Distinção entre a imaginação ativa e a magia

“Tocamos aqui na distinção entre a imaginação ativa e a magia, particularmente entre a imaginação ativa e a magia negra. Como sabemos, Jung adverte contra o tipo de imaginação ativa que envolve pessoas vivas. Ela pode afetá-las magicamente, e toda magia, inclusive a magia “branca”, tem um efeito bumerangue em relação à pessoa que a pratica. Por conseguinte, a longo prazo, ela é destrutiva. Lembro-me também de um caso no qual Jung me aconselhou a usá-la. Eu tinha uma analisanda mais velha que estava totalmente possuída pelo seu animus; ela não estava mais acessível e estava à beira de um lapso psicótico. Jung me aconselhou a falar com o animus dela em uma imaginação ativa. Isso iria ajudá-la, porém me prejudicaria, mas ele disse que ainda assim eu deveria tentar, como último recurso. De fato, o efeito foi benéfico, e Jung me ajudou depois a combater o efeito bumerangue. Não obstante, nunca mais ousei repetir a experiência.

A fronteira entre a imaginação ativa e a magia é extremamente sutil. No caso da magia, existe sempre algum desejo em jogo, relacionado com uma intenção boa ou destrutiva.”

FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 217.

A imaginação ativa 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gostei e vejo sentido em compartlhar essa ideiA

Facebook
Twitter
Pinterest

QUER MAIS?

1238

FRANZ, Marie-Louise von. Psicoterapia.São Paulo: Paulus, 2021, pág. 244 A dimensão religiosa da análise

Leia mais