Pedindo aquilo que enriquecerá a nossa vida

O quarto componente da CNV aborda a questão do que gostaríamos de pedir uns aos outros para enriquecer nossa vida. Tentamos evitar frases vagas, abstratas ou ambíguas, e nos lembramos de usar uma linguagem de ações positivas, ao declararmos o que estamos pedindo, em vez de o que não estamos.

Quando falamos, quanto mais claros formos a respeito do que desejamos obter como retorno, mais provável será que o consigamos. Uma vez que a mensagem que enviamos nem sempre é a mesma que é recebida, precisamos aprender como descobrir se nossa mensagem foi ouvida com precisão. Especialmente ao nos expressarmos para um grupo, precisamos ser claros quanto à natureza da resposta que desejamos obter. Caso contrário, poderemos estar iniciando conversas improdutivas que desperdiçam um tempo considerável do grupo.

Pedidos são percebidos como exigências quando os ouvintes acreditam que serão culpados ou punidos se não os atenderem. Podemos ajudar os outros a confiar em que estamos fazendo um pedido, e não uma exigência, se indicarmos nosso desejo de que eles nos atendam somente se puderem fazê-lo de livre vontade. O objetivo da CNV não é mudar as pessoas e seu comportamento para conseguir o que queremos, mas, sim, estabelecer relacionamentos baseados em honestidade e empatia, que acabarão atendendo às necessidades de todos.

Rosenberg, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. Editora Ágora. São Paulo, 2006, pp. 126-127.

Cotes do Capítulo

  • Use uma linguagem positiva ao fazer pedidos.
  • Formular pedidos em linguagem clara, positiva e de ações concretas revela o que realmente queremos.
  • Uma linguagem vaga favorece a confusão interna.
  • A depressão é a recompensa que ganhamos por sermos “bons”.
  • Pode não ficar claro para o Ouvinte o que queremos que ele faça quando simplesmente expressamos nossos sentimentos.
  • É comum não termos consciência do que estamos pedindo.
  • Solicitações não acompanhadas dos sentimentos e necessidades do solicitante podem soar como exigências.
  • Quanto mais claros formos a respeito do que queremos obter, mais provável será que o consigamos.
  • Para ter certeza de que a mensagem que enviamos é a mesma que foi recebida, podemos pedir ao ouvinte que a repita para nós.
  • Expresse apreciação quando o ouvinte tenta atender a seu pedido de repetição.
  • Demonstre empatia com um ouvinte que não queira atender seu pedido.
  • Depois de nos expressarmos de forma vulnerável, é comum que queiramos saber:
    a) o que o ouvinte está sentindo;
    b) o que o ouvinte está pensando; ou
    c) se o ouvinte está disposto a tomar determinada atitude.
  • Num grupo, perde-se muito tempo quando as pessoas não estão certas de que tipo de resposta desejam em retorno a suas palavras.
  • Quando outra pessoa ouve de nós uma exigência, ela vê duas opções: submeter-se ou rebelar-se.
  • Como saber se é uma exigência ou um pedido: observe o que quem pediu fará se a solicitação não for atendida.
  • É uma exigência se quem fez a solicitação critica ou julga a outra pessoa em seguida
  • Também é uma exigência se quem fez a solicitação tenta fazer a outra pessoa sentir-se culpada.
  • É um pedido se a pessoa que pediu oferece em seguida sua empatia para com as necessidades da outra pessoa.
  • Nosso objetivo é um relacionamento baseado na sinceridade e na empatia.

Publicado por

Juliano Pozati

Strengths coach, Escritor, Espiritualista e empreendedor. Membro do Conselho do The Institute for Exoconsciousness (EUA). Meio hippie, meio bruxo, meio doido. Pai do Lorenzo e fundador do Círculo. Bacharel em Marketing, expert em estratégia militar, licenciando em filosofia. Empreendedor inquieto pela própria natureza. Seu fluxo é a realização!

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