Felicidade Superior

“Aquele que deixa de procurar e de descobrir a felicidade superior da bem-aventurança sempre-nova presente na alma e que pode ser experimentada em meditação esquecerá seu Eu divino em meio à luxúria material do ego, o pseudo-eu ilusório.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol II. Editora Self, 2017, pág. 97.

Capítulo 35: O Perdão dos Pecados.

Autêntica Vida Crística

“Uma autêntica vida crística deveria consistir em buscar primeiro o conforto proveniente da meditação e, além disso, em manter simples a vida material enquanto cumprimos nossos deveres. Uma vida material complexa agrada somente aos olhos e à consciência de status do ego, mas poucos percebem o preço dos confortos materiais. A escravidão econômica, o nervosismo, as preocupações com os negócios, a competição desleal, as dissensões, a falta de liberdade, a doença, o sofrimento, a velhice e a morte são a safra de uma existência restrita à materialidade. Muito se perde quando não sobra tempo para apreciar a beleza, a Natureza e as muitas expressões de Deus nesta vida.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 578.

Capítulo 29: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” – O Sermão da Montanha, parte IV.

Coragem

“A natureza mesquinha do ego faz o homem indisciplinado sentir-se desconfortável e com uma disposição maldosa para com aqueles que moral e espiritualmente diferem dele. (…) Jesus encorajou seus seguidores a não ficarem desanimados ou intimidados se, ao tentar viver espiritualmente, descobrirem que as pessoas com mente materialista não os compreendem.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 492.

Capítulo 26: As Beatitudes. O Sermão da Montanha, Parte I.

Força de Vontade do Agente de Cura

O poder da força vital transmitida exteriormente para a cura de outras pessoas é proporcional à força de vontade do agente de cura.

A simples imposição das mãos dos polos positivo e negativo sobre outra pessoa produz alguma troca de magnetismo a partir da energia ali presente, mas não transmite a potência necessária para a cura. O poder da força vital conscientemente gerado e dirigido, fluindo através das mãos, é o que causa a cura mediante o emprego da atividade da força vital, que cria, integra, desintegra, cristaliza, metaboliza, produz e sustenta o complexo conjunto de células diferenciadas. Essa força vital é inteligente, mas fica reduzida e fora do controle nas pessoas cujo corpo é governado por uma mente fraca e identificada com o ego.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 464.

Capítulo 25: A cura dos doentes.

Tormento Pela Crucificação

“Mesmo com toda a sabedoria e o autocontrole de sua natureza divina, a natureza humana encarnada de Jesus foi temporariamente atormentada pela ilusão do sofrimento aterrador que ele estava prestes a enfrentar com sua crucificação.

Em Yoga Sutras II:3, o grande iogue Patânjali enumera cinco tipos de “problema” (klesha) inerentes a todo ser encarnado: avidya (ignorância, a ilusão individual), asmita (ego, o estado em que a alma se encontra identificada com o corpo), raga (apego, a atração por aquilo que gostamos), dvesha (aversão, sentimento de desagrado) e abhinivesha (apego ao corpo). Jesus teve que superar a natureza humana do ego limitada pelo corpo, a ilusão relativa aos terríveis acontecimentos que o aguardavam, o apego a seus discípulos e seu amor por servir àqueles que buscavam ajuda, a natural aversão humana ao sofrimento do corpo e, por último, o temor psicológico primordial que acompanha a perspectiva da morte. “

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 361-362.

Capítulo 73: A agonia de Jesus no jardim de Getsêmani e sua prisão.

Se Me Servir, Meu Pai o Honrará

“E Jesus lhes respondeu, dizendo: “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se me servir, meu Pai o honrará” (João 12:20-26).

(…)

Uma existência egoísta focalizada na preservação do próprio ego – apegado ao corpo e afeiçoado a todas as coisas temporais – constitui uma cerca mental que impede a alma de se expandir no Espírito.

(…)

Todo devoto que esteja em sintonia comigo estará presente na esfera da Consciência Crística, onde sempre habito, e será reconhecido e elevado pelo Pai – a Consciência Cósmica Transcendente.

Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome” (João 12:27-28).

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 196-197

Capítulo 66 : “É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado”.

Humildade é Tarefa de Amor

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do Espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa dor amor, cada dia.”

Xavier, Francisco Cândido/ Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 100-101.

Humildade

À carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do universo, surgem na alma humana doentios enquistamentos de sentimento, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinquência em todas as direções.”

Xavier, Francisco Cândido/ Emmanuel. Pensamento e Vida. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 99.

Entidades que Lisonjeiam as Paixões

“– Hilário, é imprescindível recordar que não nos achamos diante da Doutrina do Espiritismo. Presenciamos fenômenos mediúnicos, manobrados por mentes ociosas, afeiçoadas à exploração inferior por onde passam, dignas, por isso mesmo, de nossa piedade. E não ignoramos que fenômenos mediúnicos são peculiares a todos os santuários e a todas as criaturas. (…) É sempre mais fácil ao homem comum trabalhar com subalternos ou iguais, porque, servir ao lado de superiores exige boa-vontade, disciplina, correção de proceder e firme desejo de melhorar-se. Sabemos que a morte não é milagre. Cada qual desperta, depois do túmulo, na posição espiritual que procurou para si… Ora, o homem vulgar sente-se mais à solta junto das entidades que lhe lisonjeiam as paixões, estimulando-lhe os apetites, de vez que todos somos constrangidos a educar-nos, na vizinhança de companheiros evoluídos, que já aprenderam a sublimar os próprios impulsos, consagrando-se à lavoura incessante do bem.”

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, Capítulo 27.

7 Veículos (Corpos) de Manifestação do Homem-Espírito

ATMA ou ESPIRITUAL (Eu Sou, Centelha Divina)
Conexão com todas as realidades do Universo (ao Divino e suas leis). Onde estão guardadas as estruturas monádicas que dão sustentação a nossa vida terrena -códigos de DNA e programas originais de cada espírito. Coordena todos os outros corpos.

BUDDHI (Alma consciencial, intuitiva, moral)
Armazena os registros/memórias de todas as nossas vivências/experiências encarnacionais, sejam elas boas ou ruins. Planeja e supervisiona o programa encarnatório. Recebe informações de todo agregado.

MENTAL SUPERIOR
Guarda os pensamentos, conceitos e ideias abstratas (tudo que está em nosso inconsciente).Guarda informações de todas as experiências que necessitam correções.

ASTRAL
Aqui residem as emoções e paixões ligadas ao Ego. Informações/impressões de caráter emocional se fixam neste corpo – relacionamentos familiares/amorosos, descontrole emocional, sentimento negativos, apegos não resolvidos, vícios. Ligado ao nosso estado psico-emocional – afeta nosso sistema imunológico. IMPORTANTE NO PROCESSO DE CURA E LIBERTAÇÃO.

MENTAL INFERIOR
Alberga a manifestação da MENTE – inteligência, raciocínio, consciência – pensamentos “mais corriqueiros”. As percepções e sensações (sentidos) se fixam neste corpo. Apego à riqueza, poder e prazeres mundanos aí permanecerão até que se abra mão deles em benefício próprio.

DUPLO ETÉRICO
Sede dos Chakras. Órgãos têm seus duplos luminosos.

FÍSICO (SOMA)

Xavier, Francisco Cândido / André Luiz. Nos Domínios da Mediunidade. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 1955, pp. 95-103.