Caminho Para a Vida Eterna

“Assim como um grande clarão dispersa as trevas, também as declarações espantosas, mas simples, de Jesus revelavam os fundamentos das leis de Deus. “Ama teu próximo; torna-te criança; faze aos outros o que queres que te façam; abandona as glórias e os tentações do mundo; busca o Reino dos Céus dentro de ti; ergue teus pensamentos a Deus em oração o comunhão”, e outras regras facilmente compreendidas, constituíam o verdadeiro Caminho para a Vida Eterna.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 193.

Código Moral

” (…) Em primeiro lugar, Jesus diferencia Seu código de moralidade deixando claro aos Seus discípulos e alunos secretos que a moralidade consistia num dever para com Deus, e não um dever para com a comunidade. (…) a moralidade era um dever para com Deus, porque através dela se forma o elo entre o eu interior de um homem e seu Deus, e que o verdadeiro código moral não era um mero sistema público. Afirmava sempre que o código moral não tinha por finalidade o princípio de cooperação com o seu semelhante, ou ajudar seu irmão mundano, mas a salvação da sua própria alma.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 161.

Mistérios do Reino dos Céus

“Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus; a vós foram revelados os mistérios; falamos a sabedoria de Deus, misteriosa; e somos administradores dos mistérios de Deus e conhecemos todos os mistérios; e nos tendo revelado os mistérios; e sendo da irmandade dos mistérios, tornamos conhecidos os mistérios dos Evangelhos, mistérios que se mantiveram ocultos desde a origem; guardando o mistério da fé na pureza” etc. Estas frases, e muitas outras de igual significação, encontram-se em: Mateus 13:11, Marcos 4:11, Lucas 8:10; Romanos 11:25, 16:25, I Coríntios 2:7, 4:1, 13:2, 14:2, 15:51; Efésios, 1:9, 3:3, 3:4, 3:9, 5:32; Colossenses 1:26, 1:27, 2:2, 4:3, II Tessalonicenses 2:7, I Timóteo 3:9, 3:16, Revelação 1:20, 10:7, 17:5, 17:7.

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 77.

Princípios Místicos

“(…) as doutrinas secretas e os mistérios que Jesus veio à terra revelar e transmitir constituíam um dom transcendental de Deus, passado aos Apóstolos escolhidos, que deveriam considerar-se guardiães destas coisas, e não simples recipientes de uma bênção. Eles deviam, como guardiães dessas verdades e mistérios, divulgá-los e aplicá-los, dispensando-se de conservá-los dentro de si como uma possessão pessoal legitima.

Vemos nesta ideia um dos primeiros princípios místicos, mantidos como lei e como prática fundamentais pelos devotos seguidores de várias irmandades e organizações místicas de hoje. A rara sabedoria divina, que chega ao místico sincero através de revelações ou pelo estudo de antigos manuscritos constantes dos arquivos da sua irmandade, não deve ser tida, pelos que a ela têm acesso, como um poder intelectual ou como dons que sobrelevam seu valor pessoal, para servi-lo egoistamente no domínio da vida. (…) ele se transformará num instrumento, como um servo que trabalha nas vinhas da Humanidade, de Deus e da Consciência universal divina.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 74-75.

Mudança Radical nas Crenças Religiosas

“Somente uma vez antes, na história do mundo, veio à terra um líder e guia espiritual cujos ensinamentos e práticas preconizavam mudanças radicais e cujas primeiras ações foram derrubar as crenças religiosas tradicionais da época. Essa grande Luz foi o faraó egípcio Amenhotep IV, que mais tarde se tornou conhecido como Aquenaton e que desviou o sentido espiritual do homem, da multiplicidade de deuses simbólicos, para o “único Deus eterno”.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 65.

Primeiro Grande Cidadão do Mundo

” Akhenaton foi a reencarnação de um grande Avatar do passado e tornou-se o que os historiadores chamam de primeiro grande cidadão do mundo. (…) e foi ele quem estabeleceu a primeira religião monoteísta do mundo, pois Akhenaton declarou que não havia deuses e sim Um só. “o único, eternamente vivente Deus

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 176-177.

A Necessidade do Estudo Para o Entendimento

“(…) Os maiores compositores sem dúvida escreveram suas músicas por inspiração e, segundo eles mesmos disseram, sua música lhes vinha como se fora do Céu; mas esses homens tiveram de ser treinados na técnica de expressar a inspiração que vinha da alma.

Não importa o quão completa e perfeitamente Jesus pudesse ter estado em contato espiritual com a Mente Cósmica e com a Consciência de Deus, Ele teve de passar pelo treinamento, pela educação, e pela prática do uso das palavras e expressão do pensamento que Lhe permitiu dizer as mais belas coisas na mais bela linguagem já falada pelo homem. (…)”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 132.

Contato com a Consciência de Deus

“Podemos presumir com perfeita lógica e raciocínio que, como Filho de Deus ou mensageiro de Deus, Ele era continuamente inspirado e podia, pelo contato imediato com a Consciência de Deus, encontrar ideias iluminadoras que expressava. Mas com a mesma lógica devemos acreditar que Ele precisaria ter recebido educação e treinamento em escolas mundanas, que lhe possibilitariam expressar ideias e pensamentos com palavras, com imagens e em línguas que pudessem ser compreendidas pelos seus ouvintes.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 131-132.

O Nascimento de Jesus

“(…)Olhando em todas as direções, José viu que os céus e a terra e até mesmo as pessoas de lugares distantes estavam silenciosos e imóveis, e soube que a presença de Deus se fazia sentir sobre a Terra e que algum milagre estava para acontecer. Enquanto ele e a mulher esperavam na caverna, uma grande Luz surgiu da escuridão e os evitou e foi pairar sobre Maria. A Luz tornou-se menor e mais densa em sua alvura, até que envolveu Maria e depois foi se extinguindo. Enquanto José e a mulher observavam em silêncio, a Luz desapareceu, ouviu se a voz de um recém-nascido e um anjo apareceu dizendo: “Nesta hora, em humildade de espirito e pureza de mente, nasceu o Filho de Deus da Virgem do Templo, concebido pelo Espírito Santo através da palavra de Deus, e seu nome será Jesus pois este é o nome de Deus em que se infundem o fogo do espírito e o poder da palavra.

(…)

Onde está o grande Rei cuja estrela anunciou nos céus o seu nascimento? A esta hora seus pais devem estar na estrada, pois já passou a hora do advento“. José respondeu: “Vou à Judéia com o Filho de Deus, não com o Rei, pois seu Reino não é deste mundo, mas sim dos corações humanos”.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 99.

Palavra de Deus

“Maria chorou amargamente pela ignorância de José e por não confiar nela, e lamentou-se: “Sou pura e nenhum homem me tocou!” José encheu-se de espanto e rebateu as palavras dela, dizendo: “Mas então por que estás assim?” E ela respondeu com doçura: “Assim como Deus vive, não sei como isto aconteceu através da palavra! Enquanto eu dormia Ele veio a mim com pureza de espírito, livre de corpo mortal, e por Seu alento, que não era o alento da luxuria mas o alento da Palavra de Deus, concebi em realidade o que Deus antes concebera em pensamento; e assim como o pensamento precedeu a criação do mundo, comigo a mais sagrada das palavras precedeu a vida que se agita dentro de mim”.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 97.