Evolução da Humanidade

“E a figura mais dolorosa, ali relacionada, que ainda hoje se oferece à visão do mundo moderno, é bem aquela da igreja transviada de Roma, simbolizada na besta vestida de púrpura e embriagada com o sangue dos santos.

Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por 42 meses, acrescentando que o seu número era o 666 (Apocalipse, 13:5 e 18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo
o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da humanidade.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 117.

Verdades Básicas

“O segundo passo será, portanto, reunir uma ampla gama de mitos e contos folclóricos de todos os cantos do mundo, deixando que os símbolos falem por si mesmos. Os paralelos serão percebidos de imediato e desenvolverão uma ampla e impressionantemente constante afirmação das verdades básicas que têm servido de parâmetros para o homem, ao longo dos milênios de sua vida no planeta.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 12.

Símbolos, Parábolas e Alegorias

“Mas, tão rútila a Luz que trazia em si, que aos treze anos da idade espantou os dou tores do Seu país. Assim é que verificou Ele que a única maneira segura de preservar as verdades e de transmiti-las aos dignos e ocultá-las aos egoístas e indignos era através de símbolos e de parábolas e alegorias.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 80.

Princípios de Organizações das Escolas Secretas

“(…) Jesus recorreu a muitos pontos e princípios de organização já estabelecidos nas escolas secretas do Oriente Próximo e do Extremo Oriente. Até mesmo a terminologia e os símbolos secretos que Jesus usava e aos quais se referia, sempre de modo velado, nas conversas íntimas, nas pregações e nas alegorias que empregava eram idênticos aos de outras escolas, sendo por isso imediatamente reconhecidos por membros de movimentos secretos de outros lugares. Ainda hoje são, de certa forma, os mesmos.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 45.

Cruz Gamada

“O emblema que aqui vemos é um dos mais antigos entre os signos místicos populares, que foi erroneamente atribuído aos índios americanos, por ter sido encontrado em inúmeras decorações místicas dos mesmos. As pesquisas mais recentes encontraram este símbolo gravado nas antiquíssima ruínas maias do Yucatan, onde provavelmente fora usado centenas de anos antes da Era Cristà. Também foi encontrado entre os signos do antigo Zodíaco budista e como símbolo nas inscrições Asoka. Ele foi usado como a marca da seita dos jainistas e da seita xaca (Xaca Japonicus). A mais antiga forma de cruz encontrada nas catacumbas cristãs era esta. Este é um dos mais sagrados símbolos usados nos mosteiros do Tibete pela Grande Fraternidade Branca. No simbolismo cristão supõe-se que a cruz gamada representava duas letras maiúsculas gama, cruzadas e invertidas, e também era usada como signo de “fé no crucificado”.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 226.

Tentações que Jesus Passou

“As tentações pelas quais Jesus teve de passar, entretanto, foram de natureza simbólica e relativas às tentações pelas quais passou durante Sua iniciação no Egito, quando estava sendo preparado para o Seu ministério.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 213.

Runa

“A palavra runa significa “mistério” ou “segredo”, em inglês antigo em línguas correlatas. Ela é certamente carregada de significados ocultos, e por uma boa razão. As ruas nunca foram apenas uma forma utilitária de escrita. Desde a sua mais antiga adaptação para o uso entre os germânicos, elas foram usadas para fins rituais e divinatórios.”

Buckland, Raymond. Livro completo de bruxaria de Raymond Buckland: tradição, rituais, crenças, história e prática. Editora Pensamento Cultrix, São Paulo, 2019, p. 106.

Mito x Realidade

“Se as façanhas de uma figura histórica real proclamam-no herói, os construtores de sua lenda inventarão para ela aventuras apropriadas nas profundezas. Estas serão apresentadas como jornadas a reinos miraculosos e deverão ser interpretados como símbolos, de um lado, de descidas no mar de escuridão da psique e, de outro, de domínios ou aspectos do destino do homem que se tornaram manifestos na vida dessas figuras.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 312.

Dissolução, Transcendência ou Transmutação

“É assim que se alguém – em qualquer sociedade – assumir por si mesmo a tarefa de fazer a perigosa jornada na escuridão, por meio da descida, intencional ou involuntária, aos tortuosos caminhos do seu próprio labirinto espiritual, logo se verá numa paisagem de figuras simbólicas (podendo qualquer delas devorá-lo), o que não é menos maravilhoso que o selvagem mundo siberiano do pudak e das montanhas sagradas. No vocabulário dos místicos, esse é o segundo estágio do Caminho, o estágio da “purificação do eu”, em que os sentidos são “purificados e tornados humildes” e as energias e interesses, “concentrados em coisas transcendentais”; ou, num vocabulário mais moderno: trata-se do processo de dissolução, transcendência ou transmutação das imagens infantis do nosso passado pessoal. Em nossos sonhos, os perigos, gárgulas, provações, auxiliares secretos e guias ainda são encontrados à noite; e podemos ver refletidos, em suas formas, não apenas todo o quadro da nossa presente situação, como também a indicação daquilo que devemos fazer para ser salvos”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 105.