“A extensão de Deus, como anima media natura, a todo ser individual, significa que até na matéria morta, isto é, nas trevas extremas, habita uma centelha divina, a scintilla.*
Nota*: Esta ideia foi formulada no conceito da “anima in compendibus”, a alma acorrentada ou prisioneira. (DORNEUS, Speculativae Philosophiae em Theatrum Chemicum, I, p. 272, 298; De Spagirico Artificio. Op. cit., p. 457, 497). Até hoje não encontrei prova de que a filosofia medieval da natureza se tivesse apoiado em alguma tradição herética. Entretanto, as semelhanças são surpreendentes.
O exemplo do sonho por nós analisado mostra até que ponto tais imagens não são meras invenções do intelecto, mas revelações naturais. É provável que elas continuem a ser encontradas de modo semelhante. Os próprios alquimistas dizem que às vezes o arcano é inspirado por um sonho.”
JUNG, C.G. Psicologia e Religião.Psicologia e Religião Ocidental e Oriental ,OC. Editora Vozes. 2012. Pág.115-116.
III. História e psicologia de um símbolo natural
