Milagre dos Milagres

“Então, a grande assembleia dispersou-se, ficando Jesus e Seus onze Apóstolos sozinhos. Subiram ao alto da pedra sob a qual se haviam reunido, formaram um círculo em cujo centro ficou Jesus. Enquanto eles cruzavam os braços, numa saudação mística, tendo a mão direita sobre o peito esquerdo e os pés na posição correta, simbólico do seu ritualismo, formou-se uma nuvem no centro do círculo. Isto não as surpreendeu, pois a formação dessa nuvem fora por eles testemunhada em muitas ocasiões e conheciam a lei pela qual ela se formava. Esperavam mesmo que, depois que se lhes fosse concedido o poder, também pudessem formar tais nuvens, em certas ocasiões. As antigas escolas de misticismo e de ciência divina, assim como as de hoje, têm praticado a formação do fenômeno, mantendo em segredo a sua fórmula. Quando essas nuvens se formam, aqueles que são por elas envolvidos se tornam invisíveis. Entretanto, no caso de Jesus, não só se tornou ele invisível, como também, quando a nuvem subiu, Ele subiu com ela. A certa altura, a nuvem gradualmente se dissipou e a forma espiritual de Jesus e a Sua forma física desapareceram.

(…)

Era o milagre dos milagres, pois as onze Apóstolos, com a descida do Espírito Santo, tornaram-se os herdeiros vivos do poder divino que Jesus possuíra, transferível por eles, da mesma forma, aos dignos, e usado por eles na propagação da sua missão e da missão de Jesus pela redenção do homem.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 130-131.

O Gral Sagrado

“(…) Eles reconheceram no ato de beberem todos da mesma taça sagrada um símbolo muito antigo de ordenação bênção, símbolo de poder e de igualdade de posição em qualquer trabalho ou missão. Jesus pegou, a seguir, do pão e, após pedir a Deus que o abençoasse, dividiu-o, em pequenos pedaços, entre eles, explicando: “Esta forma material que agora vos sirvo simboliza meu corpo, o qual vos dou e divido entre vós, e por ela vos lembrareis de mim como sendo dividido entre vós, e uno convosco, e um de vós.

O beber do vinho da taça, ou gral sagrado, ainda é uma cerimônia simbólica e sagrada das escolas secretas do Oriente e do Oriente Próximo, e mesmo dalgumas escolas de sabedoria espiritual e sagrada no mundo ocidental. A divisão do pão e do vinho não era ideia original de Jesus, mas um costume antigo e sagrado que Ele aplicou de modo novo, por que nova era a Sua missão na terra, baseada em antigos símbolos e cerimônias sagradas. Comer do pão era, deste modo, partilhar do corpo físico do Cristo, e beber do vinho era beber do Seu sangue e, assim, estar não só em sagrada comunhão com Ele, mas ser parte Dele em qualquer obra sagrada de que Ele os encarregasse e lhes transferisse.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 106-107.

Os Discípulos Iniciados

“Os mistérios de que falava Jesus a Seus discípulos, e que estes procuraram com Ele aprender, para torná-los manifestos, com o propósito de os utilizar nos trabalhos missionários que desenvolviam, oram revelações sobrenaturais ou transcendentais o operações da lei que somente os iniciados ou os discípulos mais adiantados podiam compreender e aplicar. Veremos, nos capítulos subsequentes, que estes discípulos de Jesus – os cento e vinte que compunham Sua escola secreta eram iniciados, pois cumpriram o necessário à iniciação e possuíam meios secretos de se identificarem, tais como senhas, sinais e símbolos. Eles eram os mais íntimos dos milhares de seguidores de Jesus, aqueles que se haviam entregue por inteiro ao desenvolvimento e defesa do Seu trabalho, e cada um dos quais recebera uma missão especial (…)”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 79.

A Escolha do Caminho da Verdade

“É uma verdade fundamental, tão válida hoje quanto há dois mil anos, que nem toda a Humanidade está preparada, em qualquer sentido, para receber, compreender e usar as verdades superiores da vida e o poder miraculoso que nasce desse conheci mento. (…) As próprias experiências de Jesus no cumprimento da Sua missão nos dão excelentes razões para admitir o princípio do segredo. Mesmo entre aqueles que foram cuidadosamente submetidos à prova, preparados e qualificados, houve quem se tornasse cético, quem procurasse usar o conhecimento e o poder para fins pessoais e egoístas, e quem se transformasse em espiões e inimigos, bem como traidores da causa. Na perseguição e no processo a que Jesus foi submetido repousam razões que justificam a manutenção do princípio do segredo.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 36-37.

A Condição de Cristo

“É bastante claro, pelo que sabemos da história do Batismo contida nos Evangelhos cristãos, que a descida do Espírito Santo foi a infusão da autoridade sagrada e do Divino poder no corpo de Jesus, completando Sua preparação e levando ao ponto máximo Seu perfeito como Filho Divino de Deus, Avatar e Cristo vivente. Foi a reversão deste processo que ocorreu na cruz, a retirada do Espírito Santo e da condição crística, no momento da culminação de Sua breve missão, e do fim de Sua condição de Cristo.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 240.

Manifestação Exterior de Suas Iniciações

Toda a vida pública de Jesus, desde Seu batismo até a crucificação, foi uma manifestação exterior e objetiva da série de iniciações pelas quais ele tinha passado secretamente – ou mais ou menos subjetivamente durante os anos de Sua preparação, Este importante fato é muitas vezes ignorado pelos estudiosos analíticos de Sua missão e obra, e certamente é tratado superficialmente pelos que tentam interpretar Suas doutrinas, ensinamentos, atividades, sofrimentos, provações, vitórias e derrotas.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 207.

Logos Vivente

“Quando tudo terminou, os oficiais e membros do Conselho Supremo rodearam José, que obtivera então o nome de Jesus e fora reconhecido como o Cristo e Lhe prestaram homenagem e O proclamaram encarnação da Palavra ou “Logos Vivente”. Seguiu-se então a marcha cerimonial para as câmaras inferiores, onde foi realizada a primeira das Ceias do Senhor, uma festa simbólica.

No dia seguinte, foram enviados mensageiros do Egito para todas as terras em que havia ramos da Fraternidade, para proclamarem a vinda do Salvador e anunciarem o início de Sua missão redentora. Entre os mensageiros estava João, da Fraternidade Essênia da Palestina, que havia sido estudante nas escolas do Egito, preparando-se para a missão de sua vida. Ele era considerado uma reencarnação de Elias (…). Sua missão, como a dos outros mensageiros enviados a outras terras, era proclamar a vinda do Cristo.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 193.

Preparação da Alma Para a Grande Missão

“(…)Desde o momento em que nasceu, todos os Magos, homens sábios, Sumos Sacerdotes e eruditos conselheiros da Fraternidade foram inferiores a Ele em harmonização Divina e preparação da alma para a grande missão. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 188.

Divina Missão do Jovem Filho de Deus

“(…). Também nada mais lógico e razoável que o jovem e novo Filho de Deus tivesse os passos dirigidos para as grandes escolas e professores da Fraternidade no Egito, onde poderia completar Sua educação e receber as instruções finais antes de cumprir Sua divina missão.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 179.

Mensagem do Jovem José à Maria

” Foi enquanto José provava o amargo sabor da vida que recebeu a triste notícia do falecimento de Seu pai na Galileia e de que Sua mãe estava sofrendo, sem que ninguém conseguisse confortá-la. (…) De acordo com diversas traduções da mensagem que Ele enviou à Sua mãe, seu teor era o seguinte: “Amada mãe: não te lamentes, pois tudo está bem com o pai e também contigo. Ele completou seu presente trabalho aqui na Terra, e o fez nobremente. Ninguém, de qualquer posição social, pode acusá-lo de engano, desonestidade ou má intenção. Em seu período de vida aqui, ele completou muitas tarefas importantes e partiu verdadeiramente preparado para resolver os problemas que o esperam no futuro. Nosso Deus, Pai de todos nós, está com ele, agora como sempre, as Hostes Celestiais guardam seus passos e protegem sua jornada. Por que, então, hás de chorar e sofrer? Lágrimas não vencerão tua dor, e tua tristeza não pode ser vencida por nenhuma emoção de teu coração ou de tua mente. Deixa tua alma ocupar-se com a meditação e o contato com aquele que se foi; se não ficares ociosa não terás tempo para a dor. Quando a mágoa pulsar em teu coração e a angústia te causar dor, deixa-te elevar aos planos superiores onde podes comprazer-te no bálsamo do amor. Teu ministério sempre foi o do amor, e na Fraternidade poderás encontrar muitas oportunidades de responder ao chamado do mundo que pede mais amor. Portanto, deixa que o passado permaneça passado. Eleva-te acima dos cuidados terrenos e dedica tua vida aqueles que ainda vivem entre nós aqui na Terra. Quando tua vida estiver terminada, hás de reencontrá-la no sol da manhã ou no orvalho da noite, e também no canto dos pássaros, no perfume das flores e na mística luz das estrelas. Pois não tardará que teus problemas e labutas aqui na Terra também sejam resolvidos, e no final das contas estarás pronta para campos mais amplos de atuação, e para resolver os problemas mais elevados da alma. Esforça-te, pois, por te sentires contente até que eu possa estar contigo em breve, quando te entregarei dádivas mais preciosas que quaisquer outras que já tenhas visto, e mais magnificentes que as feitas de ouro e pedras preciosas. Tenho certeza de que meus irmãos cuidarão de ti e proverão tuas necessidades. Quanto a mim, estou sempre contigo em mente e espírito. Teu filho, José.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 166-167.