e de Roma, ignoravam as leis do mundo invisível. O conhecimento atual da fenomenologia mediúnica e a existência de médiuns de alta capacidade ectoplásmica comprovam os mesmos feitos do Sublime Galileu.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 243.

 

Nascimento Sagrado

“Embora Jesus tenha nascido sem produzir milagres que deveriam abalar seus familiares e a vizinhança, tal fato revestiu-se de suma importância no Espaço, em torno da Terra, onde os anjos que o acompanhavam em sua descida para a carne vibraram de intenso jubilo pelo êxito do mundo espiritual no advento do Messias. Era o mais esplendoroso acontecimento verificado até aquela época, pois através do sacrifício de alta Entidade Espiritual, as trevas terrenas, dali por diante, receberiam mais forte Luz Crística, em comunhão mais íntima com o seu Cristo Planetário. Jesus. o Messias, instrumento vivo hipersensível e descido dos céus, derramaria através de sua carne a Luz do Espírito do Senhor, ensejando a mais breve libertação do “homem velho”, ainda algemado à força coerciva dos instintos animais.

(…)

Nenhuma estrela se moveu no céu, guiando reis magos até Nazaré, embora Melchior, Baltazar e Gaspar tivessem realmente procurado identificar o local onde se encarnara o Avatar prometido para aquela época. Eram velhos magos e experimentados astrólogos, que pela disposição extraordinária dos astros no signo de Pisces e além de sua profunda sensibilidade mediúnica, certificaram-se de que uma Entidade de alta estirpe espiritual teria nascido na Terra, naqueles dias proféticos para os conhecedores da Astrologia. Em consequência, devido aos seus cálculos astrológicos e à sua habilidade esotérica, puderam identificar que a posição conjuncional de Saturno, Marte e Júpiter marcava uma data sideral de suma importância para as atividades espirituais.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 114-115.

Preparação da Alma Para a Grande Missão

“(…)Desde o momento em que nasceu, todos os Magos, homens sábios, Sumos Sacerdotes e eruditos conselheiros da Fraternidade foram inferiores a Ele em harmonização Divina e preparação da alma para a grande missão. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 188.

Akhenaton o Grande Fundador

“O filho e o neto de Tutmés III patrocinaram a continuação da Fraternidade secreta, permitindo que esta crescesse em tamanho e atividade. Em 1378 C. nasceu Akhenaton, bisneto de Tutmés III. Ele tornou-se o grande reorganizador e fundador da organização mundial chamada Grande Fraternidade Branca, que se originou da Fraternidade secreta criada na antiguidade.

O plano original da Fratemidade secreta era reunir os mais sábios homens e mulheres do Egito, especialmente os Magos mais avançados, com a finalidade de discutirem, analisarem, registrarem e preservarem o grande conhecimento que constituía a luz do mundo. O Egito havia se tornado centro da cultura e do conhecimento científico do mundo, o que é comprovado pelas notáveis realizações de seu povo, liderado pelos sábios homens de ciência em geral. Estudantes de todas as partes do mundo iam ao Egito para obter a educação mais elevada da época e para entrar em contato com as escolas de mistério, como eram chamadas, dirigidas pela Fraternidade secreta.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 176.

Viagem ao Tibete e à Persépolis

“Alguns registros antigos declaram que José, depois de completar o estudo dos ensinamentos budistas e das doutrinas hindus na Índia, viajou para Lassa, no Tibete. (…) Quando José estava pronto para partir de Jagannath, entretanto, Ele se dirigiu para a Pérsia, na cidade de Persépolis, onde haviam sido feitos preparativos relativos a estudos adicionais. Persépolis era uma das antigas cidades reais e morada dos eruditos Magos daquele país, conhecidos pelos nomes de Hor, Lun e Mer. Um desses Magos, já muito velho, fora um dos três Magos que haviam visitado o menino na ocasião de Seu nascimento na Gruta Essênia, levando-lhe presentes do mosteiro da Pérsia.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 167-168.

Jesus e a Fé Budista

Jagannath. Esta cidade ficava na costa oriental da Índia, sendo seu nome atual Puri. A mesma havia sido o centro do budismo puro por muitos séculos; (…) Os Magos, José e outros, que haviam se agregado à caravana no caminho, levaram quase um ano para alcançar aquele ponto da Índia.

(…)

Dizem as crônicas que José permaneceu pouco mais de um ano no mosteiro como estudante e se tornou totalmente familiarizado com os antigos ensinamentos e os rituais aperfeiçoados da fé budista.

(…)

Quando chegou o tempo de José deixar o mosteiro de Jagannath, visitou ele o vale do Ganges e fez uma parada de vários meses em Benares. Devemos ter em mente que o grande mosteiro e sede mundial da Grande Fraternidade Branca ainda não tinha se estabelecido no Tibete; caso contrário, José e Seus Magos certamente teriam se dirigido a esse local e ali permanecido por longo tempo.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 164.

Viagens Para Fins de Conhecimento

“Mas no tempo de que estamos tratando, entretanto, era considerado absolutamente necessário que o interessado em religião ou filosofia se deslocasse para a sede das antigas religiões, onde poderia ter acesso a cópias das versões autênticas de cada religião, a oportunidade de viver na região e, no contato com as pessoas, familiarizar-se com os rituais, ritos e práticas de seus dogmas. Muitos grandes Avatares do passado tinham viajado a lugares distantes com este fim, e foi desta forma que o conhecimento dos vários ensinamentos antigos se disseminou por todas as partes.”

O jovem José foi entregue aos cuidados de dois Magos, que vieram ao Carmelo com o propósito de acompanhar o jovem à sua primeira escola e local de experiências longe de casa. Os registros nos dizem que José teve permissão para passar cerca de uma semana com Seus pais na Galileia, enquanto os Magos faziam seus preparativos c conferenciavam com os oficiais da escola do Carmelo. Eles também instruíam os pais de José a respeito do que deveriam esperar e o que deveriam fazer durante Sua ausência.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 163.

A Criança Aguardada do Novo Ciclo

“Ficamos sabendo pelas narrativas sobre Seu nascimento que os Magos, os homens sábios e eruditos dos templos de mistérios e principais instrutores dos mais elevados princípios educacionais, vieram ao local de nascimento de Jesus para lhe prestar homenagem, por ser Ele o Avatar do novo ciclo. Este reconhecimento por parte dos grandes Magos indica que a criança já era aguardada pela Fraternidade e pela Grande Loja Branca em todas as terras e seria orientada e protegida por toda a Sua vida. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 134.

Relatório aos Alto Sacerdotes e Supremos Oficiais da Fraternidade

Os Magos, após terem feito a visita oficial à criança, terem entregue seus presentes e transmitido suas saudações, viajaram para o Monte Carmelo e ali relataram o nascimento, deixando instruções com os encarregados do mosteiro e da escola quanto à educação e aos cuidados a serem dispensados à criança durante sua infância. Então esses Magos foram para o Egito e ali fizeram seu relatório nos Altos Sacerdotes e aos Supremos oficias da Fraternidade.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 113.

Presentes ao Filho de Deus

Eles não trouxeram somente as coisas descritas na narrativa cristã, mas, também a saudação dos mais altos oficiais da Grande Fraternidade Branca, joias de natureza simbólica para a mãe e o pai, e um rosário contendo um raro emblema para a criança usar no pescoço, a fim de que sempre pudesse ser identificada como o esperado Filho de Deus.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 112.