Extremas Expressões da Alma

“Acreditava-se também que a realização de milagres e a cura dos doentes eram expressões da alma dos que haviam desenvolvido elevado grau de harmonia espiritual, de verdadeiros mensageiros de Deus. Mas muita gente supunha que quando grupos se reuniam em sessões espirituais ou sob o encanto produzido pela tensão e esforço do espírito, o estado extático em que caíam com mais facilidade se revelava por murmúrios e resmungos das estranhas línguas da alma ou do controle peculiar pela alma dos movimentos do corpo. Por esta razão, muitos cultos e seitas surgiram e se desenvolveram entre os povos pagãos, e mesmo entre os judeus. Há muitos registros de reuniões em que extremas expressões da alma constituíam o ritualismo do ofício religioso. E, por estranho que pareça, tais seitas e cultos ainda existem.”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 159.

As Bases e Estruturas Deixadas Na Humanidade

“(…)Estes ensinamentos registrados desses filósofos mostram claramente que as revelações das grandes verdades da vida vinham não só de uma fonte divina, através de mensagens e visões, inspirações e impulsos especiais, mas que as verdades assim reveladas e apresentadas à Humanidade eram progressivas, como degraus que conduzem para frente e para cima, para planos mais altos de existência e de compreensão consciente. Cada um desses avatares parecia lançar uma base e depois construir sobre ela uma estrutura que se erguia para elevar a consciência da Humanidade a um ponto ou plano de onde não poderia subir mais alto naquele ciclo do desenvolvimento da civilização e do progresso espiritual na terra.

Então, após longo período de silêncio, outro avatar surgia e conduzia o desenvolvimento a outro plano mais alto.(…)”

LEWIS, H. Spencer. As Doutrinas Secretas de Jesus. Rio de Janeiro: Biblioteca Rosacruz, V. II, Ed. Renes, 1983, p. 63.

Projetando Sua Personalidade e Consciência

“O aparecimento de Jesus entre Seus Discípulos em várias ocasiões durante o período de recuperação constitui, em diversos casos, uma demonstração mística do Mestre, projetando Sua personalidade e consciência a locais distantes de Seu corpo físico. Estas demonstrações de leis espirituais elevadas eram comuns, não só para Jesus, mas, também para muitos eminentes Avatares do passado, alguns de Seus Apóstolos e Discípulos e muitos irmãos da Grande Fraternidade Branca que se faziam visíveis em pontos distantes com bastante frequência. Hoje em dia encontramos nos ensinamentos Rosacruzes as leis simples que auxiliam homens e mulheres a alcançarem o elevado grau de desenvolvimento psíquico que lhes permite projetarem a consciência psíquica a um ponto distante, de acordo com sua vontade, e se tornarem visíveis às elevadas faculdades de pessoas igualmente desenvolvidas e que chegaram ao necessário grau de receptividade.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 253.

A Montanha: Simbologia

“A verdade é que subir a montanha em busca de iluminação é uma frase simbólica e mística, nada tendo a ver com qualquer montanha física, real, ou com altitudes de caráter físico.(…)”

(…)

Subir a montanha, na terminologia mística da Grande Fraternidade Branca e nos escritos místicos dos Avatares e Mestres do passado, significava a elevação do Eu espiritual interior a uma grande altura onde o contato Cósmico, ou Consciência Cósmica, era definido e completo. (…) Sempre que um grande místico ou Mestre do passado tinha de entrar em contato ou em confronto com as fases terrenas, não espirituais da vida e lutar com um problema puramente mundano, ele ia para o vale ou para o deserto e não para o alto da montanha.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 210-211.

Este é Jesus, o Cristo!

“José foi levado ao pátio externo da Esfinge e O vestiram de púrpura para a cerimônia preliminar realizada à meia noite. Terminada esta cerimônia, Ele foi escoltado pelas passagens subterrâneas secretas até a sala de recepção sob Pirâmide. Após a realização de outra cerimônia nesse local começou a sublime cerimônia de Sua elevação ao mais alto pináculo da iniciação, Isto foi feito levando-se José a caminhar por várias rampas aos diferentes níveis no interior da Pirâmide, havendo uma câmara em cada um. Quando os participantes chegaram à mais elevada dessas câmaras, praticamente no centro da estrutura, foi celebrada a cerimônia final. No decorrer da mesma, o diadema real foi colocado na cabeça de José, para indicar que Ele não mais era um Neófito, nem mesmo um igual entre os Mestres da Fraternidade, mas o maior dentre eles. Por mais de uma hora decorreu a cerimônia, culminando em um período de silêncio e meditação, com José ajoelhado diante do altar. Então uma grande luz se fez na câmara, que até então só estava iluminada por velas e três tochas. Uma pomba branca desceu na luz e pousou na cabeça de José; o Hierofante se pôs de pé e várias sinetas começaram a soar nas câmaras inferiores, anunciando ao mundo o grande acontecimento. Uma figura etérea que apareceu atrás do Hierofante como um ser angélico ordenou a José que se levantasse e proclamou: “Este é Jesus, o Cristo; levanta-te!” E todos os que se achavam na câmara responderam em uníssono: “Amém.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 191-192.

Mensagem do Jovem José à Maria

” Foi enquanto José provava o amargo sabor da vida que recebeu a triste notícia do falecimento de Seu pai na Galileia e de que Sua mãe estava sofrendo, sem que ninguém conseguisse confortá-la. (…) De acordo com diversas traduções da mensagem que Ele enviou à Sua mãe, seu teor era o seguinte: “Amada mãe: não te lamentes, pois tudo está bem com o pai e também contigo. Ele completou seu presente trabalho aqui na Terra, e o fez nobremente. Ninguém, de qualquer posição social, pode acusá-lo de engano, desonestidade ou má intenção. Em seu período de vida aqui, ele completou muitas tarefas importantes e partiu verdadeiramente preparado para resolver os problemas que o esperam no futuro. Nosso Deus, Pai de todos nós, está com ele, agora como sempre, as Hostes Celestiais guardam seus passos e protegem sua jornada. Por que, então, hás de chorar e sofrer? Lágrimas não vencerão tua dor, e tua tristeza não pode ser vencida por nenhuma emoção de teu coração ou de tua mente. Deixa tua alma ocupar-se com a meditação e o contato com aquele que se foi; se não ficares ociosa não terás tempo para a dor. Quando a mágoa pulsar em teu coração e a angústia te causar dor, deixa-te elevar aos planos superiores onde podes comprazer-te no bálsamo do amor. Teu ministério sempre foi o do amor, e na Fraternidade poderás encontrar muitas oportunidades de responder ao chamado do mundo que pede mais amor. Portanto, deixa que o passado permaneça passado. Eleva-te acima dos cuidados terrenos e dedica tua vida aqueles que ainda vivem entre nós aqui na Terra. Quando tua vida estiver terminada, hás de reencontrá-la no sol da manhã ou no orvalho da noite, e também no canto dos pássaros, no perfume das flores e na mística luz das estrelas. Pois não tardará que teus problemas e labutas aqui na Terra também sejam resolvidos, e no final das contas estarás pronta para campos mais amplos de atuação, e para resolver os problemas mais elevados da alma. Esforça-te, pois, por te sentires contente até que eu possa estar contigo em breve, quando te entregarei dádivas mais preciosas que quaisquer outras que já tenhas visto, e mais magnificentes que as feitas de ouro e pedras preciosas. Tenho certeza de que meus irmãos cuidarão de ti e proverão tuas necessidades. Quanto a mim, estou sempre contigo em mente e espírito. Teu filho, José.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 166-167.

Título de Mago

Os Magos a que a Bíblia se refere não eram simples astrólogos ou filósofos medíocres, que também podiam ser pastores ou gente comum. Eles eram instrutores sábios e altos representantes das grandes academias e escolas de mistério do Oriente. O título de Mago só era concedido àquele que tivesse alcançado um elevado grau de iniciação nas escolas de mistério e que tivesse provado ser um mestre em artes e ciências, além de místico excepcionalmente desenvolvido em todos os sentidos.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 111.

O Nascimento de Jesus

“(…)Olhando em todas as direções, José viu que os céus e a terra e até mesmo as pessoas de lugares distantes estavam silenciosos e imóveis, e soube que a presença de Deus se fazia sentir sobre a Terra e que algum milagre estava para acontecer. Enquanto ele e a mulher esperavam na caverna, uma grande Luz surgiu da escuridão e os evitou e foi pairar sobre Maria. A Luz tornou-se menor e mais densa em sua alvura, até que envolveu Maria e depois foi se extinguindo. Enquanto José e a mulher observavam em silêncio, a Luz desapareceu, ouviu se a voz de um recém-nascido e um anjo apareceu dizendo: “Nesta hora, em humildade de espirito e pureza de mente, nasceu o Filho de Deus da Virgem do Templo, concebido pelo Espírito Santo através da palavra de Deus, e seu nome será Jesus pois este é o nome de Deus em que se infundem o fogo do espírito e o poder da palavra.

(…)

Onde está o grande Rei cuja estrela anunciou nos céus o seu nascimento? A esta hora seus pais devem estar na estrada, pois já passou a hora do advento“. José respondeu: “Vou à Judéia com o Filho de Deus, não com o Rei, pois seu Reino não é deste mundo, mas sim dos corações humanos”.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 99.

A Espera do Messias

“Do ponto de vista sociológico, os vícios e práticas degradantes haviam se popularizado entre as massas, com os padrões morais bem próximos da licenciosidade. Até nos tribunais havia intriga e crime. O poder governante estava dividido entre duas classes, a nobreza e o clero. A nobreza só buscava a gratificação mais baixa dos sentidos, tentando manter-se dentro da lei apenas o suficiente para lhes permitir alcançarem seus propósitos egoístas. A maioria dos nobresa professava pertencer à seita dos saduceus. Por outro lado, a classe sacerdotal dos fariseus, conhecidos como “os puros, os separados”, porfiava constantemente em seu determinado esforço de manter o poder e impor a estrita aderência à letra de suas leis. Os saduceus eram seus inimigos especialmente quando eram favorecidos por qualquer tipo de cargo ou posição.

As massas eram oprimidas e mantidas na ignorância de sua verdadeira condição; mas acreditavam haver uma possibilidade de se sublevarem pela vinda de um grande líder. Não é de surpreender que essas pessoas, em sua maioria incultas e inexperientes, aderissem a qualquer movimento que lhes permitisse livrar-se dos grilhões ou lhes desse oportunidade de subir a alturas que eles apenas sentiam em sonhos. Por consequência, os incultos e desfavorecidos seguiam líderes e princípios que os colocavam em situação grave e de grande desapontamento. A grande esperança era a de que o esperado Messias modificasse essa situação de sofrimento, estabelecendo a coesão e união do povo de Israel. Como isto ocorreria ninguém sabia: somente os pretendentes que encabeçavam os falsos movimentos tentavam dar uma explicação.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 46-47.

Processos de Cura e Starlanguage

“Os que eram médicos, na organização, evidentemente despertavam a curiosidade dos povos da Palestina acostumados aos métodos de cura daquela terra, os quais incluíam sortilégios, encantamentos pronunciados com voz aguda, a recitação de fórmulas misteriosas, instrumentos grosseiros e o uso de drogas poderosas. Os Essênios, por sua vez, falavam suavemente com os pacientes e usavam certos sons vocálicos sem qualquer evidência de representarem uma fórmula e, frequentemente, faziam as maiores curas pela simples aposição de mãos ou instruindo o paciente a retirar -se para o silêncio do lar e dormir, enquanto a cura era conduzida metafisicamente.”

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 35.