“— O que você está fazendo no Castelo da Vontade e da Ousadia? — Em que lugar melhor você pensa que eu poderia morar? Sou o Dragão do Medo e da Dúvida.
O dragão vociferou outra vez: — Estou aqui para eliminar todos esses insolentes que pensam que podem vencer a todos somente porque passaram pelo Castelo do Conhecimento. Rebecca sussurrou no ouvido do cavaleiro: — Uma vez Merlin disse que o autoconhecimento pode matar o Dragão do Medo e da Dúvida.
— Deus deu ao homem coragem. A coragem dá Deus ao homem.
— Olhe — Sam o encorajou —, se você encarar o dragão, existe uma possibilidade de que ele venha a destruí-lo, mas se não encará-lo, ele com certeza o destruirá.
O dragão despejou chamas gigantescas e crepitantes sobre o cavaleiro, vezes e vezes seguidas; contudo, por mais que o monstro tentasse e tentasse, não conseguia incendiá-lo. O cavaleiro continuava a se aproximar e o dragão se tornava cada vez menor, até que finalmente não era maior do que um sapo. Suas chamas se extinguiram, e ele começou a cuspir pequenas sementes sobre o cavaleiro.”
FISHER, Robert. O cavaleiro preso na armadura. Ed. Record, 2020, Local: 946-1003.
O Castelo da vontade e da ousadia