Conjuração de Diana

Conjuração de Diana

“Não asso pão, nem asso nele sal, Não cozinho nem vinho nem mel, Que esteja sempre em sofrimento até que me conceda a graça que peço, imploro do fundo do meu coração!”

“E assim será feito: todos devem sentar-se para ao banquete nus, homens e mulheres, e, ao acabarem suas refeições, devem dançar, cantar, fazer música, e então se amarem na escuridão, com todas as luzes apagadas: pois é o Espírito de Diana, que as apaga, e assim eles vão dançar e cantar em seu louvor.”

(…)

“Para entender a voz do vento.

Para transmutar água em vinho.”

LELAND, Charles G. Aradia.O Evangelho das Bruxas, 2019, Pág. 41-42.

Mundo sem voz e sem olhar

“Da câmara de eco digital, na qual se ouve sobretudo a si mesmo falar, desaparece, cada vez mais, a voz do outro. Hoje, o mundo é, por causa da ausência do outro, menos dotado de voz. Em oposição ao tu, o isso não tem voz. Do isso não parte nem uma alocução, nem uma vista. O desvanecimento do de frente faz do mundo sem voz e sem olhar.”

HAN, Byung-Chul.A expulsão do outro: Sociedade, percepção e comunicação hoje. Ed. Vozes, 2022, Local 914.

Voz

Todas o mesmo rosto e falam com a mesma voz

“Seu livro é celebrado por todo lugar, pois ele aumenta consideravelmente a produtividade. Apesar de seu sucesso, ele entra em uma severa crise existencial. Ele parece sozinho, perdido, entediado, desiludido, desorientado na sociedade esvaziada de sentido, monótona, planificada, do consumo e do desempenho. Aqui, as pessoas têm todas o mesmo rosto e falam com a mesma voz. A voz do motorista de táxi, da garçonete ou do gerente do hotel é idêntica à voz de sua mulher ou de sua ex-amante.”

HAN, Byung-Chul.A expulsão do outro: Sociedade, percepção e comunicação hoje. Ed. Vozes, 2022, Local 145.

Terror do igual

Use o Corpo

“(…) alguns professores parecem encarar o próprio corpo como um mero instrumento para levar a cabeça até a próxima reunião.

A maneira mais simples de dar uma palestra eficiente é ficar de pé, distribuir o peso do corpo igualmente nas pernas mantendo os pés um pouco afastados e usar as mãos e os braços para amplificar o que está dizendo com naturalidade. Se a disposição da plateia for um pouco curva em relação ao palco, gire um pouco a cintura para se dirigir às diferentes partes. Não há necessidade alguma de ficar andando de lá para cá.

O essencial é relaxar e deixar que a parte superior do corpo se movimente à vontade.

(…) alguns oradores preferem andar no palco. Isso os ajuda a pensar; contribui para destacarem momentos essenciais.

(…) O andar incessante pode ser cansativo. Já o andar pontuado por pausas pode ser muito eficaz.”

ANDERSON, Chris, Ted Talks: O Guia Oficial do Ted para Falar em Público, Ed. Intrinseca, 2016, Pág. 186-187.

Capítulo 4 – `NO PALCO: Voz e Presença.

 

Falar no Ritmo

“Se você falar no seu ritmo coloquial normal, tudo bem, o ouvinte não vai se importar, mas caso vá muito mais devagar do que isso estará cortejando a impaciência do público.

Há duas maneiras de perder a plateia: ir depressa demais é de longe a menos frequente. Ir devagar demais é o maior problema, pois dá à mente dos ouvintes tempo para se distrair.

(…)

“Num ciclo de Conferências TED, um orador de primeira viagem da Ásia Meridional começou seu ensaio berrando a plenos pulmões. Sou totalmente a favor da variedade nos estilos de falar, mas aquilo era de fato cansativo. Perguntei por que estava falando daquela forma. Ele refletiu por um momento e respondeu: “Na minha cultura, falar em público significa falar para uma multidão. Para os que estão ao fundo poderem ouvir, é preciso gritar. Mas…, ele fez uma pausa, …acho que aqui não vou precisar disso, porque temos um aparelho automático de gritar”. Ele deu um peteleco no microfone, e todos desatamos a rir.”

A amplificação nos deu a possibilidade de falar de modo intimista a toda uma multidão.”

ANDERSON, Chris, Ted Talks: O Guia Oficial do Ted para Falar em Público, Ed. Intrinseca, 2016, Pág. 184-185.

Capítulo 4 – `NO PALCO: Voz e Presença.

 

Prosódia

“(…) volume, altura, ritmo, timbre, tom e uma coisa que se chama prosódia, que é a musicalidade que distingue, por exemplo, uma afirmação de uma pergunta.

Julian Treasure intitulada “Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir”.

(…)

Se sua palestra for roteirizada, tente o seguinte: procure, em cada frase, as duas ou três palavras mais importantes e sublinhe-as. Depois, procure a palavra mais importante de cada parágrafo e sublinhe-a mais duas vezes. Procure a frase de tom mais leve do roteiro e sublinhe-a com um leve ondulado a lápis. Procure todos os pontos de interrogação e destaque-os com marca-texto amarelo. Faça um grande círculo preto logo antes da grande descoberta. Se houver um caso engraçado em algum ponto, faça pontinhos cor-de-rosa sobre ele.

Depois tente ler o roteiro aplicando uma mudança de tom para cada marca. Por exemplo, sorria quando chegar aos pontinhos rosa, faça uma pausa no círculo preto, acelere um pouco no sublinhado a lápis enquanto fala com mais suavidade. Que tal lhe parece? Convence? Tente de novo com algumas nuances a mais.

Tente se lembrar de todas as emoções ligadas a cada passagem da palestra.

Sim, você quer ser compreendido, mas também quer que eles sintam a mesma paixão que você. E a maneira de fazer isso não é recomendar que se apaixonem pelo tema, mas mostrar paixão. Ela se espalha automaticamente, assim como acontece com qualquer outra emoção autêntica.”

ANDERSON, Chris, Ted Talks: O Guia Oficial do Ted para Falar em Público, Ed. Intrinseca, 2016, Pág. 182-183.

Capítulo 4 – `NO PALCO: Voz e Presença.

 

Ver e Confiar no Orador

*Sintonia: Eu confio nessa pessoa.

*Envolvimento: Cada frase parece tão interessante!

*Curiosidade: Eu percebo o que você quer dizer em sua voz e vejo em seu
rosto.

*Compreensão: A ênfase naquela palavra com aquele gesto –agora entendi.

*Empatia: Posso sentir como isso lhe causa mágoa.

*Entusiasmo: Uau! Essa paixão é contagiosa.

*Convicção: Quanta determinação nesse olhar!

*Ação: Quero fazer parte do seu grupo. Conte comigo.

“Tudo isso junto é inspiração, em seu sentido mais amplo. Penso nela como a força que diz ao cérebro o que fazer com uma nova ideia.

Há muitos mistérios referentes a como e por que reagimos com tanta força a certos oradores. Essas funções evoluíram ao longo de centenas de milhares de anos e estão profundamente enraizadas. Em algum ponto dentro de você existe um algoritmo para a confiança. Um algoritmo para a credibilidade. Um algoritmo para a forma como as emoções se transferem de um cérebro para outro. Não conhecemos os detalhes desses algoritmos, mas podemos definir pistas importantes. E elas se dividem em duas grandes categorias: o que você faz com a voz e o que você faz com o corpo.”

ANDERSON, Chris, Ted Talks: O Guia Oficial do Ted para Falar em Público, Ed. Intrinseca, 2016, Pág. 181.

Capítulo 4 – `NO PALCO: Voz e Presença.

 

 

A Voz de Deus é Silêncio

“As sensações afluindo através dos nervos sensoriais mantêm a mente repleta de miríades de ruidosos pensamentos, de modo que toda a atenção se volta aos sentidos. A voz de Deus, porém, é o silêncio. Somente quando cessam os pensamentos inquietos é que se pode ouvir a voz de Deus comunicando-se no silêncio da intuição. Este é o meio de expressão de Deus. No silêncio do devoto cessa o silêncio de Deus. Para o devoto cuja consciência está interiormente unida a Deus, uma resposta audível da parte Dele é desnecessária. Pensamentos intuitivos e visões verdadeiras constituem a voz de Deus. Eles não resultam de estimulação sensorial, mas de combinar o silêncio do devoto com a voz silenciosa de Deus.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 546.

Capítulo 28: O Pai-Noso: Jesus ensina seus seguidores a orar – O Sermão da Montanha, parte III.