“(…) devo observar que não se trata de uma questão de fé, mas de experiência. A experiência religiosa é algo de absoluto. Não é possível discutir acerca disso.
(…)
Qual o critério válido para dizer que tal vida não é legítima, que tal experiência não é válida sendo essa pura mera ilusão? Haverá uma verdade melhor, em relação às coisas últimas, do que aquela que ajuda a viver? Eis a razão pela qual eu levo a sério os símbolos criados pelo inconsciente. Eles são os únicos capazes de convencer o espírito crítico do homem moderno. (…) O que cura a neurose deve ser tão convincente quanto a própria neurose, e como esta é demasiado real, a experiência benéfica deve ser dotada de uma realidade equivalente.”
JUNG, C.G. Psicologia e Religião.Psicologia e Religião Ocidental e Oriental ,OC. Editora Vozes. 2012. Pág.130-131.
III. História e psicologia de um símbolo natural
