O Evangelho de Lucas

“O Evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus como caminho que se realiza na história. Para percorrê-lo, o Filho do Altíssimo (1,32) se faz homem em Jesus de Nazaré (2,1-7), trazendo para dentro da história humana o projeto de salvação que Deus tinha revelado, conforme a promessa feita no Antigo Testamento (1,68-70). O caminho de Jesus inicia o processo de libertação na história, e por isso realiza nova história: a história dos pobres e oprimidos que são libertos para usufruírem a vida dentro de novas relações entre os homens.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 60090.

O Guru

“Um guru não é um instrutor espiritual comum. Podemos ter muitos instrutores, mas um só guru, que é o agente de salvação designado por Deus em resposta aos cativeiro da matéria.

(…)

Nenhum guru pode desenvolver-se somente por anos de estudo na fábrica intelectual de um seminário teológico que considera ter alcançado seus objetivos ao outorgar títulos de bacharel ou de doutor em teologia. Tais títulos podem ser recebidos por pessoas de boa memória; entretanto, caráter, autocontrole e a sabedoria da intuição da alma podem ser cultivados somente pelo conhecimento e aplicação de métodos adiantados de profunda meditação (…)

Tampouco pode alguém ser um guru por sua própria escolha. Ele precisa ser ordenado por um verdadeiro guru, para que possa servir e salvar os outros; ou então precisa de fato ouvir a voz de Deus pedindo-lhe para redimir os demais. (…) Gurus autodesignados desviam-se muito ao escutar a voz do ego imaginativo em sua mente subconsciente.

Os verdadeiros gurus treinam primeiro seu eu interno na escola teológica superior da intuição e da comunhão divina na meditação. Eles se batizam espiritualmente no Espírito antes de pretenderem iniciar os demais.

Não é necessário para um discípulo estar na a fim de receber suas bênçãos. O mais importante é estar espiritualmente em sintonia com o guru, pois sua ajuda é conferida ao discípulo primeiramente no plano espiritual interno, e não por meios materiais.

Se o discípulo se mantém sem uma atitude crítica, considerando o mestre com amor e reverência incondicionais, e segue lealmente seus preceitos, tal receptividade torna mais fácil o trabalho do guru. A sintonia cria um elo entre a ajuda do guru e o esforço sincero do discípulo, ainda que o guru não esteja mais encarnado na Terra.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 127-129.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

Iniciação e Batismo

A palavra “iniciação” (em sânscrito, diksha), segundo se utiliza na Índia, tem o mesmo significado do termo “batismo” adotado no Ocidente. A iniciação por um guru corresponde à consagração interior do discípulo ao caminho espiritual que leva do domínio da consciência material ao reino do Espírito. A verdadeira iniciação, como demonstrado, é o batismo pelo Espírito. (…) Todo aquele que possa ver a corrente vital do olho espiritual transformando e espiritualizando as células cerebrais e a própria composição da mente do iniciado é alguém que batiza com o Espírito Santo. (…) uma alma de elevada estatura espiritual pode transfe parte da experiência de sua própria consciência divina àqueles que sejam receptivos.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 126.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

O Rei da Glória Prendeu Satanás

“Então o rei da glória, em sua majestade, pisou a morte, e prendeu Satanás, o príncipe, e o entregou ao poder do inferno, e trouxe Adão a ele para seu próprio brilho.”

(…)

“Pois eis que agora, este Jesus pelo brilho da sua majestade faz fugir todas as trevas da morte, e quebrou as profundezas das prisões, e libertou os prisioneiros e soltou os que estavam presos.”

(…)

“E o Senhor estendeu a mão e disse: Vinde a mim, todos os meus santos, que têm minha imagem e semelhança. Vós que pela árvore e pelo diabo e pela morte foram condenados, eis agora o diabo e a morte condenados pela árvore.”

(…)

“Mas o Senhor segurando a mão de Adão o entregou a Michael o arcanjo, e todos os santos seguiram Michael o arcanjo, e ele os trouxe todos para a glória e a beleza do paraíso.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 760-812.

Eu Sou João, a Voz e o Profeta do Altíssimo

“E depois disso veio um morador no deserto, e todos foram indagados: quem és tu? E ele lhes respondeu e disse: Eu sou João, a voz e o profeta do Altíssimo, que veio antes da face de seu advento para preparar seus caminhos, dar conhecimento de salvação ao seu povo, para remissão dos pecados. E quando eu o vi vindo a mim, sendo movido pelo Espírito Santo, eu disse: Eis o Cordeiro de Deus, e vejam, aquele que tira os pecados do mundo.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 663.

Aquele Que Crê e For Batizado Será Salvo

“Vá a todo o mundo e pregue a toda criatura: Aquele que crê e for batizado será salvo, mas o que não crer será condenado. E estes sinais seguirão sobre os que crerem: em meu nome expulsarão demônios, falarão em novas línguas, tomarão serpentes e, se beberem algo mortal, isso não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os enfermos e eles se recuperarão. E enquanto Jesus ainda falava com seus discípulos, nós o vimos sendo levado ao céu.”

Nascimento, Peterson do. O Evangelho Segundo Nicodemos (Coleção Apócrifos do Cristianismo Livro XI) – Versão Kindle, Posição 452.

A Falta Será Ganho

“Após o nascimento do corpo, chega a velhice e você existe em corrupção. Mas o que faltar a você será um ganho. Você não vai desistir da melhor parte quando sair. A parte inferior sofre, mas encontra graça. Nada nos redime deste mundo, mas somos membros do reino de todos e somos salvos. Recebemos a salvação do começo ao fim.”

Nascimento, Peterson do. O Tratado Sobre a Ressureição (Coleção Apócrifos do
Cristianismo Livro XVII) – Versão Kindle, Posição 155.

Batismo, Iniciação Espiritual

“Palavras podem ser facilmente esquecidas ou desvirtuadas, a erudição dos atos é bem mais indelével.

A assertiva de João aos sacerdotes e levitas: “Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim (…) vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo” apresenta uma doutrina fundamental para que se alcance a salvação: que o autêntico batismo consiste na iniciação espiritual concedida por um verdadeiro guru.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 116-117.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

Ishvara e Yeshua

O nome pelo qual Jesus é identificado nos manuscritos tibetanos é Isa (“Senhor”), expresso por Notovitch como Issa. Isa (Isha) ou, por extensão, Ishvara, define Deus como o Senhor Supremo ou Criador imanente em Sua criação e transcendente a ela. Este é o verdadeiro caráter da consciência universal de Cristo/ Krishna, Kutasha Chaitanya, encarnada em Jesus, Krishna e outras almas unidas a Deus, que desfrutam de unidade com a onipresença do Senhor. É minha convicção que o título Isa foi conferido a Jesus, por ocasião do seu nascimento, pelos Sábios da Índia que vieram honrar Sua vinda à Terra.

A história antiga relata que Jesus tornou-se versado em todosos Vedas e shastras. Mas ele discordou de alguns preceitos da ortodoxia brâmane. Denunciou abertamente suas práticas de intolerância de castas, muitos dos rituais sacerdotais e a ênfase na adoração de vários deuses em forma de ídolos em vez da reverência exclusiva ao Espírito Supremo único, a pura essência monoteísta do Hinduismo, que havia sido obscurecida por conceitos ritualistas externos.

Nota: (…) Maria e José receberam instruções de um anjo no sentido de que a criança divina deveria se chamar Yeshua, “salvador” (em grego, lêsous; em ingles, Jesus ” (…)  A palavra hebraica Yeshua é uma contração de Yehoshua, (Javé, o Criador) é salvação”. Entretanto, o idioma de uso diário para Jesus companheiros galileus não era o hebraico, mas o dialeto aramaico, no qua nome teria sido pronunciado “Eshu”. Assim. curiosamente nome profetizado para Jesus pelo anjo, e dado a ele por sua família, era notavelmente semelhante ao antigo nome sânscrito conferido pelos Sábios do Oriente. Além das semelhanças fonéticas, há uma unidade subjacente de significado das palavras Isha e Yeshua – os dois títulos concedidos àquele venerado por milhões como “Senhor e Salvador”. (Nota da Editora).”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 95-96.

Capítulo 5: Os anos desconhecidos da vida de Jesus – estadia na Índia.

Impacto nas Futuras Gerações

“A dilacerante ignominia da morte de Jesus, seguida pela glória de sua ressurreição, exerceria um profundo impacto nas futuras gerações do mundo com o inesquecível reconhecimento de sua vida divina e de sua mensagem de salvação, propiciando ao homem ingressar no reino de Deus. (…) A humilde submissão de Jesus na cruz demonstraria a benevolência com que o Pai detém Sua mão onipotente quando desafiado pela maldade humana; o perdão que Jesus expressou durante a crucificação de seu corpo daria testemunho da natureza amorosa e compassiva do Pai.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 198.

Capítulo 66: “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado”.