O Círculo como Símbolo da Totalidade e da Pedra Filosofal

“Uma vez que muitos dos conteúdos inconscientes são aparentemente resíduos de situações espirituais repetidas ao longo da história, devemos retroceder alguns séculos para atingir aquela etapa da consciência que é paralelamente a de nossos sonhos.

Deus est figura intellectualis, cujus centrum est ubique, circumferentia vero nusquam.*

Nota*: “Deus é uma figura espiritual (geométrica), cujo centro se encontra em toda parte e cuja periferia não está em lugar nenhum”.

A imagem do círculo que, a partir do Timeu de Platão, a autoridade suprema da filosofia hermética, tem sido simbolizado sob a mais perfeita forma — a atribuída igualmente à substância perfeitíssima, o ouro, e também à anima mundi ou anima media natura, e à luz da criação mesma. É como o macrocosmo, o grande Universo foi feito pelo en kyklō paidia volvens et globos; também a menor das partes do todo, o ponto, possui essa natureza perfeita.

(…)

O autor anônimo do Rosarium Philosophorum diz: “Faze do homem e da mulher um círculo redondo; extrai daí um quadrado, e um triângulo a partir deste último. Torna o círculo redondo, e obterás a pedra filosofal”.


JUNG, C.G
. Psicologia e Religião.Psicologia e Religião Ocidental e Oriental ,OC. Editora Vozes. 2012. Pág.71-73

II. Dogma e Símbolos naturais

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