Exotérico e Esotérico

“Todas as religiões autenticamente reveladas se fundamentam no conhecimento intuitivo. Cada uma delas possui uma particularidade exotérica ou exterior e um núcleo esotérico ou interior. O aspecto exterior é a imagem pública, incluindo seus preceitos morais e um código de doutrinas, dogmas, dissertações, regras e costumes que orientam seus seguidores comuns. O aspecto esotérico inclui métodos que se focalizam na autêntica comunhão da alma com Deus. O aspecto exotérico é para as multidões; o esotérico, para uma minoria fervorosa.”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 264.

Capítulo 13: O segundo nascimento do homem: o nascimento no Espírito – Diálogo com Nicodemos, parte I.

Doutores da Lei (Escribas)

Doutores da Lei (escribas) – O grupo dos doutores da Lei vai adquirindo cada vez maior prestígio na sociedade do tempo. Seu grande poder reside no saber. Com efeito, são os intérpretes abalizados das Escrituras, e daí serem especialistas em direito, administração e educação. A influência deles é exercida principalmente em três lugares: Sinédrio, sinagoga e escola. No Sinédrio, eles se apresentam como juristas para aplicar a Lei em assuntos governamentais e em questões judiciárias. Na sinagoga, eles são os grandes intérpretes das Escrituras, criando a
tradição através da releitura, explicação e aplicação da Lei para os novos tempos. Abrem escolas e fazem novos discípulos. Embora não pertençam economicamente à classe mais abastada, os doutores da Lei gozam de posição estratégica sem igual. Monopolizando a interpretação das Escrituras, tornam-se guias espirituais do povo, determinando até mesmo as regras que dirigem o culto. Sua grande autoridade repousa sobre uma tradição esotérica: não ensinam tudo o que sabem, e escondem ao máximo a maneira como chegam a determinadas conclusões.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56401.

João Batista o Percursor

“Muitos acreditam que João estava associado aos essênios e a suas práticas esotéricas e ascéticas; entre as cerimônias dos essênios estava o batismo para a purificação do corpo e do espírito”

Nota: Os essênios eram uma seita judaica ascética que existiu desde aproximadamente 150 a.C. até o final do primeiro século d.C. O historiador judeu Flávio Josefo (37-100 d.C.) descreve os essênios em sua Antiguidades Judaicas (Livro 18, Capítulo 1). O estudioso romano Plinio, o Velho (23-79 d.C.) escreveu que os essênios viviam próximo ao Mar Morto, has colinas acima de Ein Gedi (onde, em 1998, arqueólogos israelitas escavaram o que se crê constituírem ruínas de uma comunidade essênia). Muitas semelhanças existem entre entre o que os historiadores sabem do modo essênio de vida e de como viveu João Batista, conforme descrito nos Evangelhos. Além do batismo de purificação pela água, há também evidência de que aderiam a uma dieta vegetariana. Eles mantinham comunidades do tipo monástico no deserto a fim de se isolarem do que consideravam práticas mundanas e corruptas dos sacerdotes e da população.

“O essênio, como o iogue indiano, buscava alcançar a união divina e as ‘dádivas do Espírito’ pela meditação solitária em locais retirados”, escreveu o arqueólogo Arthur Lillie em India in Primitive Christianity (…) “Numerosas autoridades, tais como Hilgenfeld e Renan, afirmam que houve influência budista nas doutrinas dos essênios. E foi através desta seita judaica que a influência budista chegou à Palestina e, mais tarde, filtrou-se para o Cristianismo. (…) A vida levada pelos essênios”, ele diz (citando o historiador Sir Charles Eliot em Hinduism and Buddhism: An Historical Sketch) “foi ‘exatamente como a que poderia ser desenvolvida por aspirantes à verdade que estivessem tentando pôr em prática em outro país os ideais religioso da Índia”.

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. I. Editora Self, 2017, pág. 111-112.

Capítulo 6: O batismo de Jesus.

Círculos Esotéricos

“Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus único e absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas. Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a ideia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do homem e da natureza.”

(…)

“Dessa ideia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contato permanente com a natureza.”

Xavier, Francisco Cândido / Emmanuel. A Caminho da Luz. Federação Espírita Brasileira, Brasília, 2016, p. 37.

Meditação Esotérica

“Ele ensinou a ciência esotérica da meditação a seus discípulos mais próximos e adiantados, transmitindo-lhes “em oculto” o que o povo em geral daquela época obscura não estava espiritualmente preparado para compreender (…)”

YOGANANDA, Paramahansa. A Segunda Vinda de Cristo, A Ressurreição do Cristo Interior. Comentário Revelador dos Ensinamentos Originais de Jesus. Vol. III. Editora Self, 2017, pág. 375.

Capítulo 73: A agonia de Jesus no jardim de Getsêmani e sua prisão.

Onde Situavam-se os Santuários Essênios

“Não eram, propriamente, edifícios construídos nas cristas dos montes; tais santuários eram escavados, com certo capricho, no interior das minas abandonadas, das grutas e distantes das cidades principais. Ali os servidores instalavam essas comunidades primando sempre pela higiene e estética, muito ao gosto dos Essênios que até no vestir preferiam a cor branca; só em casos excepcionais usavam um manto de lã azul escuro sobre os ombros, também adotado por Jesus. Eram anacoretas de vida cenobítica, mas criaturas sensatas, afeitas ao banho diário nos rios e cascatas, ao cuidado do cabelo e da barba, apreciadoras dos óleos aromáticos, gosto bastante generalizado. Eram cultores do conhecimento esotérico, mas sumamente equilibrados em suas atividades messiânicas; limpos, sadios e joviais, distantes dos tradicionais profetas relaxados em matéria de limpeza e higiene e sempre excomungando os homens e o mundo.

Seus santuários eram limpos, claros e agradáveis, com tapetes trançados de cordas e feitos pelos próprios Essênios. Existia um salutar sistema de ventilação responsável pela fluência do ar puro dos campos, do odor delicioso dos frutos de outono, ou do perfume agreste das flores da primavera. Não eram criaturas epicurísticas usufruindo dos bens do mundo, porém, espíritos sábios que se cercavam do conforto natural e apreciavam os ensejos agradáveis da boa música e da arte, certos de que Deus jamais pedia a fuga do homem das atividades do mundo educativo em que Ele próprio sempre estava presente.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 302.

 

Diferença Entre os Essênios

“A Confraria dos Essênios teve o seu inicio no ano 150 a. C., no tempo dos Macabeus. Era uma espécie de associação moral e religiosa, lembrando algo das cooperativas agrícolas modernas, que além dos cuidados da indústria, do comércio ou da lavoura, devota-se à assistência social e à educação de seus componentes. Assim nasceram pequenas sociedades ou agremiações nas povoações da Judéia, que mais tarde estenderam seus ramos até a Fenícia, Índia e ao Egito.

(…)

(…) depois que os Essênios se consolidaram nessa forma associativa benfeitora, de segurança econômica e aprimoramento moral, naturalmente nasceu-lhes a ideia de uma instituição esotérica, a fim de se cultuar os valores do espírito imortal. (…) a dignidade, os objetivos superiores e o desinteresse dos Essênios, visando exclusivamente ao Bem, atraíram a atenção do Alto e em breve eram alvo da presença de entidades de boa estirpe espiritual, que passaram a orientá-los para seu maior progresso espiritual. Como a Confraria dos Essênios era uma verdadeira ressurreição da velha “Fraternidade dos Profetas”, fundada por Samuel, o Alto permitiu encarnações de alguns profetas tão tradicionais do Velho Testamento, em sua comunidade. Em breve, o padrão espiritual dos Essênios elevou-se ante a presença de espíritos de excelente estirpe sideral.

(…)

Aliás, o capítulo 7 de Mateus, em seus 29 versículos, é quase um resumo dos estatutos dos Essênios, elaborado para graduar as diversas fases da iniciação dos neófitos nos santuários maiores.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 289-293.

 

Jesus e os Essênios

“Algumas obras esotéricas, principalmente da “Fraternidade Rosa-Cruz”, afirmam que o Mestre Jesus viveu entre os Essênios, os quais influíram bastante na sua obra cristã. No entanto, outras obras inclusive mediúnicas, asseguram que isso não aconteceu. Que dizeis a respeito?

RAMATIS: – Jesus, realmente, esteve em contato com os Essênios durante algum tempo e conheceu-lhes os costumes, as austeras virtudes, assim como teve oportunidade de apreciar-lhes as cerimônias singelas dos santuários menores, externos, e os ritos mais sugestivos do “Circulo Interno”. Muitos dos seus  gestos, práticas e atos do mundo profano deixavam perceber as características essênias de elevado teor espiritual, pois eles guardavam muita semelhança com os primeiros cristãos.

(…) jamais deixaria de procurar os Essênios e conhecer-lhes as ideias, pois os mesmos já ensinavam o amor a Deus e ao próximo, criam na imortalidade da alma e na reencarnação.

(…)

(…) Jesus jamais propalou a sua condição de membro honorário da Confraria dos Essênios, onde o sigilo era um voto de severa responsabilidade moral. Em consequência, salvo João Evangelista, que conhecia tal disposição do Mestre Jesus e dos seus contatos com os Essênios, ninguém mais pode identificá-lo a esse respeito.”

RAMATÍS. O Sublime Peregrino. Obra psicografada por Hercílio Maes. São Paulo: Ed. Conhecimento, 2020, pág. 288-289.

 

Iniciados da Grande Fraternidade

“Foi enquanto Akhenaton reinou como faraó que os filhos de Israel habitaram no Egito e os líderes de suas tribos se tornaram iniciados da Grande Fraternidade Branca; (…) se familiarizou com os fundamentos da religião que ele mais tarde modificou e apresentou aos que o seguiram na saída do Egito para a Palestina. (…) e foi através do auxílio dado por Akhenaton e pela Grande Fraternidade Branca, em segredo, que as tribos de Israel do sacerdócio pagão e tiveram uma jornada segura.

(…)a Grande Fraternidade tinha ramificações com diferentes nomes em muitas partes do mundo, estabelecidas durante os primeiros dez séculos antes de Cristo. O grupo original de membros do Egito tornou-se o conselho internacional ou corpo supremo, mantendo o nome de Grande Fraternidade Branca, e eventualmente passando a adotar a cruz e a rosa como seu símbolo esotérico.

LEWIS, H. Spencer. A Vida Mística de Jesus. Curitiba, PR: AMORC, 2001, p. 177.

Éteres mais Sutis

“Dentro da presente ordem de ideias, mui provavelmente ainda no próprio mundo físico, outros e mais sutis éteres se sucedem, quem sabe, provando e justificando, afinal, as afirmações do conhecimento esotérico, quando diz que, além desse primeiro éter espacial de que falamos e do segundo hiperéter ou superéter espacial que já inferimos em decorrência de fatos, dois outros níveis ainda existem na própria substância essencialmente física, os quais correspondem aos estados subatômico e atômico da condição física da matéria devendo evitar-se qualquer relação com os conceitos de átomo e de partículas elementares de sua estrutura, segundo a ciência atual.”

UCHÔA, Alfredo Moacyr. Mergulho no Hiperespaço. Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores. Brasília, 1976, pág. 78.