Barreira de trevas

“Que alívio! Rompemos a barreira de trevas! A atmosfera está embalsamada de leve aroma!… Brilham as estrelas novamente… Oh! é a cidade de luz… torres fulgurantes elevam-se para o firmamento! Estamos penetrando um grande parque! Oh! meu Deus, quem vejo aqui a sorrir-me!… É o nosso Oliveira! Como está diferente! Mais moço, muito mais moço…”

“Oliveira foi um abnegado trabalhador neste santuário do Evangelho (…) Desencarnou há dias, e Castro, com aquiescência dos orientadores, foi apresentar-lhe as afetuosas saudações dos companheiros. Demora-se em refazimento, ainda inapto a comunicação mais íntima com os irmãos que ficaram, mas poderá enviar a sua mensagem por intermédio do companheiro que o visita.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

 

 

Desdobramento em Serviço

“O médium, mais à vontade fora do corpo denso recebia as instruções que Clementino lhe administrava de modo paternal. Dois guardas aproximaram-se dele e lhe aplicaram à cabeça um capacete em forma de antolhos.”

“Para a viagem que fará (…) Castro não deve dispersar a atenção. Incipiente ainda nesse gênero de tarefa, precisa instrumentação adequada para reduzir a própria capacidade de observação, de forma a interferir o menos possível na tarefa a executar.”

“Desde esse momento, demonstrando manter segura comunhão com o veículo carnal, ouvimo-lo dizer por meio da boca física…”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

 

Autogoverno

“Castro ainda é um iniciante no serviço. À medida que entesoure experiência, manejará possibilidades mentais avançadas, assumindo os aspectos que deseje, considerando que o perispírito é constituído de elementos maleáveis, obedecendo ao comando do pensamento, seja nascido de nossa própria imaginação, mormente quando a nossa vontade se rende, irrefletida, à dominação de Espíritos tirânicos ou viciosos encastelados na sombra.”

“Se pudesse pensar com firmeza fora do corpo físico, se já tivesse conquistado uma boa posição de autogoverno, com facilidade imprimiria sobre as forças plásticas de que se reveste a imagem que preferisse, aparecendo ao nosso olhar como lhe aprouvesse, porque é possível estampar em nós mesmos o desenho que nos agrade.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

 

Forças Ectoplásmicas

” Para melhorar ajustar-se ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias ao corpo inerme, garantindo assim o calor indispensável a colmeia celular e desembaraçando-se, tanto quanto possível, para entrar no serviço que o aguarda”

“Áulus registrou-me as anotações íntimas e esclareceu:

Nosso irmão, com a ajuda de Clementino, está usando as forças ectoplásmicas que lhe são próprias, acrescidas com os recursos de cooperação do ambiente em que nos achamos. Semelhantes energias transnudam de nossa alma, conforme a densidade específica de nossa própria organização, variando desde a sublime fluidez da irradiação luminescente até a substância pastosa com que se operam nas crisálidas os variados fenômenos de metamorfose.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

 

7 veículos (corpos) de manifestação do homem-espírito

ATMA ou ESPIRITUAL (Eu Sou, Centelha Divina)
Conexão com todas as realidades do Universo (ao Divino e suas leis). Onde estão guardadas as estruturas monádicas que dão sustentação a nossa vida terrena -códigos de DNA e programas originais de cada espírito. Coordena todos os outros corpos.

BUDDHI (Alma consciencial, intuitiva, moral)
Armazena os registros/memórias de todas as nossas vivências/experiências encarnacionais, sejam elas boas ou ruins. Planeja e supervisiona o programa encarnatório. Recebe informações de todo agregado.

MENTAL SUPERIOR
Guarda os pensamentos, conceitos e ideias abstratas (tudo que está em nosso inconsciente).Guarda informações de todas as experiências que necessitam correções.

ASTRAL
Aqui residem as emoções e paixões ligadas ao Ego. Informações/impressões de caráter emocional se fixam neste corpo – relacionamentos familiares/amorosos, descontrole emocional, sentimento negativos, apegos não resolvidos, vícios. Ligado ao nosso estado psico-emocional – afeta nosso sistema imunológico. IMPORTANTE NO PROCESSO DE CURA E LIBERTAÇÃO.

MENTAL INFERIOR
Alberga a manifestação da MENTE – inteligência, raciocínio, consciência – pensamentos “mais corriqueiros”. As percepções e sensações (sentidos) se fixam neste corpo. Apego à riqueza, poder e prazeres mundanos aí permanecerão até que se abra mão deles em benefício próprio.

DUPLO ETÉRICO
Sede dos Chakras. Órgãos têm seus duplos luminosos.

FÍSICO (SOMA)

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

Desdobramento

Com auxílio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou “corpo astral” estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram um equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos aqueles, em seu conjunto, como o “duplo etérico”, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se a desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal por ocasião da morte renovadora.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

Desdobramento

“Enquanto o equipamento fisiológico descansava, imóvel, Castro, tateante e assombrado, surgia junto de nós, numa cópia estranha de si mesmo, porquanto, além de maior em sua configuração exterior, apresentava-se azulada à direita e alaranjada à esquerda.

Tentou movimentar-se; contudo, parecia sentir-se pesado e inquieto…”

“Clementino renovou as operações magnéticas e Castro, desdobrado, recuou, como que se justapondo novamente ao corpo físico. Verifiquei, então, que desse contato resultou singular diferença. O corpo carnal engolira, instintivamente, certas faixas de força que imprimiam manifesta irregularidade ao perispírito, absorvendo-as de maneira incompreensível para mim.

Desde esse instante, o companheiro, fora do vaso de matéria densa, guardou o porte que lhe era característico.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

Desdobramento

“Chegara a ver do médium Antônio Castro.”

“Aproximou-se dele o irmão Clementino e, à maneira do magnetizador comum, impôs-lhes as mãos aplicando-lhe passes de longo circuito.

Castro como que adormeceu devagarinho, inteiriçando-se-lhe os membros.

Do tórax emanava com abundância um vapor esbranquiçado que, acumulando-se à feição de uma nuvem, depressa se transformou, à esquerda do corpo denso, numa duplicata do médium, em tamanho ligeiramente maior.”

“Nosso amigo como que se revelava mais desenvolvido, apresentando todas as particularidades de sua forma física, apreciavelmente dilatadas

“O médium, assim desligado do veículo carnal, afastou-se dois passos, deixando ver o cordão vaporoso que o prendia ao campo somático.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.

Lei do Carma – O acaso não consta dos desígnios superiores

“Penetramos forçosamente no inferno que criamos para os outros, afim de experimentarmos, por nossa vez, o fogo com que afligimos o próximo. Ninguém ilude a justiça. As reparações podem ser transferidas no tempo, mas são sempre fatais”

“O acaso não consta dos desígnios superiores. Não nos aproximamos uns dos outros sem razão. “

“Estejamos, entretanto, convencidos de que as sementes de luz jamais se perdem”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 74-83.

 

Possessão – Aperfeiçoamento de individualidades

Se não vai melhorar de vez, pra que buscar o tratamento espiritual?

“Aqui recolherá forças para refazer-se, assim como uma planta raquítica encontra estímulo para sua restauração no adubo que lhe oferece. Dia a dia, ao contato de amigos orientados pelo Evangelho, ele e o desafeto incorporarão abençoados valores em matéria de compreensão e serviço, modificando gradativamente o campo de elaboração das forças mentais.

“Sobrevirá, então, um aperfeiçoamento de individualidades, afim de que a fonte mediúnica surja, mais tarde, tão cristalina quanto desejamos. Salutares e renovadores pensamentos assimilados pela dupla de sofredores em foco expressam melhoria e recuperação para ambos, por que, na imantação recíproca em que se vêm, as ideias de um reagem sobre o outro, determinando alterações radicais.

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 74-83.