Consciência dos Limites

“É melhor não emprestar de modo nenhum do que descontrolar-se e ser ofensivo quando o devedor é incapaz de restituir o que deve. Um conselho prático seria o de emprestar somente aquilo de que se possa prescindir e esquecer o assunto. Pessoas conscienciosas honrarão o que devem, quando e como lhes seja possível; e pessoas inescrupulosas não saldarão seu débito mesmo que tenham condições de fazê-lo.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 526.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Harmonia com Princípios

“Se o homem vive em perfeita harmonia com a operação desses princípios, ele permanece como um ser espiritual comandando seu corpo e sua mente. O pecado é aquilo que compromete esse perfeito autodomínio.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 517.

Capítulo 27: Cumprir da Lei. O Sermão da Montanha, Parte II.

Persistência e Autocontrole

“A bem-aventurança de Deus visitará as almas que suportam com equanimidade, por fazerem o que é correto, a tortura da crítica injusta dos falsos amigos, e também dos inimigos, e que permanecem livres da influência dos maus costumes ou hábitos prejudiciais da sociedade. (…) A retidão moral traz a zombaria de curto prazo mas regozijo a longo prazo, pois a persistência no autocontrole produz bem-aventurança e perfeição.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 490.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Disposição para Orar e Meditar

“(…)o buscador de Deus, que mantém sua percepção concentrada no olho espiritual, é guiado pelas sugestões provenientes da consciência e da intuição. Desse modo, seu discernimento e autocontrole estão sempre despertos e alertas, capazes de reconhecer e debelar a incitação de impulsos e hábitos prejudiciais que a ilusão cósmica insinua à sua consciência identificada com o corpo.

(…) Jesus elogiou a disposição interior do devoto que, por amor a Deus e ao bem, realiza um intenso esforço por orar e meditar apesar da desobediência do corpo. Tal estado é muito melhor que a hipocrisia de manter o corpo exteriormente em postura de meditação e oração enquanto interiormente se está rebelde e com má vontade.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 365.

Capítulo 73: A agonia de Jesus no jardim de Getsêmani e sua prisão.

Tormento Pela Crucificação

“Mesmo com toda a sabedoria e o autocontrole de sua natureza divina, a natureza humana encarnada de Jesus foi temporariamente atormentada pela ilusão do sofrimento aterrador que ele estava prestes a enfrentar com sua crucificação.

Em Yoga Sutras II:3, o grande iogue Patânjali enumera cinco tipos de “problema” (klesha) inerentes a todo ser encarnado: avidya (ignorância, a ilusão individual), asmita (ego, o estado em que a alma se encontra identificada com o corpo), raga (apego, a atração por aquilo que gostamos), dvesha (aversão, sentimento de desagrado) e abhinivesha (apego ao corpo). Jesus teve que superar a natureza humana do ego limitada pelo corpo, a ilusão relativa aos terríveis acontecimentos que o aguardavam, o apego a seus discípulos e seu amor por servir àqueles que buscavam ajuda, a natural aversão humana ao sofrimento do corpo e, por último, o temor psicológico primordial que acompanha a perspectiva da morte. “

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 361-362.

Capítulo 73: A agonia de Jesus no jardim de Getsêmani e sua prisão.

Ninguém Pode Ferir Você

“As pessoas não têm o poder de ferir você (…) Se alguém o irrita, a única coisa capaz de irritá-lo é a sua própria irritação. Portanto, quando aparentemente alguém estiver provocando você, lembre-se que é apenas a sua avaliação do incidente que causa essa sensação. (…) Tente simplesmente não reagir no momento. Afaste-se da situação. Procure ter dela uma visão mais ampla.”

Epicteto. A arte de viver/ Epicteto; uma nova interpretação de Sharon Lebell. Sextante, Rio de Janeiro, 2018, p. 49.

Criatividade

“A introversão voluntária, na realidade, é uma das marcas clássicas do gênio criador e pode ser empregada deliberadamente. Ela impulsiona as energias psíquicas para as camadas profundas e ativa o continente perdido das imagens inconscientes infantis e arquetípicas. O resultado, com efeito, pode ser uma desintegração mais ou menos completa da consciência (neurose, psicose (…)); mas por outro lado, se a personalidade for capaz de absorver e integrar as novas forças, experimentará um grau quase sobre-humano de autoconsciência e de autocontrole superiores”.

Campbell, Joseph. O herói de mil faces. Pensamento, São Paulo, 2007, pp. 70-71.