Sabemos com quem marchamos

Tudo tem o seu tempo, uma fração do ciclo que se encadeia e se contém dentro de outro ciclo. A vida é cheia de começos e fins. Todos os fins são começos e todos os começos são fins. Nisto habita o mistério da serenidade, a doce sinfonia que embala o coração dos mansos e humildes.

Hospedes peregrinos do universo, os seres humanos terrestres ainda hão de contemplar as belezas da realidade superior, assim como os que os precederam já o fazem.

Serenidade, coerência e consistência ao longo do tempo. Sempre.

Acolhe a turma como quem acolhe amigos. Seja por eles acolhido, na naturalidade que te cabe. Hoje é dia de afinar instrumentos enrijecidos pelo tempo. Na canção do amor e da fraternidade, todos nos encontramos em um só tom e uma só voz.

Avancemos e que nada nos possa deter, pois sabemos por quem e com quem marchamos.

General

Acolha o caos

Quando trabalhamos sem descanso dentro do nosso bloco de tempo, o entulho vai se acumulando ao redor automaticamente. É inevitável fazer bagunça quando você foca em uma coisa só. Enquanto você se concentre em sua função mais importante, o mundo não se senta e espera.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, p. 174.

Blocos de tempo

A última coisa que pode derrubar você do bloco de tempo e não conseguir liberar a mente. Dia sim, dia não, o maior desafio a ser superado pode ser sua própria necessidade de fazer outras coisas em vez de sua “única coisa”. A vida não se simplifica no momento em que você simplifica o seu foco; a sempre outras coisas gritando para serem feitas. Sempre. Então, quando as coisas pipocarem na sua mente, apenas escrevo uma lista de tarefas e volte ao que deveria estar fazendo. Em outras palavras, engane sua mente. Depois tire a folha do caminho e da sua cabeça até que chegue a hora de fazer essas coisas.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, p. 156.

Tempo: recurso democrático

Todo mundo tem a mesma quantia de tempo, e trabalho duro é simplesmente trabalho duro. Como resultado, o que você faz durante o tempo em que trabalhar determina o que você alcança. E como o que você faz é determinado pelo que você pensa, se você pensar grande, esse será o trampolim que o projetará para o alto.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, p. 84.

Equilíbrio?

O que parece um estado de equilíbrio é na verdade algo completamente diferente: o ato de equilibrar-se. Pensado triste mente como substantivo, o equilíbrio é vivido, na prática, como um verbo.

(…) Ouvimos tanto falar no equilíbrio que automaticamente acreditamos ser ele exatamente o que deveríamos procurar. Mas não é. Propósito, sentido, significado: é isso que constrói uma vida de sucesso. Busque os e você, com muita certeza, viverá uma vida desequilibrada, Cruzando repetidamente uma linha divisória invisível conforme persegue suas prioridades. O ato de viver uma vida completa dando tempo ao que importa é o ato de equilíbrio. Resultados extraordinários requerem atenção focada e tempo. O tempo gasto com uma coisa significa tempo perdido para outra, o que torna o equilíbrio impossível.

(…) Para conquistar um resultado extraordinário, você tem que escolher o que mais importa e dedicar em todo tempo necessário. Isso requer ficar extremamente fora do equilíbrio em relação a outras questões do trabalho, com apenas um balanço eventual para atendê-las.

(…) Sua vida profissional é dividido em duas áreas distintas: o que mais importa e o restante.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, pp. 69-79.

A ilusão do Multitarefas

Embora convencessem assim mesmos e ao mundo de que eram bons nisso, havia um problema. Citando Nass: “multitarefeiros eram medíocres em tudo”. (…) Fazer muita coisa ao mesmo tempo não é eficiente nem efetivo. (…)

Achamos que conseguimos. E, então, achamos que devemos. Crianças mandando torpedos enquanto estudo, ouvindo música ou assistindo a TV. Adultos dirigindo e falando ao telefone, comendo, maquiando-se ou até se barbeando. Faz em alguma sala enquanto conversam com outra pessoa, em outra sala. Todos tem smartphones em punho antes mesmo de pôr os guardanapos no colo. Não é que temos tempo de menos para fazer todas as coisas que precisamos fazer; é que sentimos que precisamos fazer coisas demais no tempo que temos. Então duplicamos de triplicamos, na esperança de dar conta de tudo.

(…) Pesquisadores estimam que os trabalhadores são interrompidos a cada 11 minutos e, no fim, pedem quase 1/3 do dia recobrando-se dessas distrações.

(…) Ao dirigir, até uma simples conversa o telefone rouba 40% do nosso foco e, surpreendentemente, pode ter o mesmo efeito que dirigir alcoolizado.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, pp. 43-49.

Sequencial não é simultâneo

Porque sucesso extraordinário é sequencial, não simultâneo. O que começa linear se torna geométrico. Você faz a coisa certa, depois faz a próxima coisa certa. Com o tempo, ela se soma, e o potencial geométrico do sucesso é deflagrado.

Keller, Gary; Papasan, Jay. A única coisa. Novo Século Editora, Barueri, 2014, p. 17.

Consciência individual e vontade universal

O alvo do mito consiste em dissipar a necessidade dessa ignorância diante da vida por intermédio de uma reconciliação entre consciência individual e vontade universal. E essa reconciliação é realizada através da percepção da verdadeira relação existente entre os passageiros fenômenos do tempo e a vida imperecível que vive e morre em todas as coisas.

“Como uma pessoa desse as roupas usadas e as troca por novas, assim também o Eu que habita o corpo desse app os corpos usados e os troca por novos. Impenetrável, incombustível, insolúvel, inabalável, esse Eu não é permeado, consumido pelo fogo, dissolvido pela água, abalado pelo feito. Eterno, mutável, imóvel, todo penetrante, o Eu é para sempre inalterável.”

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, p. 232.

Grande Paradoxo

De acordo com uma das formas tradicionais de encarar esses suportes da meditação, a forma feminina (em tibetano: yum) deve ser observada como o tempo; e a forma masculina (yab) como a eternidade. A união dos dois produz o mundo, em que todas as coisas são, a um só tempo, temporais e eternas, criadas a imagem desse deus macho-fêmea autoconsciente. (…) E assim é que tanto o masculino como o feminino devem ser encarados, alternativamente, ora como o tempo, ora como a eternidade. Isso quer dizer que os dois são o mesmo, cada um é os dois e a forma dual (yab-yum) não passa de efeito da ilusão – a qual, todavia, não difere da iluminação.

Eis uma suprema enunciação do grande paradoxo por meio do qual o mundo dos pares de opostos é abalado e o candidato admitido à visão visão do Deus, o qual, ao criar o homem à sua própria imagem, o criou homem e mulher.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp . 161-162