Atos dos Apóstolos

“O livro dos Atos dos Apóstolos foi escrito provavelmente entre 80 e 90 d.C. Seu autor é o mesmo do terceiro Evangelho; desde o séc. II, a tradição o identifica com Lucas, o médico que acompanhou Paulo (cf. Cl 4,14; Fm 24). De fato, é continuação do Evangelho de Lucas. Ambos formam, segundo o autor, o caminho da salvação: o Evangelho apresenta o caminho de Jesus; o livro dos Atos apresenta o caminho da Igreja, que prolonga o caminho de Jesus “até os extremos da terra”. O relato que une as duas obras é a ascensão, que coroa a vida de Jesus (Lc 24,51) e funda a missão universal da Igreja (At 1,8).”

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“Podemos dizer que o livro dos Atos é o Evangelho do Espírito. Aí se conta que o Espírito Santo prometido faz nascer a comunidade cristã e a impulsiona para o testemunho aberto e corajoso do nome de Jesus, isto é, para anunciar a palavra e ação libertadora de Jesus. Esse testemunho provoca o surgimento da grande novidade que tende a transformar pessoas, relações e estruturas da sociedade, provocando alternativas que se chocam frontalmente com os interesses sociais vigentes.”

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“Pode-se dizer que Atos é o livro da novidade e, portanto, também dos conflitos. Numa sociedade corroída pelo interesse e egoísmo, qualquer proposta de alternativa mais fraterna e igualitária provoca oposições e confrontos.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 64112- 64126.

O Evangelho de João

“O Evangelho de João é diferente dos três primeiros. Em Mateus, Marcos e Lucas há muitos milagres e palavras de Jesus. Em João encontramos apenas sete milagres, que são chamados sinais, e alguns discursos que se desenvolvem lentamente, repetindo sempre os mesmos temas-chave. Os três primeiros evangelistas reuniram, completaram e editaram os assuntos que formavam a catequese existente em suas comunidades. João seguiu caminho diferente: seu evangelho é uma espécie de meditação, que procura aprofundar e mostrar o conteúdo da catequese existente em sua comunidade. Seu evangelho visa a despertar e a alimentar a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, a fim de que os homens tenham a vida (Jo 20,30-31).”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 62350.

O Evangelho de Lucas

“O Evangelho de Lucas apresenta o caminho de Jesus como caminho que se realiza na história. Para percorrê-lo, o Filho do Altíssimo (1,32) se faz homem em Jesus de Nazaré (2,1-7), trazendo para dentro da história humana o projeto de salvação que Deus tinha revelado, conforme a promessa feita no Antigo Testamento (1,68-70). O caminho de Jesus inicia o processo de libertação na história, e por isso realiza nova história: a história dos pobres e oprimidos que são libertos para usufruírem a vida dentro de novas relações entre os homens.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 60090.

Quem é Jesus? O Livro de Marcos

“Marcos escreveu o seu Evangelho com a finalidade precisa de responder à pergunta: “Quem é Jesus?”. O evangelista, porém, não responde com doutrinas teóricas ou discursos de Jesus. Ele apenas relata a prática ou atividade de Jesus, deixando que o leitor chegue por si mesmo à conclusão de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus.”

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Toda a atividade de Jesus é o anúncio e a concretização da vinda do Reino de Deus (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder é substituído pelo serviço (campo político), o comércio pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de proposta alternativa de sociedade, que leva ao nivelamento fraterno das pessoas. Isso provoca a oposição acirrada das autoridades e dos privilegiados, que fazem de Jerusalém e do Templo a sede do
seu poder e riqueza. O resultado do conflito é a paixão e morte de Jesus. Mas Jesus não permanece morto. Ele ressuscita, e sua Ressurreição é a sentença condenatória do sistema que o matou. O livro de Marcos é apenas o começo da Boa Notícia (1,1). O autor deixa claro, portanto, que sua obra não é completa e que, para chegar ao fim, supõe que o leitor tome uma posição: continuar o livro através de sua própria vida, tornando-se discípulo de Jesus.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 58664- 58673.

Narrativa de Mateus

“De todos os evangelistas, Mateus é aquele que apresenta didática mais clara. Entre o prólogo (Mt 1-2) e a narrativa da morte e ressurreição de Jesus (26,3-28,20), ele organiza o assunto de todo o seu Evangelho em cinco livrinhos, cada um contendo uma parte narrativa seguida de um discurso. Lendo atentamente, podemos perceber que Mateus escolheu os episódios de cada parte narrativa, de modo a ilustrar o discurso seguinte. E o discurso, por sua vez, resume e explica o que está contido nessa narrativa. Assim a palavra de Jesus é sempre apresentada
como resultado de uma ação, e toda ação é sempre ensinamento, anúncio.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56498.

Jesus Mestre da Justiça

“JESUS, O MESTRE DA JUSTIÇA – Introdução Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa: “Deus está conosco” (Mt 1,23). À medida que lemos este Evangelho, vamos descobrindo o significado desse título: Deus está presente em Jesus, comunicando a palavra e ação que libertam os homens e os reúnem como novo povo de Deus.”

Bíblia Sagrada. Edição Pastoral. Paulus Editora, 1990. Versão Kindle, Posição 56485.

Carta aos Hebreus

“A Carta aos Hebreus deve ser mencionada à parte. Embora reflita as ideias mestras de São Paulo, ela não parece, entretanto, ter sido escrita por sua mão, tão diferente é o seu estilo das outras. A carta é dirigida a uma parte dos judeus convertidos que sofriam por terem de abandonar o culto do templo e da sinagoga, ao se tornarem cristãos. A Carta aos Hebreus estabelece, mediante uma sólida argumentação, partindo da Lei de Moisés, que o Evangelho não somente contém toda a substância do culto israelita, mas que também é a realização efetiva daquilo que esse culto só possuía em imagem (…)”

Bíblia Sagrada Ave-Maria: Edição revista e ampliada. Edição Claretiana Editora Ave-Maria, Editora Ave-Maria, 2012. Versão Kindle, Posição 1259.

Carta aos Gálatas

“O motivo da Carta aos Gálatas foi o seguinte: alguns judeus cristãos queriam obrigar os pagãos neoconvertidos a se conformarem à antiga lei religiosa judaica. O apóstolo protesta contra esse particularismo. Nessa Carta (cuja data é controvertida, colocando-a alguns em 48 e outros mais ou menos em 56), ele conta como foi chamado ao apostolado pelo próprio Jesus, e afirma que só há um Evangelho autêntico, aquele que foi anunciado com unanimidade por todos os outros apóstolos (…)”

Bíblia Sagrada Ave-Maria: Edição revista e ampliada. Edição Claretiana Editora Ave-Maria, Editora Ave-Maria, 2012. Versão Kindle, Posição 1219.

Cartas de São Paulo

“Para bem compreender as cartas de São Paulo, é preciso colocá-las em sua ordem cronológica e situá-las na narrativa dos Atos dos Apóstolos. As duas aos Tessalonicenses são as mais antigas. Elas devem ter sido escritas por volta do ano 50 depois de Cristo.”

Bíblia Sagrada Ave-Maria: Edição revista e ampliada. Edição Claretiana Editora Ave-Maria, Editora Ave-Maria, 2012. Versão Kindle, Posição 1212.

Atos dos Apóstolos

“Os Atos dos Apóstolos formam a sequência do terceiro Evangelho, e foram escritos pelo mesmo autor, Lucas, que, para redigi-los, utilizou tradições escritas e orais e escreveu, numa parte importante de sua narrativa, suas próprias memórias.”

Bíblia Sagrada Ave-Maria: Edição revista e ampliada. Edição Claretiana Editora Ave-Maria, Editora Ave-Maria, 2012. Versão Kindle, Posição 1203.